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Zero de Conduta

Zero de Conduta

29
Jul07

E o prémio "Chafurda no Lamaçal" vai para...Caras & Associados

Vasco Carvalho
Eu já não podia mais com a espera nervosa que antecedeu a atribuição dos Who’s Who Legal Awards de 2007...and for Best Portuguese Law firm in 2007 the winner is...Vieira de Almeida e Associados.

Foi uma escolha conservadora- afinal a firma está entre as 3 maiores sociedades de advogados em Portugal, as tais que o ex-Bastonário Júdice já afirmara merecerem tratamento preferencial por parte do Estado.

Há que reconhecer: o decano da firma, Vasco Vieira de Almeida tem uma larga experiência desse limbo que é o espaço entre o público e o privado. Só nos anos 70 passou por cargos directivos na banca pré-25 de Abril (em 1970 já falava ao American Club of Lisbon), pelo 1º Governo Provisório (sai com Palma Carlos e Sá Carneiro) e deteve a sensível pasta de Ministro da "Economia" no Governo de Transição em Angola.

O seu fôlego é comparável ao seu compagnon de route, Mário Soares. Compagnon, mas compagnon a sério: Vieira de Almeida esteve envolvido no MASP, foi organizador do famigerado jantar na FIL que empurra Soares a sair da reforma, acabando como mandatário dessa candidatura falhada.

E claro, ajudou muito que se tenha mantido calmo durante o escândalo fax de Macau/Emaudio, quando Rui Mateus o envolveu directamente -por escrito em Contos Proibidos, Dom Quixote- na negociata entre a sinistra empresa de Soares e o saqueador Robert Maxwell (o magnata que até a Madre Teresa roubou). Tudo isto lhe garantiu um lugar na Comissão de Honra de António Costa. Finalmente, se juntarmos a tudo isto a presidência da Mesa da Assembleia Geral da Brisa e do Deutsche Bank em Portugal, temos uma escolha óbvia para a Who´s Who.

Mas já Sérgio Figueiredo, esse cataventos perene, aponta: esqueçamos o "pai distanciado" (sic) por um momento e olhemos para "o filho empenhado e romântico". João Vieira de Almeida é coordenador do Compromisso Portugal para a Justiça e das suas propostas para uma nova justiça. Qual Quixote, Vieira de Almeida Júnior ataca o corporativismo e afirma: “com o Estado, ninguém sabe porque é que a escolha recai numa firma [de advogados] em vez de outra”.

Sim, porque os critérios são sempre claros quando a Vieira de Almeida & Associados faz negócios: representam o revolucionário grupo dos 7 no assalto ao BCP (2 dos 7 são colegas promotores do Compromisso Portugal), representaram o consórcio vencedor dos submarinos (os tais que se recusam a explicar porque depositaram 24 milhões de euros nas contas de uma empresa do grupo Espírito Santo) e deram aconselhamento jurídico na venda das dívidas da Segurança Social ao Citigroup (e que quer a UE quer o Tribunal de Contas condenaram como irregulares).

O problema é que, tal como João Vieira de Almeida afirma num powerpoint muito kitsch, o "sistema não valoriza a méritocracia". Na Vieira de Almeida e Associados pelo contrário só há lugar para os melhores. De sócios a estagiários encontramos uma pequena lista de grandes Portugueses: Gonçalves Pereira, Vaz Pinto, Pinto Correia, Horta e Costa, Bobone, Sousa Uva, Cardoso Pires.

São carradas de mérito. Nem a melhor edição da revista Caras conseguiria apresentar um plantel deste calibre. Um verdadeiro Who´s Who!
16
Jul07

Martins da Cruz e a defesa dos interesses da Nação

Vasco Carvalho
Toni, li com agrado as tuas declarações ao Diário de Notícias atacando esse traidor que é o Saramago.

Mas acho que foste muito comedido. Eu compreendo que, como todos os Portugueses honrados, és um homem humilde que não gosta de falar das suas contribuições para a raça Lusa. O que é inspirador em alguém como tu, um verdadeiro visionário do papel de Portugal no mundo, é a coragem de actuar na defesa dos interesses da Nação. E por isso estou a compilar uma pequena cartilha dos teus actos em prol da Pátria Lusa. Aqui vai um esboço, capítulo por capítulo, para a memória de Portugal e do mundo:

I) Portugal no Mundo, segundo Martins da Cruz. Nas suas aulas de Mestrado em Relações Internacionais na Lusíada, o venerando Professor deixou a sua visão estratégica por escrito: "Um país como Portugal tem de se preocupar em reagir e não em agir". E também as suas razões para levar o país para a batalha: "Quanto ao Iraque, Portugal posicionou-se como se posicionou porque Saddam Hussein nunca disse que não tinha armas de destruição maciça". A sua actuação como Ministro de Negócios Estrangeiros foi patriota e isenta: fechando consulados e intrometendo-se nas eleições francesas, apoiando Jacques Chirac.

II) Portugueses Honrados no Mundo, segundo Martins da Cruz. Como sempre nos ensinou, há que premiar os Portugueses que contribuem para a honra do País no mundo. Assim fez o venerando embaixador em 2001, quando condecorou o empresário Luso-espanhol Albertino Figueiredo com a Ordem de Mérito da República Portuguesa. Foi uma pena que o homem estivesse envolvido no maior esquema pirâmidal de sempre em Espanha e que tenha sido preso.

III) Defendendo os Interesses Económicos de Portugal no Mundo, segundo Martins da Cruz. O corajoso Martins da Cruz esteve sempre ao lado dos interesses económicos Portugueses. Disso são exemplo a sua entrada para a direcção da empresa Afinsa - do seu amigo Albertino Figueiredo, o tal que foi preso- em 2005, ou a representação do Grupo Carlyle na aquisição de parte da GALP - trabalhando para esse grande herói, Frank Carlucci, enviado da CIA em Portugal e suspeito do assassínio de Patrice Lumumba.

IV) Educação e Família, um Exemplo para o Mundo, segundo Martins da Cruz. Verdadeiro homem de família, o vice-chefe do clã Martins da Cunha persuadiu os seus colegas de governo para que a filha entrasse em Medicina em regime ilegal -perdão, especial. Também conseguiu que o seu chefe de Governo aprovasse uma benesse para o seu negócio de família, a Universidade Lusíada.

Sinto-me tão orgulhoso de ti, Toni! Se isto fosse Espanha tu provavelmente ficavas-te como porteiro de um qualquer aparthotel em Benidorm para Alemães com cirrose. Aqui, cumpres o sonho Português. Viva Portugal! Viva o Toni!

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