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Zero de Conduta

Zero de Conduta

25
Jun08

Mr Rogeiro goes to Guantanamo

Pedro Sales

Nuno Rogeiro foi a Guantanamo e levou uma câmara da SIC com ele (o resultado pode ser visto aqui). Segundo este repórter acidental, “viemos ver o que é que se passa, exactamente, com os detidos da guerra contra o terrorismo”. Ver, ver, não vimos nada. Como a própria SIC confirma, todo o material foi vistoriado e censurado pelas forças armadas norte-americanas. O que vimos e ouvimos não passa de um mau remake da história da Carochinha, desta vez adaptada a um campo de concentração assepticamente transformado numa prisão como as outras. Tortura, detenção sem culpa formada durante anos e julgamentos à margem da lei?  Sim, no início pode ter havido um “tratamento cruel”, mas as coisas têm melhorado. Agora até já há umas setas viradas para Meca e os presos podem jogar basquetebol e rezar em conjunto.


Tanta condescendência tinha que dar em bandalheira, nesta “prisão” onde um assessor garante que “as regras de disciplina são mais rígidas para os soldados do que para os detidos” e a psiquiatra confirma que os presos ouvem vozes. Resultado da tortura, pensamos. Nada disso. Faz parte dos hábitos da cultura, "associada à maioria dos detidos", “ouvir génios”. Desta vez, infelizmente, parece que não conseguiram escutar o bom do Rogeiro. É pena. Sempre dava para desanuviar o ambiente enquanto esperavam pela jogatana da tarde.

19
Jun08

Vai uma aposta?

Pedro Sales

Um relatório do Senado dos EUA considerou que as torturas deixaram sequelas físicas e psicológicas nos ex-prisioneiros de Guantanamo. Antonio Taguba, o general que liderou a investigação a Abu Ghraib, considera que é hoje evidente que a "administração Bush cometeu crimes de guerra". "A única dúvida que permanece é a de saber se serão julgados aqueles que autorizaram as práticas de tortura".

21
Fev08

Isto ainda vai acabar mal, não vai?

Pedro Sales

O ministro dos Negócios Estrangeiros inglês reconheceu, pela primeira vez, a escala de dois voos para Guantanamo em território britânico. David Milband “lamentou muito” que negações anteriores deste tipo de voos, feitas “de boa-fé”, tivessem agora que ser corrigidas. O próprio primeiro-ministro, Gordon Brown, já reconheceu o erro e afirmou que “é uma infelicidade que nada disso fosse conhecido e é uma infelicidade que isso tivesse acontecido sem que o soubessemos. Importa agora encontrar mecanismos que garantam que uma situação destas nunca mais se voltará a repetir”.

Todo este terramoto tem lugar enquanto o Governo português se continua a opor a toda e qualquer investigação sobre o assunto, e, ao contrário do que sucede com as inquirições judiciais que estão a ter lugar em Espanha, continua sem se conhecer um único passo da investigação que o Ministério Público anunciou há mais de um ano. Isto tem tudo para dar para o torto.

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