Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
A geração 500 euros foi ao Colombo
Num país com 1 milhão de trabalhadores precários e onde a geração mais qualificada de sempre luta para obter trabalhos de 500 euros, só se estranha que a precariedade laboral continue tão distante da agenda política e mediática. O aparecimento de colectivos como os FERVE ou os Precários Inflexíveis promete mudar um pouco esse panorama. A RTP tem acompanhado as inicitivas destes dois grupos, como pode ser visto aqui e aqui (no Centro Comercial Colombo).

publicado por Pedro Sales às 14:54
link do post | comentar | ver comentários (1) |

Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
A estabilidadezinha do ministro Vieira
Somos os primeiros em qualquer coisa. Pena que seja o desemprego na zona euro. egundo o Eurostat são já 8,5 por cento, um aumento de 7 décimas em relação ao mesmo período do ano passado. E nem vale a pena falar do clima económico. Nos restantes países, o desemprego diminui de 7,8% para 7,2%. Devem ser as "boas notícias" de que falava Vieira da Silva há duas semanas. Há dois meses que Vieira da Silva vem insistindo na “estabilização” dos números do desemprego. Há dois meses que o desemprego quebra recordes históricos no nosso país. A disparidade entre os números oficiais nacionais e europeus, que seguem critérios idênticos em todos os países da UE, não pára de aumentar, mostrando como o governo alterou os critérios para “limpar” as estatísticas. Pena que exista essa chatice dos organismos europeus que vêm manchar o trabalho do engenheiro Sócrates e a "estabilidade" do ministro Vieira.

ps: Há pouco mais de dois anos, José Sócrates considerava que "sete por cento é a marca de uma governação falhada" e "de uma economia mal conduzida". Lembram-se?

Actualização: Afinal, o desemprego não aumentou em relação ao último trimestre. Os números que o Eurostat divulgou pela manhã estavam errados e a taxa de desemprego diminuiu dos 8,3% para 8,2%. São boas notícias, claro, mas que não escondem o essencial. Independentemente das variações sazonais, a taxa homóloga, que é a que verdadeiramente conta, regista um aumento do número de pessoas sem emprego: de 7,8% para 8,2%. E em contraciclo com os restantes países, onde o desemprego caiu bastante no último ano.

publicado por Pedro Sales às 17:10
link do post | comentar | ver comentários (2) |

nesta pororoca, o da esquerda é o walter e o da direita é o pereira
Bem sei que que chego atrasado à campanha linka-para-o-abrupto. E imagino que isto possa irritar os outros membros do Clube de Amigos de Walter Benjamin. Mas a verdade é que ao ler isto: «No fundo, sindicatos e governo querem o mesmo, só que com tempos diferentes e com benefício de gerações diferentes, ou de tempos diferentes da mesma geração. Os sindicatos que representam a geração actual exigem que esta não seja muito sacrificada em nome do futuro, o Governo coloca mais a ênfase na sustentabilidade a prazo, dez anos pelo menos, e adia os problemas de fundo de insustentabilidade estrutural do "modelo social europeu", onerando mais o presente para fazer durar mais uns anos um sistema que está condenado a prazo»; acabei por me lembrar disto: «The conformism which has dwelt within social democracy from the very beginning rests not merely on its political tactics, but also on its economic conceptions. It is a fundamental cause of the later collapse. There is nothing which has corrupted the German working-class so much as the opinion that they were swimming with the tide».

publicado por José Neves às 13:33
link do post | comentar | ver comentários (2) |

Terça-feira, 16 de Outubro de 2007
Cambada de ingratos que não percebem a importância da consolidação orçamental

No Dia Mundial da Alimentação, que hoje se assinala, a Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome alerta que há hoje mais pessoas a pedir ajuda do que nos anos anteriores. Em 2006, foram 216 mil as pessoas que receberam alimentos.

Esse número, com base na realidade que vai constatando, tem sido engrossado por aqueles a quem chama "novos pobres", pessoas que têm emprego e recebem salário, mas cujo rendimento não dá para satisfazer as necessidades da família.

O cenário poderia ser ainda mais negro se não fossem as ajudas do Estado. O INE calcula que, se não fossem as pensões de reforma e os subsídios do Estado, haveria mais de quatro milhões de portugueses em risco de pobreza. Do mesmo modo, um terço da população activa entre os 16 e os 64 anos seria pobre se dependesse apenas do trabalho.

O fosso entre ricos e pobres continua a ser o maior da União Europeia. O Diário Económico escreve que os dois milhões de portugueses mais ricos do país têm rendimentos quase sete vezes superiores aos dos dois milhões de pessoas mais pobres.



publicado por Pedro Sales às 15:22
link do post | comentar | ver comentários (5) |

Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007
Sempre em festa
Teixeira dos Santos: Portugal só terá folga quando atingir défice de 0,4 por cento do PIB. Ontem, o primeiro-ministro deu os parabéns aos portugueses pelo esforço e sacrifício que fizeram ao "apertar muito o cinto".

publicado por Pedro Sales às 12:00
link do post | comentar |

Zero TV
ZERO DE CONDUTA
Filipe Calvão

José Neves

Pedro Sales

Vasco Carvalho


zeroconduta [a] gmail.com
Indecisão 2008
Subscreva
Zero links
arquivos

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Feeds