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Zero de Conduta

Zero de Conduta

30
Mar08

Dom Sebastião em part-time

Pedro Sales
António Borges declarou hoje, em entrevista ao Público, que o governo cancelou todos os contratos com o banco que dirige no dia seguinte a este Dom Sebastião em part-time se ter disponibilizado para ajudar os social-democratas a fazer uma oposição mais activa ao Governo. Apesar de parecer uma desculpa esfarrapada para justificar o seu apagamento desde esse congresso do PSD, e sossegar as hostes laranjas com as costas largas da "claustrofobia democrática", não tenho, como é natural, nenhuma informação que me possa dizer quem tem razão nesta pequena polémica. Mas sei, porque isso é público, que nestes três anos ninguém deu por António Borges no PSD ou no país. O que, dando por certas as suas palavras, diz mais sobre o conceito de "oposição mais activa" das sobrevalorizadíssimas elites do PSD e dos liberais que peregrinam anualmente para o Convento do Beato para louvar a independência da sociedade civil do que sobre o eventual comportamento do Governo.
17
Set07

Turista acidental

Pedro Sales
Daqui a precisamente quatro horas, José Sócrates vai fazer a habitual corrida matinal nas suas deslocações oficiais ao estrangeiro. Depois de ter feito o mesmo em Luanda, Rio de Janeiro, Pequim e Moscovo, agora vai conhecer, em passo de corrida, os jardins e memoriais de Washington. Os turistas japoneses dão a volta ao mundo escondidos atrás de uma lente de máquina de fotografar ou de filmar, outros há que galgam cidades para coleccionar as camisas do Rock Café, as moedas locais ou as idiotas camisas da irmã que foi a qualquer lado e só consegiu arranhou uma t-shirt manhosa. José Sócrates, que tem a sorte de se cruzar sempre “espontaneamente” com um batalhão de jornalistas nestas suas deambulações matinais pelas principais praças do mundo, colecciona postais ilustrados de vigor e frescura física para português ver. Um dia alguém lhe há de explicar que, esgotado o efeito novidade, só resta o provincianismo parolo e a sensação de que tudo isto é tão plástico como a contratação de figurantes para encher as salas de aula para a propaganda do Governo. Resta saber se, no meio dos flashs das máquinas fotográficas e com o vento nos ouvidos, o primeiro-ministro ainda consegue ouvir o que lhe dizem.
01
Set07

os mandamentos do professor

Filipe Calvão
10
Ago07

Duas vítimas do sistema

Pedro Sales
31
Jul07

US Airways no espaço aéreo europeu, não à pala da minha mala

Filipe Calvão

O pior de se perder as malas em viagem não está tanto em perdê-las, mas em conseguir recuperá-las. Em menos de 4 meses, é a terceira vez que me perdem as malas -- e nenhuma delas foi com a TAAG. A primeira mala desviada andou a passear por Detroit durante uma semana, cortesia da British Airways. As duas últimas, num espaço de semanas, foram com a US Airways, com sede em Filadélfia (e junto com Newark, a única cidade americana com ligação directa a Lisboa).

De todas as companhias, a US Airways desafia a compreensão. Já perdeu a bagagem de tropas americanas a caminho do Iraque (porventura concessionada pela Halliburton), ou os patins da patinadora olímpica Sasha Cohen (13 Março 2007). Ao pé deles, a notícia sobre a US Airways da Onion ("Confusão nas bagagens leva bomba suja para St Louis") parece quase inocente.

Mas a dificuldade em recuperar as malas diz muito do desconforto destas economias volantes (pois, o petroleo, mas tambem um regime de seguranca que vai tornar impossivel o transporte de certa carga por aviao). E porque menos compensações terão que largar quanto menos tiverem que ouvir clientes sem malas, as companhias aéreas decidiram acabar com todas as linhas telefónicas de atendimento ao público da bagagem perdida. Nem um call centerzito na Índia, nada. Um papagaio electrónico que repete o que já está na internet é o melhor que se arranja.

Para conseguir recuperar as malas, o importante, já percebi, é conseguir falar com alguém, passar das máquinas para uma voz que finja compreender o meu apelido. Cada um terá as suas técnicas. Aqui há uns tempos, apanhei o numero de telemovel do tipo que entregava malas reencontradas num bairro de Chicago e parti daí na busca de alguém com quem falar. Desta vez, parti pela linha de reservas internacionais (curiosamente com atendimento americano, ao contrário das chamadas para reservas domésticas, que vão parar a call center no estrangeiro). Para a próxima já sei que existe Get Human, uma espécie de dicionário lonely planet para a matrix.

E assim vai bem, o processo de recuperação. Hoje consegui falar com a Karen e a Felicia. Não me deram o seu numero de telefone, "for security reasons". Mas consegui saber que uma das malas foi encontrada. E horas mais tarde, parece que duas já vêm a caminho. Foram só 4 dias de t-shirts do Walgreens.

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