urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta Zero de Conduta zerodeconduta LiveJournal / SAPO Blogs zerodeconduta 2008-09-22T23:13:16Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:657068 Pedro Sales 2008-09-22T23:54:18 E depois do adeus 2008-09-22T23:07:39Z 2008-09-22T23:08:07Z <object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/o2yfFF7LW1M&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/o2yfFF7LW1M&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object> <p><a href="http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=14056" rel="noopener">Dirty, Zero de Conduta</a>, 2006</p> <p><b> </b></p> <p><b>Zero de Conduta</b></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:656640 Pedro Sales 2008-09-22T23:31:58 Adeus 2008-09-22T23:02:15Z 2008-09-22T23:13:16Z <p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/23606946@N02/2879860779" target="_blank" rel="noopener"><img width="300" height="400" border="0" src="https://farm4.static.flickr.com/3195/2879860779_94122c1706.jpg" style="border-color: black;" alt="" /></a></p> <p style="text-align: justify;">Como já devem ter reparado, o Zero de Conduta "fechou as portas". A falta de tempo da maioria dos seus elementos, atarefados com o fim do seu doutoramento ou com o início da sua vida profissional, assim o ditou. Como dizia o outro, se todos vamos andar por aí, o Pedro Sales já se pisgou para <a href="http://arrastao.org" rel="noopener">aqui</a>. Obrigado a todos quantos passaram pelo Zero e, muito especialmente, a todos os que o enriqueceram com os seus comentários. Foi mais de um ano e meio com posts quase sempre diários. Aqui fica uma breve lista das recomendações cá da casa.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/397551.html" rel="noopener">numa esquina perto de si</a>, Filipe Calvão, Junho de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/395447.html" rel="noopener">O doce charme do voyeurismo</a>, Pedro Sales, Junho de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/488373.html" rel="noopener">decalage</a>, Filipe Calvão, Junho de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/495116.html" rel="noopener">Madrinha: A história de uma conversão</a>, Vasco Carvalho, Junho de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/522516.html" rel="noopener">E o prémio "Chafurda no Lamaçal" vai para...Caras & Associados</a>, Vasco Carvalho, Julho de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/440194.html" rel="noopener">Coragem, depois deste exemplo, só precisam de encontrar mais 43 milhões</a>, Pedro Sales, Julho de 2007.<br />  </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/429747.html" rel="noopener">Martins da Cruz e a defesa dos interesses da Nação</a>, Vasco Carvalho, Julho de 2007.<br />  </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/384986.html" rel="noopener">Prelúdio a um 4th of July</a>, Vasco Carvalho, Julho de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogspot.com/2007/08/indstria-mais-estpida-do-mundo.html" rel="noopener">A indústria mais estúpida do mundo</a>, Pedro Sales, Agosto de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/484638.html" rel="noopener">Os longos braços da censura Socrática</a>, Vasco Carvalho, Agosto de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/387407.html" rel="noopener">atirar poeira não-transgénica para os olhos</a>, Filipe Calvão, Agosto de 2007.<br />  </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/465380.html" rel="noopener">Toy story e outros atlas infantis,</a> Vasco Carvalho, Agosto de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/461210.html" rel="noopener">Desperdício público,</a> Pedro Sales, Setembro de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/444246.html" rel="noopener">Escravos da banca</a>, Pedro Sales, Agosto de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/551320.html" rel="noopener">Não acertam uma</a>, Vasco Carvalho, Setembro de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/390316.html" rel="noopener">the delicate matter of middle west</a>, Filipe Calvão, Setembro de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogspot.com/2007/09/vdeoterrorista.html" rel="noopener">Vídeoterrorismo</a>, Pedro Sales, Setembro de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/392631.html" rel="noopener">o último regresso de Paulo Portas</a>, Filipe Calvão, Setembro de 2007.</p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/387618.html" rel="noopener"><br /> </a></p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/387618.html" rel="noopener">A distopia liberal sobre a escola pública I</a>, <a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/543411.html" rel="noopener">II</a>, <a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/518862.html" rel="noopener">III</a> e <a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/506928.html" rel="noopener">IV</a>., Pedro Sales, Outubro de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/414542.html" rel="noopener">Lamentável</a>, Pedro Sales, Outubro de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/514877.html" rel="noopener">Uma Esquerda sem Heróis</a>, José Neves, Novembro de 2007.<br /> <br /> <a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/434077.html" rel="noopener">Debate à Esquerda 1</a>, <a href="http://zerodeconduta.blogspot.com/2007/12/debate-esquerda-2-que-perguntas_12.html" rel="noopener">2</a> e <a href="http://zerodeconduta.blogspot.com/2007/12/debates-esquerda-3-que.html" rel="noopener">3</a>, José Neves, Dezembro de 2007.<br /> <br /> <a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/419819.html" rel="noopener">O Socialismo do Século XX</a>, José Neves, Dezembro de 2007.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/2008/01/" rel="noopener">Que país é este?</a>, Pedro Sales, Janeiro de 2008.</p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/486409.html" rel="noopener"><br /> </a></p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/486409.html" rel="noopener">O tal canal,</a> Pedro Sales, Janeiro de 2008.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/441111.html" rel="noopener">As novidades chegam sempre atrasadas à província</a>, Pedro Sales, Janeiro de 2008.</p> <p> </p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/596913.html" rel="noopener">Um patinho nada patusco</a>, Pedro Sales, Abril de 2008</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/595048.html" rel="noopener">O jornalismo de "causas" e os factos do jornalismo,</a> Pedro Sales, Abril de 2008</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/612372.html" rel="noopener">O excesso da praxe é a praxe</a>, Pedro Sales, Maio de 2008.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/606226.html" rel="noopener">"the dissidents continue to broadcast extravagant claims of success"</a>, Vasco Carvalho, Maio de 2008.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/631209.html" rel="noopener">hara-kiri na net</a>, Vasco Carvalho, Junho de 2008.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/641878.html" rel="noopener">Publicidade enganosa</a>, Pedro Sales, Julho de 2008.</p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/638397.html" rel="noopener"><br /> </a></p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/638397.html" rel="noopener">O que o 25 de Abril fez foi pôr os pobres na escola</a> e <a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/638629.html" rel="noopener">Saudades de uma escola de casta</a>, Pedro Sales, Julho de 2008.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/647956.html" rel="noopener">Num país onde ninguém gosta de desporto, todos querem medalhas (II)</a> e <a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/650422.html" rel="noopener">Ainda a tanga do turismo olímpico</a>, Pedro Sales, Agosto de 2008.</p> <p> </p> <p><a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/653171.html" rel="noopener">A quinta dos suspeitos </a>e <a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/654701.html" rel="noopener">Os fins não justificam os meios</a>, Pedro Sales, Setembro de 2008.  </p> <p> </p> <p>Para o fim, mas não menos importante, <a href="http://www.dailymotion.com/e5uf2" rel="noopener">o nosso canal de vídeo</a>, quase, quase nas 35 mil visitas.</p> <p> </p> <p> </p> <p><span style="font-size: larger;"><b>Zero de Conduta</b></span></p> <p>( o post apenas está assinado Pedro Sales porque perdemos a password do utilidador Zero de Conduta)</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:656518 Pedro Sales 2008-09-09T13:08:10 And Now for Something Completely Different 2008-09-09T12:42:11Z 2008-09-09T15:01:35Z <object width="450" height="361"> <param name="allowfullscreen" value="true" /> <param name="allowscriptaccess" value="always" /> <param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1476250&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1" /> <embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1476250&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="450" height="361"></embed></object> <p style="text-align: justify"><i>Screensavers</i> para o Macintosh. Começando pelo do vídeo, um <i>slideshow</i> com <a href="http://www.simonheys.com/2007/03/04/screensavr-2/" rel="noopener">fotografias de Lisboa</a>, e um intricado, mas muito pouco prático, <a href="http://www.simonheys.com/wordclock/" rel="noopener">relógio</a>. Deixando o melhor de todos para o fim, é justo destacar <a href="http://www.zugakousaku.com/index.php?ref=works-hotel---en" rel="noopener">Hotel Gadget</a>, anteriormente conhecido como Hotel Magritte, uma surrealista combinação aleatória de palavras com imagens, levando-nos a sucessivos quartos de hotel onde o paradoxal e imprevisto é a única "verdade" garantida.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:656338 Pedro Sales 2008-09-09T11:36:06 Diz o roto ao nu 2008-09-09T11:54:23Z 2008-09-12T15:53:33Z <p style="text-align: justify;"><i>"Eu não tenho dúvidas. São atitudes como estas dos partidos políticos, e esforços como estes, que credibilizam a política em Portugal. É o esforço de tanta gente, que quer dar o seu melhor para procurar novas ideias e novos projectos, que credibiliza e dá confiança à política no nosso país. Do que eu não tenho dúvidas é que o que não dá credibilidade à politica é o discurso do negativismo, é o discurso da maledicência, é o discurso do pessimismo, é o discurso do bota-abaixo, é o discurso de que “nada é possível fazer no nosso país”. Não. Esse é um discurso medíocre, que nada tem a oferecer ao país, e que só convida à desistência e ao conformismo". </i><b>José Sócrates, 8 Setembro 2008, no lançamento da fundação Respública. </b></p> <p style="text-align: justify;"><br /> A oposição quando faz oposição ao governo é maledicente e bota-abaixo, mas quando o primeiro-ministro aproveita o lançamento de um clube de reflexão para chamar medíocre à oposição está certamente a cumprir os anunciados objectivos da nova Fundação, oferecendo “<i>o seu melhor para procurar novas ideias e novos projectos”. <br /> </i></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:656117 Pedro Sales 2008-09-07T14:51:33 Um estudo demasiado conveniente 2008-09-07T14:17:13Z 2008-09-07T14:18:16Z <p style="text-align: center;"><a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/23606946@N02/2835497125" rel="noopener"><img width="376" height="260" border="0" alt="" style="border-color: black;" src="https://farm4.static.flickr.com/3206/2835497125_f28d2cbda6.jpg" /></a></p> <p style="text-align: center;">Gráfico retirado do <a href="http://blasfemias.net/2008/08/29/criminalidade-x/" rel="noopener">Blasfémias</a></p> <p style="text-align: justify;">Depois de semanas de regular presença televisiva a zurzir nas novas leis penais, que só faltou serem responsabilizadas pela praga do nemátodo da madeira do pinheiro, e eis que o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público “saca” de um estudo que, veja-se lá, vem confirmar as suas posições. Ou seja, a<a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/400299" rel="noopener">s recentes alterações legislativas deixaram a sociedade <i>“desprotegida”</i>, existindo uma relação de causa efeito entre a sua aprovação e o aumento da criminalidade violenta</a>, causada pela diminuição da população prisional e dos presos preventivos. Uma imagem de “<i>brandura</i>” que foi entendida pelo mundo do crime, resume o autor do estudo, apontando o dedo para a classe política.</p> <p style="text-align: justify;"><br /> E como é que o sindicato dos magistrados chegou a tão convenientes conclusões, suficiente para que meia imprensa tenha dito que a <a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/400299" rel="noopener">“reforma penal pode ter aumentado criminalidade”</a>? Da forma mais simplista e atabalhoada que é possível conceber. Comparando a população prisional, e a percentagem da mesma que se encontra detida preventivamente, antes e depois da alteração dos códigos penais. Recorrendo aos números da última década? Não, aos dois últimos dois anos... Assim, e como o t<a href="http://aeiou.visao.pt/Actualidade/Sociedade/Pages/Alteracoesaleipenalprovocamdiminuicaodapopulacaoprisional.aspx" rel="noopener">otal de presos nas cadeias nacionais desceu 16% e as prisões preventivas passaram de 22,7% para 19,07% no último ano</a>, o sindicato encontrou uma justificação “científica” para continuar a bater no seu saco de pancada preferido. Só que, como facilmente se percebe, o rigor deste “estudo” não se aguenta de pé três segundos. Em primeiro lugar fica por explicar como é que, tendo a criminalidade violenta subido 10% em relação a 2007, os seus números ficam ao nível da registada em 2006 ou 2004...muito antes da reforma legislativa. Nem explica, também, como é que países com uma percentagem muito superior de detidos preventivos, como a Itália ou a Turquia, têm indicadores de criminalidade violenta incomparavelmente superiores aos nossos.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A tese do sindicato parte de uma premissa que está longe de encontrar eco nos principais estudos. Ao contrário do que defendem os magistrados, que criticam a “brandura” das novas leis, a severidade das penas tem um reduzido efeito dissuasor da criminalidade, sendo mais relevante a ideia de que a pena será cumprida. Ninguém desata a assaltar bancos porque a pena baixou dos 15 para os 12 anos. Se fosse a dureza das penas que dissuadia os criminosos, os EUA teriam uma sociedade muito mais calma do que a nossa. Mas a taxa de homicídios nos EUA é de 5,7 por 100 mil habitantes, contra os 1,3 registados em Portugal no ano passado. O que deveria incomodar os magistrados portugueses não é a diminuição do número de presos preventivos - em si mesmo um indicador positivo -, mas sim a iniquidade de um sistema judicial cuja única resposta para diminuir a criminalidade é manter na cadeia milhares de pessoas que nunca foram julgadas. </p> <p style="text-align: justify;"><br /> Este “estudo” é apenas mais um instrumento na longa campanha encetada pelos magistrados para forçarem a revisão das leis penais com as quais nunca concordaram. Só que a separação de poderes não quer apenas dizer que o poder politico não se deve imiscuir no natural desenvolvimento dos processos judiciais. É uma estrada com dois sentidos e também quer dizer que compete ao poder legislativo a aprovação das leis e a análise dos efeitos da sua aplicação, sem a chantagem mediática de quem não hesita em cavalgar o sentimento de insegurança para alcançar os seus propósitos. Uma justiça governamentalizada é inaceitável, mas uma república de juízes resulta necessariamente na arbitrariedade da lei.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">E é assim que uma alteração legislativa com menos de um ano está a caminho de ser desfeita numa ilógica manta de retalhos. Bastaram 2 semanas de noticiários televisivos. Daqui a uns anitos, quando surgirem 3 ou 4 casos mediáticos de presos que se encontram há anos na prisão sem nunca terem ido a julgamento, alguém se lembrará de olhar para a televisão e lembrar-se de revogar as normas que agora estão a ser redigidas em frente aos ecrãs televisivos.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:655702 Pedro Sales 2008-09-07T03:58:52 Michael Moore meets Radiohead 2008-09-07T05:00:29Z 2008-09-07T05:00:29Z <p style="text-align: justify;"><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/V3VRN9CP1OU&amp;hl=en&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/V3VRN9CP1OU&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p> <p style="text-align: justify;">A estreia do último documentário de Michael Moore, <a href="http://slackeruprising.com/" rel="noopener">Slackers Uprising</a>, terá lugar marcado apenas na internet, a 23 de Setembro, e dispensará a projecção nas salas de cinema. O documentário, que mostra os bastidores da “campanha” que levou Michael Moore a 62 cidades dos EUA para tentar convencer os jovens a votar nas eleições presidenciais de 2004, será editado em DVD a 7 de Outubro. </p> <p style="text-align: justify;"><br /> Slackers Uprising estará disponível <a href="http://slackeruprising.com/" rel="noopener">aqui</a>, no dia 23 de Setembro (apenas disponível para quem reconhecer que vive nos EUA ou Canadá...), ou em streaming de alta resolução, em <a href="http://www.blip.tv/" rel="noopener">Blip.tv. </a></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:655510 Pedro Sales 2008-09-07T03:37:51 Se não sabe porque é que pergunta? 2008-09-07T04:08:16Z 2008-09-07T04:08:16Z <p>Pacheco Pereira garante que o PSD vai fiscalizar o Governo <a href="http://dn.sapo.pt/2008/09/07/nacional/psd_fiscalizara_governo_quase_tempo_.html" rel="noopener"><i>“quase em tempo real”</i></a>, mas adianta que o reforço do escrutínio parlamentar da acção governativa <a href="http://dn.sapo.pt/2008/09/07/nacional/psd_fiscalizara_governo_quase_tempo_.html" rel="noopener"><i>"não implica tomar posição sobre as medidas"</i></a>. <br />  </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:655310 Pedro Sales 2008-09-05T15:14:10 Estava escrito nas estrelas 2008-09-05T15:19:30Z 2008-09-05T15:19:30Z <p style="text-align: justify;"><a href="http://www.flickr.com/photos/23606946@N02/2830931612" target="_blank" rel="noopener"><img width="450" height="390" border="0" src="https://farm4.static.flickr.com/3122/2830931612_15e4caca37.jpg" style="border-color: black;" alt="" /></a></p> <p style="text-align: justify;">Para além de serem conhecidos na Polónia, o que é que Cavaco Silva e o BCP têm em comum? Ambos descem à mesma velocidade. O gráfico é elucidativo. Nos últimos cinco meses, Cavaco Silva passou de uma taxa de aprovação de 51 pontos para 33,4%. Nem as férias de Verão valeram ao Presidente. Com a desastrada comunicação sobre os Açores e ao veto à lei do divórcio, foram mais 5 pontos que se foram. E isto apesar do abnegado esforço dos <i>cavacologistas</i>, especialistas em vislumbrar o dedo do Presidente da República em todas as hesitações e recuos do Governo. Pelo andar da carruagem, e apesar de ainda estarmos a quase 3 anos das presidenciais, não falta muito para começar uma nova narrativa. Será Cavaco Silva o primeiro Presidente da República a não ser reeleito depois do 25 de Abril? Poucos se têm esforçado mais do que o próprio nessa meritória tarefa.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:655003 Pedro Sales 2008-09-05T14:35:41 The disposable heroes of hypocrisy 2008-09-05T13:48:05Z 2008-09-05T20:36:26Z <embed flashvars="videoId=184086" src="http://www.thedailyshow.com/sitewide/video_player/view/default/swf.jhtml" quality="high" bgcolor="#cccccc" width="332" height="316" name="comedy_central_player" align="middle" allowscriptaccess="always" allownetworking="external" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"></embed><p>Para não variar, é de Jon Stewart que vem a melhor resposta ao “caso” Sarah Palin e à histeria mediática causada pelos seus defensores, alguns dos quais descobriram, pela primeira vez na vida, termos como machismo ou sexismo. Absolutamente imperdível.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:654701 Pedro Sales 2008-09-04T16:43:58 Os fins não justificam os meios 2008-09-04T16:53:12Z 2008-09-04T17:06:06Z <p style="text-align: justify;">Vital Moreira considera <a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2008/09/sentimento-de-insegurana.html" rel="noopener"><i>“despropositadas e contraditórias as críticas às recentes operações policiais”</i></a>, argumentando que “<a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2008/09/sentimento-de-insegurana.html" rel="noopener"><i>quem critica a falta de vigilância policial não pode depois criticar as demonstrações de acção policial...”</i></a>. Dando de barato que, por aquilo que tenho visto e lido, as críticas ao aparato policial que tem varrido os bairros sociais não estão a ser feitas por quem reclama maior policiamento e “<i>vende</i>” a ideia de que estamos em Joanesburgo, não deixa de ser curioso ver Vital Moreira render-se à tese de que os fins justificam os meios.<br /> <br /> Há sempre uma ameaça que merece que, em nome da eficácia das forças policiais ou do controlo do Estado, abdiquemos dos nossos direitos. Se é normal que a PSP se concentre, o melhor que pode e sabe, no combate à criminalidade, menos certo é considerar que a importância dessa tarefa a exime do escrutínio público dos seus actos e da leitura que a população deles faz. Porque é disso mesmo que se trata. O cerco dos bairros sociais tem muito pouco a ver com a “prevenção criminal” de que fala a PSP, e mais com a necessidade de combater o “sentimento de insegurança” que assalta os portugueses (como o próprio Vital Moreira reconhece).  <br /> <br /> Não é aceitável suspender a presunção de inocência de todos os moradores de um bairro pelo simples facto de que, vivendo num bairro social, encaixam na percepção pública sobre a origem da criminalidade e marginalidade. Mas foi isso que aconteceu. Para sossegar a consciência de quem está a ver o noticiário da noite, milhares de pessoas têm sido impedidas de entrar ou sair do seu bairro, são revistadas, interrogadas, casas são reviradas do avesso e temos helicópteros a rasar os tectos ia a madrugada bem alta. Bairros inteiros foram conotados, perante o país, como sendo os responsáveis pelo crime violento que tem assaltados as televisões nos últimos dias. A PSP diz que escolhe os locais das suas acções com “base cientifica”. Estranha ciência que começa e acaba nos bairros sociais, onde as pessoas não têm acesso privilegiado à comunicação social, a advogados ou aos meios de defesa que abundam em qualquer condomínio ou bairro da classe média. <br /> <br /> Mas, no que é que tem dado esta ímpar mobilização dos recursos do Estado e a convocação científica da polícia? De acordo com os números fornecidos pela própria PSP, <a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/653340.html" rel="noopener">a mobilização de mais de 1100 agentes, durante vários dias na zona de Lisboa e Porto,  conduziu à apreensão de 8 armas e fogo e 3 armas brancas... </a>Ou seja, tem apanhado pilha galinhas. Isso e imigrantes ilegais, como se pode ouvir em cada peça televisiva. A pintura está feita. A PSP está onde é preciso, a tratar do pessoal dos bairros, e a metê-los na ordem. Pouco importa que a tal “prevenção criminal” seja uma piada e as mega-operações um fiasco. A realidade passa na TV, tudo o resto é paisagem ou ruído. <br /> <br /> Grande parte dos homicídios em Portugal são rurais e têm origem em pequenas desavenças sobre a propriedade da terra. Por que razão não vai a GNR cercar as aldeias onde a posse de uma arma é a regra e não a excepção? Ou, o que é que a que tem impedido de vir ao meu bairro ou ao de Vital Moreira? A razão é simples. Não é essa a percepção pública que existe sobre a criminalidade. Se não é essa a ideia que a população faz do crime não é essa a preocupação da PSP. É preciso sossegar as almas. <br /> <br /> Diz Vital Moreira que  não tem sentido criticar a PSP “<a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2008/09/sentimento-de-insegurana.html" rel="noopener">com base nos seus escassos resultados”</a>. Desculpe? Desde quando é que a utilização dos recursos e meios do Estado não devem ser escrutinados e criticados pela sua falta de produtividade? Mais a mais quando, em nome da propaganda do músculo policial, se faz tábua rasa do direito das pessoas e dos bairros à sua imagem e não se hesita em estigmatizar bairros inteiros. As imagens que passam na televisão não são neutras. Têm uma carga simbólica que não deve ser menosprezada, a começar por Vital Moreira. </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:654387 Pedro Sales 2008-09-04T15:43:07 O partido sou eu 2008-09-04T15:05:16Z 2008-09-04T15:05:16Z <p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/23606946@N02/2827375119" target="_blank" rel="noopener"><img width="196" height="300" border="0" src="https://farm4.static.flickr.com/3093/2827375119_b324c4460a.jpg" style="border-color: black;" alt="" /></a></p> <p style="text-align: justify;">O secretário-geral do PP, João Almeida, diz que as demissões no partido <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1341506&amp;idCanal=23" rel="noopener">“estão a merecer análise”</a> e que estão a ponderar reunir a direcção para analisar as demissões, que, por enquanto, se mantêm numa <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1341506&amp;idCanal=23" rel="noopener">"esfera interna"</a>. Paulo Portas é bem capaz de ter razão. Com uma direcção que se entretém a discutir demissões que tiveram lugar há um ano, em vez de se preocupar com as informações que lhe foram sonegadas pelo líder do partido, o mais avisado mesmo é não levar a sério a ficção de que existe alguém que conte no PP que não dê pelo nome de Paulo Portas. Mais complicado é acreditar que Paulo Portas ainda conte para alguma coisa. Mas isso são outras contas.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:654186 Pedro Sales 2008-09-04T14:31:15 Perguntar não ofende 2008-09-04T13:35:12Z 2008-09-04T15:06:29Z <p style="text-align: justify;">A esta hora já todos sabemos que a <a href="http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId=%7b232288BD-634E-42D0-B335-CCEBCB6E92DB%7d" rel="noopener">SIC, Expresso, Visão, Público e Renascença</a> foram impedidos pelo Governo de José Eduardo dos Santos de entrar em Angola, onde pretendiam fazer a cobertura das eleições. Sendo certo que esta atitude é esclarecedora sobre a natureza da “democracia” angolana, o que eu gostava mesmo de saber é que órgãos de comunicação social portugueses é que foram bafejados com os tão desejados vistos.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:654030 Pedro Sales 2008-09-03T23:49:11 Se não os podes vencer, tenta comovê-los 2008-09-03T23:03:02Z 2008-09-03T23:18:52Z <p style="text-align: justify;">É espantoso como as melhores ideias conseguem passar despercebidas e ausentes do debate público durante tanto tempo. Andam para aí os juízes, magistrados, governo e oposição a discutirem as leis penais e a melhor forma de combater a criminalidade e, afinal, era só perguntar ao presidente da associação de revendedores de combustível como é que se coloca um ponto na onda de assaltos: contando com o bom senso e compaixão dos assaltantes.  <a href="http://diario.iol.pt/sociedade/gasolina-assaltos-anarec-criminalidade-mai-psp/987369-4071.html" rel="noopener">Augusto Cymbrom apelou ainda aos assaltantes para que se recordem que «além de prejudicarem a empresa detentora do posto estão a pôr em causa postos de trabalho». </a></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A esta hora já centenas de ladrões devem estar a colocar a mão na consciência e, finalmente conscientes da enormidade do seu acto, vão amanhã a correr seguir o conselho do presidente da ANAREC: <a href="http://diario.iol.pt/sociedade/gasolina-assaltos-anarec-criminalidade-mai-psp/987369-4071.html" rel="noopener">"deixem de assaltar e vão trabalhar que é melhor."</a> O problema é que, na tentativa de garantir os postos de trabalho, esta recomendação arrisca-se a aumentar em flecha a taxa de desemprego. O crime dá emprego a muito boa gente, como, num raro momento de ironia, lembrou o mais insuspeito dos autores:</p> <a name="cutid1"></a><div class="ljcut" text="Karl Marx">“Um filósofo produz ideias, um poeta poemas, um padre sermões, um professor tratados, etc. Um criminoso produz crimes. Se olharmos mais de perto para a relação deste último ramo da produção com a sociedade como um todo, libertar-nos-emos de muitos preconceitos. O criminoso não produz apenas crimes, mas também o direito penal e, por conseguinte, o professor que dá cursos de direito penal e o inevitável tratado, graças ao qual o dito professor lança as suas conferências no mercado geral como uma “mercadoria”. Verifica-se assim um aumento da riqueza nacional, abstracção feita do prazer que – como nos assevera uma testemunha competente, o professor Rocher – o manuscrito do tratado proporciona ao seu autor. Por outro lado, o criminoso produz toda a polícia e a justiça criminal, os esbirros, juízes, carrascos, jurados, etc, e todas estas diferentes ocupações, que constituem outras tantas categorias da divisão social do trabalho, desenvolvem as diferentes capacidades do espírito humano e criam novas necessidades e novas maneiras de as fazer. Foi assim que a tortura deu lugar às mais fecundas invenções mecânicas e ocupou muitos e honestos artesãos na produção dos seus instrumentos. O criminoso produz um efeito ora moral ora trágico, consoante os casos, “servindo” assim os sentimentos morais e estéticos do público. Não se limita a produzir tratado de direito penal e códigos penais, com os seus respectivos legisladores; produz também arte, literatura e até tragédias, como o provam o <i>Schuld</i> de Mullner, <i>Die Rauber</i> de Schiller e mesmo o <i>Édipo</i> [de Sófocles] e o <i>Richard the Third</i> [de Shakespeare]. O criminoso quebra a monotonia e a segurança quotidiana e banais da vida burguesa. Impede a estagnação e suscita aquela tensão e aquela mobilidade inquietas sem as quais o próprio aguilhão da concorrência se embotaria. Estimula assim as forças produtivas. Enquanto o crime elimina uma parte excedentária do mercado de trabalho, diminuindo assim a concorrência entre os operários e, até certo ponto, impedindo que os salários caiam abaixo do mínimo, a luta conta o crime absorve outra parte dessa mesma população. O criminoso desempenha assim o papel de uma dessas “compensações” naturais que conduzem a um adequado nivelamento e abrem vastas perspectivas e profissões “úteis”.  [Karl Marx, “Matériaux pour l´économie”, in Économie II, La Plêiade, Paris, pp. 399-400].</div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:653600 Pedro Sales 2008-09-02T14:59:44 O medo a 25 frames por segundo 2008-09-02T14:27:51Z 2008-09-02T14:27:51Z <div style="text-align: justify;"><object width="450" height="383"><param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/k6ZahoMiceLBMTKHUN&amp;related=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.dailymotion.com/swf/k6ZahoMiceLBMTKHUN&amp;related=1" type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="383" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></div> <p style="text-align: justify;">Este vídeo foi montado por mim e pelo <a href="http://arrastao.org" rel="noopener">Daniel Oliveira</a> usando apenas excertos retirados do Jornal da Noite da SIC dos dias 26, 28 e 29 de Agosto. Isso mesmo: apenas três dias. A mistura de crimes graves com crimes menores, dando sempre a ideia, através da quantidade, de uma onda incontrolável de criminalidade, é evidente. De notar a sequência: muitos crimes, reacção do poder politico, empresas que tentam aproveitar a histeria e polícia a fazer encenações para a televisão em bairros sociais.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Já há notícias sobre o ano lectivo e sobre o ano político. Esta onda mediática deve estar a chegar ao fim.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:653340 Pedro Sales 2008-09-02T14:24:48 Ciência pouco exacta 2008-09-02T13:27:08Z 2008-09-02T13:27:08Z <p style="text-align: justify;"><a href="http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.Aspx?AreaId=11&amp;ContentId=258162&amp;SubAreaId=79" rel="noopener">“Estas zonas são escolhidas com critérios científicos da criminalidade”</a>. Foi assim que a PSP justificou o cerco a vários bairros sociais, nas tão mediáticas “acções de prevenção da criminalidade”. Vejamos, então, os resultados de tanta ciência policial.</p> <p style="text-align: justify;"><br /> Na zona de Lisboa, 9 operações, envolvendo 638 agentes, permitiram a apreensão de 8 armas de fogo e 2 armas brancas.</p> <p style="text-align: justify;"><br /> Em cinco distritos do norte do país, a mobilização de 500 agentes durante três noites levou à <a href="http://dn.sapo.pt/2008/09/01/cidades/operacoes_bairros_sociais_e_casas_di.html" rel="noopener">apreensão de uma arma branca.</a></p> <p style="text-align: justify;"><br /> Está visto. O país não precisa de mais polícias, tem é que encontrar melhores cientistas. Na PSP davam um jeitaço.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:653171 Pedro Sales 2008-09-01T15:23:11 A quinta dos suspeitos 2008-09-01T14:56:53Z 2008-09-01T14:56:53Z <p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/23606946@N02/2817085171" target="_blank" rel="noopener"><img width="450" height="333" border="0" src="https://farm4.static.flickr.com/2256/2817085171_64fe2199b2.jpg" style="border-color: black;" alt="" /></a></p> <p style="text-align: justify;">A mega-operação que teve lugar na Quinta da Fonte, Quinta do Mocho e bairro da Arroja não foi uma acção isolada. Segundo a PSP, desde o dia 21 de Agosto tiveram lugar nove operações semelhantes. São nove bairros cercados, com casas reviradas do avesso e onde nenhum morador entrou sem ser revistado e interrogado. Presumivelmente suspeitos, portanto, numa grosseira inversão do ónus da prova. Nove operações de "prevenção criminal", envolvendo 638 polícias, para "apreender 8 armas de fogo e 2 armas brancas". </p> <p style="text-align: justify;"><br /> Mesmo tendo em conta o parco pecúlio, a porta-voz da PSP congratulou-se com o sucesso da operação, não podendo ser mais clara nos seus propósitos: “<i><b>O aparato (...) e a visibilidade da acção policial era um dos nossos objectivos”.</b></i> Para quem ainda tinha dúvidas, fez o favor de nos esclarecer que “a PSP sente a necessidade de, através da comunicação social, ter um espaço para dizer ao cidadão, estamos presentes, estamos a actuar, estamos onde é preciso e este é o nosso trabalho”. Nada como um bom filme de acção para devolver a confiança às pessoas. Uma única dúvida. Se era para usarem um bairro como cenário, e os seus habitantes como figurantes, só espero que o <i>cachet</i> tenha sido justo. </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Actualização: A edição de hoje do <a href="http://dn.sapo.pt/2008/09/01/cidades/operacoes_bairros_sociais_e_casas_di.html" rel="noopener">Diário de Notícias</a> diz que as acções de prevenção criminal têm continuado na zona do Porto, mobilizando mais de 500 agentes nos últimos três dias. Foi apreendida uma arma branca... </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:652987 Pedro Sales 2008-09-01T14:56:27 Próxima estação Bombaim 2008-09-01T14:01:51Z 2008-09-01T14:01:51Z <object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NxypxoLWP5Q&amp;hl=en&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NxypxoLWP5Q&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman;">vídeo tirado do <a href="http://esquerda.net" rel="noopener">Esquerda.net</a></span></p> <p style="text-align: justify;">Da última vez que se viu o primeiro-ministro, foi para os lados de Santo Tirso anunciar 1200 novos postos de trabalho num <i>call center </i>da PT. Trabalho qualificado, garantiu, elogiando a criação de emprego precário por uma empresa que, desde 2005, despediu 3400 funcionários. O <a href="http://esquerda.net" rel="noopener">Esquerda.net </a>foi ouvir a experiência de cinco jovens, na sua maioria licenciados, que tiveram que passar pelo <i>qualificado</i> mundo dos "centros de atendimento personalizado". Na primeira pessoa a coisa percebe-se melhor.  </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:652403 Pedro Sales 2008-08-28T02:21:08 Não disse, mas podia ter dito 2008-08-28T04:51:04Z 2008-08-28T04:51:04Z <embed width="332" height="316" align="middle" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" allownetworking="external" allowscriptaccess="always" name="comedy_central_player" bgcolor="#cccccc" quality="high" src="http://www.comedycentral.com/sitewide/video_player/view/default/swf.jhtml" flashvars="videoId=180120"></embed><br type="_moz" /> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:652676 Pedro Sales 2008-08-28T02:17:27 Serviço público 2008-08-28T05:28:43Z 2008-08-28T05:28:43Z <p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/23606946@N02/2804475661" target="_blank" rel="noopener"><img width="400" height="300" border="0" src="https://farm4.static.flickr.com/3216/2804475661_e1e07e732c.jpg" style="border-color: black;" alt="" /></a></p> <p style="text-align: justify;">Para todos aqueles que pretendam ver as mais recentes séries norte-americanas, o site de vídeos <a href="http://www.hulu.com" rel="noopener"><b>Hulu</b></a> é uma boa solução. A qualidade de imagem é excelente, e, aturando muito menos anúncios do que em qualquer canal nacional, é possível assistir a grande parte das série de maior sucesso no dia seguinte à da sua emissão nos EUA. A melhor parte: entre os vários programas disponíveis, já se pode encontrar os excelentes <b><i>Daily Show</i></b><b> </b>e <b><i>Colbert Report</i></b><b>.</b> Infelizmente, o serviço só funciona nos EUA. Isto, claro, se não se conhecer este <a href="http://anchorfree.com/downloads/hotspot-shield/" rel="noopener"><b>pequeno programa</b></a><b>. </b>Depois de instalado, é só corrê-lo de cada vez que se quiser ver um programa ou série em <a href="http://hulu.com" rel="noopener">hulu.com</a>. </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:652253 Pedro Sales 2008-08-27T19:27:40 Marlboro MenS 2008-08-27T18:32:59Z 2008-08-27T18:49:52Z <p style="text-align: center;"><a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/23606946@N02/2803901062" rel="noopener"><img width="450" height="300" border="0" alt="" style="border-color: black;" src="https://farm4.static.flickr.com/3013/2803901062_4025d0f327.jpg" /></a></p> <p style="text-align: justify;">O MMS, um novo partido que promete ser ainda pior do que aqueles que já conhecemos, defende um verdadeiro “combate e repressão à criminalidade”. Como? Com o <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1340612" rel="noopener">abandono dos tabus da polícia na utilização de armas de fogo</a>, a ideia peregrina de que a vítima deve ter uma palavra na escolha da pena do seu agressor, ou a convicção de que têm que ser os detidos a pagar os encargos do sistema prisional. Para defender esta barbaridade, como a classifica um conhecido constitucionalista, não é preciso um nome modernaço. O que não falta são modelos históricos de “combate e repressão à criminalidade”, como a entende o MMS, desde o faroeste das pradarias norte americanas até aos <i>gulags</i>, rapidamente entendidos por Estaline como uma forma de colocar os presos a pagarem os custos da sua detenção.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:651901 Pedro Sales 2008-08-27T19:00:57 O garantismo de direitos, essa patologia do politicamente correcto 2008-08-27T18:08:36Z 2008-08-27T18:08:36Z <div><object width="450" height="356"><param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/k6gAldA2SzmDQIKh7A&amp;related=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.dailymotion.com/swf/k6gAldA2SzmDQIKh7A&amp;related=1" type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="356" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object> <p style="text-align: justify;">Só num país em que não se dá nenhum valor à liberdade, como é o nosso, é que é possível ver um conhecido jornalista pedir o levantamento de direitos e garantias constitucionais, alegando uma eventual "situação excepcional" causada pelo assalto a meia dúzia de bancos e bombas de gasolina. Quando a defesa do Estado de direito não resiste a uns bandidos de meia tijela, é melhor nem pensar no que seria dito e exigido se tivéssemos sofrido um ataque terrorista como os que tiveram lugar a 11 de Março ou Setembro.</p> <p style="text-align: justify;">  </p> <p style="text-align: justify;">Mas não se pense que o disparate ficou por aqui. Mais grave, porque proferidas por um juiz, foram as afirmações de que a insegurança só está a aumentar porque não são os políticos, mas os cidadãos comuns, as suas vítimas. Uma declaração inaceitável e que torna bem visível a mentalidade reinante em significativos sectores da Justiça, já patente em casos como o Envelope 9 ou as fugas de informação provenientes do gabinete do anterior PGR.</p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:651572 Pedro Sales 2008-08-26T21:27:16 Prevenção e dissuasão, diziam eles 2008-08-26T20:44:21Z 2008-08-26T20:44:21Z <p style="text-align: justify;">Na sequência do júbilo público com o “sucesso” da operação de resgato do BES de Campolide, o que não faltaram foi vozes a dizer que o tiro de um sniper <a href="http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=D2278CA3-1A4D-4B13-9D29-4C095E257724&amp;channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093" rel="noopener">"foi mais importante para a prevenção do crime violento do que muitas leis”</a>, ou a defender o <a href="http://5dias.net/2008/08/10/a-vida-no-bes/" rel="noopener">"efeito dissuasor"</a> que o mesmo ia representar no "mundo do crime violento". A julgar pelas imagens que têm aberto os noticiários da última semana, das duas uma: ou o pessoal do mundo do crime violento não tem televisão em casa e ainda não percebeu o alcance da mensagem, ou os nostálgicos do faroeste nunca perderam muito a pensar no assunto, caso contrário teriam reparado no escasso impacto que a severidade das penas ou a violência policial produz na prevenção da criminalidade, como se pode facilmente reparar pelo <a href="http://www.nytimes.com/interactive/2008/04/22/us/20080423_PRISON_GRAPHIC.html" rel="noopener">exemplo dos EUA</a>. </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:651388 Pedro Sales 2008-08-26T17:40:24 Mãe, sou uma vedeta do Youtube 2008-08-26T16:49:47Z 2008-08-26T16:50:57Z <object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FZ1st1Vw2kY&amp;hl=en&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/FZ1st1Vw2kY&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object> <p style="text-align: justify;">Por muito genial que seja, nem Tiger Woods consegue andar na água enquanto joga golfe. Num vídeo chamado <a href="http://uk.youtube.com/watch?v=h42UeR-f8ZA" rel="noopener">“Jesus Shot”</a>, um utilizador do Youtube denunciou o erro numa das séries de jogos vídeo mais famosas do planeta. A Electronic Arts é que não ficou nada convencida e, no anúncio televisivo para promover a nova versão do jogo, aproveitou para dizer que nunca houve erro nenhum, Tiger Woods é que é mesmo bom. Vale a pena ver, mais não seja para constatar a crescente importância que, depois dos políticos, também as empresas começam a conferir ao carácter viral da internet.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:651151 Pedro Sales 2008-08-25T18:24:49 Um partido afónico 2008-08-25T17:34:26Z 2008-08-25T17:34:26Z <p style="text-align: justify;">Na sexta-feira o PSD pediu a demissão do ministro da Administração Interna, <a href="http://quiosque.aeiou.pt/gen.pl?mode=thread&amp;fokey=ae.stories/11412&amp;va=818526&amp;p=stories&amp;pid=0&amp;op=view" rel="noopener">justificando o pedido com o aumento da criminalidade e com a ausência de esclarecimentos do governo</a>. No sábado, num artigo de opinião sobre o <a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/392790" rel="noopener"><i>"alarmante aumento da criminalidade"</i></a> e o  <i>"inaceitável silêncio"</i> do primeiro-ministro sobre o assunto, em nenhum momento Manuela Ferreira Leite solicita a demissão de Rui Pereira.<span class="texto_artigo_bold"> Está visto, o "novo" PSD fala pouco. Para o país...e uns com os outros. </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zerodeconduta:650979 Pedro Sales 2008-08-25T17:23:34 para acabar de vez com a tanga do turismo olímpico 2008-08-25T17:07:58Z 2008-08-26T13:37:57Z <p style="text-align: justify;">A propósito dos posts que eu e o <a href="http://acausafoimodificada.blogs.sapo.pt/" rel="noopener">maradona</a> fomos escrevendo sobre os críticos da prestação portuguesa nos Jogos Olímpicos, O Rodrigo Moita de Deus diz que, de repente, <a href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/1738480.html" rel="noopener">“todos se lembraram de dizer mal do futebol”</a>, esse nicho de qualidade e excelência que rompeu com a mediania desportiva nacional. Comecemos pelo óbvio. Faz tanto sentido dizer que alguém que assina como maradona "anda a dizer mal do futebol", como classificar de anti-comunista o tonto que acaba de chamar José Estaline ao filho. Pela parte que me toca, e enquanto o Hugo Viana se mantiver longe de Alvalade, também nada me move contra o futebol (estando até a mentalizar-me para resistir aos 238 trocadilhos idiotas que a imprensa vai inventar com o nome do novo avançado do Porto).*</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Até concordo com quase tudo o que diz o Rodrigo (**), a começar pela natural constatação de que o futebol é o ultimo a poder ser culpado pelo desinteresse generalizado que os portugueses nutrem pelas restantes modalidades, mas a verdade é que o seu post nada nos diz sobre o clima mental que se instalou no país enquanto o Nélson Évora não saltou 17 metros e 67.</p> <p style="text-align: justify;"><br /> Vale a pena recapitular. Partindo de uma representação nacional que em nada se distinguiu pela negativa das anteriores, a imprensa começou a dar como certo que os atletas nacionais não tinham "brio", "honra" e "ética". Depois já não eram os resultados, eram as desculpas. Pouco interessava que as "desculpas" até nem se tenham destacado face à das <a href="http://jjoo.marca.com/2008/2008/08/24/baloncesto/1219575582.html" rel="noopener">restantes delegações</a>. O veredicto estava traçado. Foram fazer turismo olímpico, ainda por cima à custa dos nossos impostos, começaram a escrever uma dúzia de colunistas, apenas interessados nos resultados de Pequim para confirmar que o nacional porreirismo é um fado nacional que nos condena como povo. Foi o que fizeram, só para dar dois exemplos mais recentes, o <a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?sid=ex.sections/24907" rel="noopener">Henrique Raposo</a> e o <a href="http://dn.sapo.pt/2008/08/24/opiniao/dias_contados.html" rel="noopener">Alberto Gonçalves</a>. Este último, capaz de pérolas  retóricas como <i>“correr e saltar são exercícios de que qualquer bruto é capaz”</i>, encontra a justificação suprema para a pequenez dos portugueses nas declarações de Gustavo Lima – que, em três olimpíadas, teve num 6.º lugar o seu pior resultado – e numa atleta que <a href="http://dn.sapo.pt/2008/08/24/opiniao/dias_contados.html" rel="noopener">“ficou em 46.º lugar (entre 50)”</a>. Ora, até mesmo o Alberto Gonçalves tem condições para perceber que essas 50 foram as que obtiveram os mínimos olímpicos - um rigoroso critério de selecção da elite mundial. Não é “46.º lugar (entre 50)”. É a 46.ª melhor do mundo na sua actividade.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Mas, que é isso, para o prolixo colunista? Como todos sabemos ninguém pára o Gonçalves. Ele são as palestras em Yale, Cambridge, Harvard e as constantes edições na <em>Oxford University Press</em>. Com tanto trabalho, de um dos 46 mais conceituados sociólogos do mundo, quem é que pode levar a mal que ele - e aos outros que se lhe juntaram na desbunda - ande para aí a criticar a preguiça nacional?</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">*. Hulk.</p> <p style="text-align: justify;">**. as restantes objecções ao texto do Rodrigo encontram a resposta <a href="http://acausafoimodificada.blogs.sapo.pt/170331.html#comentarios" rel="noopener">nesta fotografia</a> que o maradona colocou no seu blogue. Mas também podíamos falar no ABC, um clube que, num país sem tradição em andebol, conseguiu ir a 2 finais europeias de clubes.</p>