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Zero de Conduta

Zero de Conduta

03
Abr08

Mariano "Al-Sahhaf" Gago

Pedro Sales
02
Abr08

Apanha-se mais depressa um ministro do que um coxo

Pedro Sales

"Eu gostaria de referir que aos bancos aplica-se a mesma taxa que se aplica às outras empresas (...) Mas eu gostaria, somente, de dizer o seguinte: o ano passado, em 2007, o IRC pago aumentou mais de 31%. E grande parte deste aumento tem a ver com o IRC pago pelo sector financeiro". Teixeira dos Santos, em entrevista ao DN/TSF no domingo.

A taxa de IRC efectivamente paga pela banca rondou os 13,63%, relacionando o valor dos impostos sobre os lucros (correntes e diferidos) com o resultado apurado antes de impostos. Em 2006, esta taxa tinha sido de 19,42%. As empresas em geral são taxadas em 27% (já incluindo derrama). DIário de Notícias, ontem.
26
Mar08

Depois da boa experiência dos ginásios...

Pedro Sales

O governo tentou hoje limpar o pecado original da sua governação: o dia em rasgou o compromisso eleitoral de não mexer nos impostos e aumentou o IVA. Infelizmente, tudo aponta para a inconsequência de uma medida que não serve para redimir, nem pela metade, o dia em que Sócrates aumentou o IVA. Nem tudo o que sobe desce, como os portugueses já perceberam com os ginásios que, vendo o IVA descer de 21 para 5%, mantiveram os preços inalterados. No dia 1 de Julho, poderemos comparar os preços. Vai uma aposta?
09
Mar08

Confiança

Pedro Sales

Fotografia de André Beja
José Sócrates mudou de ministro da Saúde, reconhecendo que “era a única forma de "restaurar a relação de confiança entre cidadãos e o Serviço Nacional de Saúde”. Quando mais de metade dos professores se manifestam contra a política educativa, a frase ganha uma redobrada actualidade e fica uma pergunta muito simples. Que condições de trabalho, e de implementar as suas decisões nas escolas, tem uma responsável política que conta com a aberta hostilidade de uma classe profissional em peso?
07
Mar08

Mais papistas que o Papa

Pedro Sales

Mais do que um sinal da claustrofobia democrática e do autoritarismo do Governo, episódios lamentáveis como os que ontem se passaram com a visita da polícia a algumas escolas na véspera da manifestação, ou o da directora de uma escola de Leiria que considera normal que as criticas à política educativa interfiram na avaliação dos docentes, provam como o que não falta por aí são zelosos funcionários dispostos a serem mais papista do que o Papa. É claro que a anormal sucessão de casos semelhantes tem muito a ver com o clima proporcionado pelo Governo, legitimando ou fechando os olhos a este tipo de atitudes, mas esta indiferença generalizada com as liberdades individuais é bem mais grave que o autismo de um Governo fechado sobre si próprio. Melhor ou pior, este combate-se politicamente, já a primeira parece estar entranhada nas consciências de quem executa acriticamente a burocracia sem pensar nas consequências cívicas do frete.
05
Mar08

Matemática técnica

Pedro Sales

2+2=27

“O Primeiro-Ministro José Sócrates anunciou o aumento do complemento solidário para idosos de 323,5 para 400 euros”, debate no Parlamento a 30 Janeiro de 2008, no portal do Governo.

Sucede que, como explicou a edição de ontem do Jornal de Negócios, só foi possível ao primeiro-ministro anunciar um aumento para 400 euros porque o governo alterou a metodologia de cálculo, passando a dividir o valor anual do complemento por 12 mensalidades - em vez das 14  até aí em vigor. Se não misturasse propositadamente metodologias distintas na mesma frase, o acréscimo seria bem diferente: de 323 para 342 euros, ou 377,5 para 400 (se continuasse a valer a divisão por 12 meses). Não dava tanto efeito, mas era honesto. Assim, é uma chico-espertice só possível porque o primeiro-ministro sabe que, anunciando medidas de que mais ninguém conhece os valores, estudos ou impacto financeiro, abrirá os noticiários televisivos anunciando que é com “medidas concretas que atingimos o objectivo de combater a pobreza”. Depois, quando a oposição ou a imprensa descobre o truque aritmético, já é tarde e não passa de uma nota de rodapé. 
27
Fev08

Governar pelo (mau) exemplo

Pedro Sales

A CP vai encerrar os 3 infantários que disponibiliza para os filhos dos seus funcionários. Diz a empresa que pretende, com esta medida, promover a “justiça social”, uma vez que as famílias das 97 crianças nestas creches são injustamente beneficiadas face aos 720 funcionários que não têm os filhos nos infantários da CP. Assim, em vez de construir mais creches, corta-se com os “privilégios” pela raiz. (a carta enviada pela CP pode ser consultada aqui).

Talvez valha a pena recordar que a CP é uma empresa pública, tutelada por um Governo que passa a vida a anunciar medidas para promover o aumento da taxa de natalidade, entre elas a construção de infantários. Foi esse, aliás, o tema escolhido por José Sócrates na sua mais recente deslocação ao Parlamento, onde anunciou 100 milhões de euros para a construção de novas creches. No Orçamento de Estado, uma das medidas mais promovidas pelo PS foi um plano de incentivos fiscais para as empresas privadas que construam infantários para os filhos dos seus funcionários. Mas isso é a propaganda. Depois, quando as câmaras das televisões se desligam, as empresas tuteladas pelo executivo enviam cartas para os seus funcionários a dizer que vão fechar as creches onde andam os seus filhos, chamando-lhes ainda a atenção para a “desigualdade” social que esses infantários representavam.

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ZERO DE CONDUTA

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Pedro Sales

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