De polvorosa a 27 de Agosto de 2008 às 17:07
Sentimos ultimamente um clima de insegurança no nosso pais. Foi o caso do sequestro no B.E.S., foi depois a morte daquela criança que ia no carro baleado pela polícia depois do pai(foragido da cadeia) ter feito um assalto para "gamar" materiais de construção e hoje mesmo nesta madrugada uma rixa entre gangs culminou na morte de uma pessoa e quatro feridos.

Tenho assistido a um debate entre a esquerda e a direita sobre se as polícias devem ou não intervir com recurso às armas de fogo. Como sabemos este debate não é de agora, mas estes casos vêm reacender a discussão. Pessoalmente acredito nas polícias, estes agentes da autoridade apenas atiram em último caso, temos todos de perceber que estes são pessoas e seres humanos de carne e osso como nós. Depois de muito treino eles estão preparados para intervir, não acredito que gostem de matar pessoas, como tal não podemos condenar aqueles profissionais no exercício do seu dever profissional que apenas tentam salvar pessoas e bens. A extrema esquerda perde a razão quando condena os "danos colaterais" infligidos pelas polícias, atacar as polícias e defender a criminalidade não é uma boa política.

Dito isto, também não deixa de ser verdade uma outra questão intimamente relacionada, as polícias não podem só disparar, ou seja, atirar a matar a torto e a direito em tudo o que mexer como alguma extrema direita parece postular. Não pode ser assim, atirar a matar deve ser o fim de linha, isto é, só depois das outras opções estarem esgotadas e tiverem sido tentadas.

A acrescentar a isto, importa ressalvar o seguinte, é realmente importante a educação, a integração, inclusão, a cidadania e afastar de comportamentos de risco os jovens dos bairros mais problemáticos, nesse sentido é essencial haver algum esforço político e económico do governo e sociedade civil. Mas não vamos tapar o sol com a peneira, a vida nesta Sociedade de Risco não é só cor-de-rosa como se vê nas novelas, cá fora é a doer, atacar a pequena criminalidade, não permitir certas práticas criminosos e delitos é meio caminho para atacar o problema, foi asim que se resolveu o problema em grandes cidades como Nova York, o Procurador Geral da República sabia o que dizia, ouçamo-lo. Vamos evitar é o histerismo e os efeitos em cadeia que ambos os extremismos tendem a alimentar, normalmente ao meio está a virtude.

http://polvorosa.blogs.sapo.pt


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