Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Como eu sou mau a matemática...

...e não percebo grande coisa de estatística, alguém me faz o favor de calcular as probabilidades de duas balas, que são disparadas para os pneus, fazerem ricochete num qualquer objecto e acabarem por se alojar no corpo do mesmo ocupante do carro?

 



publicado por Pedro Sales às 19:11
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Comentários:
De Chico da Tasca a 13 de Agosto de 2008 às 12:30
E você acha que a policia apontou ao miudo com o intuito de o liquidar ?

Acha mesmo que a policia sabia que dentro do carro havia um menor ?

Como é que quer que a autoridade detenha um meliante que anda a roubar quem trabalha ? Estendendo-lhe uma passadeira ?

Não é por serem ciganos os envolvidos, a lei aplica-se a todos, mas uma coisa é certa : a comunidade cigana recusa-se a trabalhar, e é conhecida por sistemáticamente infrigir a lei das mais variadas formas, em acumulação com o Rendimento Minimo e o usufruto de casas pagas por nós.

Conhece algum cigano que ande nas obras, ande a trabalhar em fábricas, em escritórios ou seja onde fôr ?

Se assim é, porque diabo é que a sociedade, eu incluido, os tem de sustentar, e ainda por cima, suportar os seus actos criminosos ?


De Cátia a 21 de Agosto de 2008 às 09:32
Chico da Tasca:

«Achar» é uma coisa e a realidade por vezes outra. Pode parecer que a polícia não tinha intenção de matar a criança, mas pode ter acontecido o polícia que disparou tencionar disparar sobre a criança e isso por si só é inadmissível.

O menor não era assim tão pequeno quanto isso. Mas respondendo à questão, há que se ser realista, eu não estava lá, não sei se a polícia sabia que havia um miúdo dentro do carro. Mas sei que um miúdo morreu e que se deve a tiros de um polícia e sei também que a provabilidade de o polícia ter dito a verdade quanto ao alvo não é grande.

Uma coisa é a autoridade deter alguém que anda a praticar crimes, outra coisa é a polícia atirar e matar uma pessoa. Por alguns motivos os polícias recebem formação diversa antes de ingressar na profissão.

Exeactamente, a lei aplica-se a todos. E há leis que se aplciam aos polícias, impedindo-os de disparar, EXCEPTO numas poucas situações. A lei penal portuguesa também é clara quanto à proibição do homicídio. De longe um crime mais grave e com moldura penal muito mais severa do que o crime de furto.

Está totalmente errado quando diz que «a comunidade cigana recusa-se a trabalhar». Conheço vários ciganos que trabalham. Assim como sei que muitos dedicam-se à actividade criminal devido à persistência de alguns costumes, sendo que quando algumas dessas pessoas procuram trabalho junto de portugueses não pertencentes à comunidade onde se insere, por diversas vezes vêem-se ser exluídos apenas por serem ciganos, o que só abona a favor a desintegração.

A comunidade cigana é conhecida «por sistemáticamente infrigir a lei das mais variadas formas» porque Portugal ainda é um país onde «reina» a exclusão e a xenofobia. Há resmas de portugueses não pertencentes a comunidades étnicas, nem sendo imigrantes que sistematicamente infringem a lei de ariadas formas e feitios. Uma exemplo: um número não pequeno de condutores portugueses que violam sistemativamente as normas mais básicas e essenciais do código da estrada, colocando em causa diversas vidas humanas.

Advirto, generaliza quando fala da comunidade cigana, como muitas vezes se tem feito em rpejuízo da integração da comunidade. E já agora, quantos portugueses «não ciganos» não recebem subsídios do estado português devido a documentação forjada?

Como é que poderiam haver vários ciganos a trabalhar em escritórios se no passado, quando ainda não eram adultos, os pais não lhes permitiram sequer que frequentassem a escoaridade obrigatória? Quantos ciganos não são discriminados na procura de emprego? Não se iluda, a realidade é mais cruel do que determinadas ideias que nos meteram na cabeça.

E porque é que eu tenho de sustentar uns quantos portugueses com bons rendimentos que usufruem de subsídios diversos? Os ciganos de nacioalidade portuguesa são tão portugueses quanto os que não pertencem à etnia. Porque é que eu tenho de suportar os actos criminosos de condutores portugueses, por diversas vezes reincindentes, aos quais é «oferecido» advogado cujos honorários são pagos pelo Estado?


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