Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Como eu sou mau a matemática...

...e não percebo grande coisa de estatística, alguém me faz o favor de calcular as probabilidades de duas balas, que são disparadas para os pneus, fazerem ricochete num qualquer objecto e acabarem por se alojar no corpo do mesmo ocupante do carro?

 



publicado por Pedro Sales às 19:11
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Comentários:
De jms a 13 de Agosto de 2008 às 12:34
É triste verificar como a maioria dos portugueses não parece ter a mínima noção do que é a justiça, que confundem com execução sumária.A função da polícia é PRENDER os criminosos, não é matá-los. E pensar que esta mentalidade medieval ocorre num dos países da Europa como menores índices de criminalidade. É nestas alturas que uma pessoa dá por si a questionar a bondade da ideia de democracia directa; com gente tão mal formada cívica e moralmente como os portugueses, daqui a dias tinhamos de volta as execuções públicas à boa maneira inquisitorial ou as lapidações sauditas.


De António a 13 de Agosto de 2008 às 15:02
É o Pedro na matemática e o Geninho no tiro ao alvo ;)


De Tiago Moreira Ramalho a 13 de Agosto de 2008 às 15:16
Muito sinceramente achei todos estes comentários, sem excepção, extremamente radicais. Não sei se o polícia atirou para matar, ninguém aqui sabe, pode apenas pensar-se que sim. A questão é que havia criminosos em fuga e uma perseguição policial. Tenho muita pena por ter morrido a criança, no entanto, não culpabilizo a polícia, muito pelo contrário, culpabilizo os pais por a terem levado até lá.

Houve um outro ponto que me deixou de boca aberta: nalguns comentários li algo semelhante a "a vida está barata, mata-se ladrões de ferro velho". Então agora quanto mais valiosa a carga maior a justificação para matar? Belos raciocínios estes.

Seria bom pedir alguma moderação quando se desata a atacar a polícia, tantas vezes sem qualquer fundamento sério. A função da polícia não é matar, é proteger os cidadãos. E gostaria de, para finalizar, lembrar só mais uma coisa: nada disto teria acontecido se eles não tivessem ido roubar - é este o ponto essencial.


De de puta madre a 13 de Agosto de 2008 às 15:39
É tudo uma questão de limpeza técnica preventiva ...

Quanto vale uma criança? - Menos que ferro-velho!

Ah! queriamos atirar nos ocupantes ... não sabiamos que ia lá uma criança ... ... Mas eles estavam a ROUBAR!


Gostava de saber quando é que a GNR se dispõe a atirar No Comendor NABEIRO - DA DELTA CAFÉS - que me ROUBOU um Projecto que para enviei ( Para a DELTA!) e à laia da Responsabilidade Social da Empresa anda por ai a pavonear-se como Pessoa de Alta Moral.
Afinal é um ALTO VIGARISTA! Nem a tribual dá para levar o Ladrão do Idoso!


De estorninha a 13 de Agosto de 2008 às 19:11
Só uma curiosidade... que até pode ser um dado importante na investigação... foi feito o teste de alcolémia aos GNR? se sim...Qual foi o resultado?


De Ricardo M. a 13 de Agosto de 2008 às 20:37
Os tipos estão a roubar, um deles em vez de incentivar o filho ao estudo para que um dia com sacrifício e aplicação possa ter uma vida diferente da do pai, leva-o a, tal didacta fabuloso, ao culto do assalto. O filho morre devido não só à acção, possivelmente, descabida do GNR mas sobretudo ao convite do pai para levar o filho a fazer com ele um assalto. Um pai leva um filho a fazer um assalto. Um pai...
Que sociedade...
Lembro-me do meu pai nunca me ter levado para a Siderurgia Nacional... Mas levou-me muitas vezes à escola...


De Paulo Mouta a 13 de Agosto de 2008 às 20:59
O nível de eficácia afinal ainda desceu mais. Primeiro deixam fugir o homem que de tão bom que era e que estava a levar o filho em formação profissional para a sua profissão futura, afinal descobre-se que era um evadido da prisão...

... depois no assalto ao Millennium de hoje nenhum dos assaltantes morreu pelo que significa que amanhã estão aí a passear nos mesmos sítios que todos os outros comuns cidadãos que trabalham para ganhar para comer.

Quanto aos ciganos é bom que se entenda que numa comunidade que ronda as 54000 cabeças em Portugal (claro está) 75% destes vivem do rendimento mínimo em paralelo com outras subvenções e abonos. Mesmo sendo mau a matemática o Pedro Sales deve compreender o que isto significa...

Quanto à vida humana só pode ter valor quando falamos de gente humana...


De Zé Bonito a 13 de Agosto de 2008 às 21:37
Em torno deste debate, corre-se o risco de fazer passar a ideia que a única atitude possível das pessoas de esquerda, é porem em causa a actuação da polícia (neste caso, da GNR). Permito-me discordar. Se é fundamental manter uma vigilância permanente sobre os abusos de quaisquer forças repressivas, esse não me parece ser, desta vez, o caso. Desta vez, o que esteve em causa foi a reacção dos soldados da GNR à resistência de dois homens que já por diversas vezes tinham assaltado aquele local e, inclusivamente, tinham amedrontado as pessoas que lá trabalham. Aqueles homens não desafiavam nenhum poder, não lutavam contra quaisquer arbitrariedades. Apenas pretendiam apropriar-se de um conjunto de bens, se necessário pela força, o que, pelos vistos, já tinham feito anteriormente. Ora, salvo melhor opinião, o maior atentado contra a liberdade do cidadão e contra os seus direitos, é o que é cometido por alguém que usa o medo como arma, de modo a obter benefícios pessoais. Penso ter sido o que se passou.

É neste contexto que avalio a actuação da GNR. Infelizmente, uma criança acabou por morrer porque o seu pai, irresponsavelmente, colocou-a em perigo. Pelo que se sabe, os soldados que dispararam, não tinham qualquer hipótese de ver o interior da carrinha, porque tinha os vidros pintados. Depois, quero acreditar que usaram as armas por considerarem não haver alternativa, para o que muito deve ter contribuído a tentativa de atropelamento. Sem conhecer pormenores, para além dos que têm sido divulgados pela comunicação social, não os censuro. E considero-me de esquerda.


De abrasivo a 13 de Agosto de 2008 às 23:17
É igual à probabilidade de nenhuma das duas lhe acertar.


De Rubicao a 14 de Agosto de 2008 às 07:23
Eu que percebo de matemática, posso assegurar-lhe que não consigo responder à sua questão.
Porém, lamento a morte da criança. Todavia, não podemos diabolizar as nossas forças policiais.
Um abraço.


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