Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Tarefa urgente: criar um código deontológico do assaltante

A Helena Matos pergunta se “ninguém é responsabilizado por levar uma criança para um assalto”. Não satisfeita em colocar as forças policiais de um Estado de direito no mesmo plano que delinquentes que roubam meia dúzia de patacos, Helena Matos parte do princípio de que é legitimo utilizar uma arma de fogo para parar um assalto que não coloca ninguém em risco. Mais a mais quando omite, deliberadamente, que existe um lugar para se responsabilizar os pais da criança. Chama-se tribunal. É lá que se deve fazer justiça, não é com a desproporcionada utilização das balas dos agentes da GNR. Os mesmos que, como é costume, já mudaram duas vezes a versão dos factos.


Mas fica o desafio para um debate interessante. Delimitar e estabelecer os critérios éticos que devem ser seguidos pelos assaltantes. Pode ser que eles ouçam.



publicado por Pedro Sales às 19:02
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Comentários:
De JDC a 13 de Agosto de 2008 às 01:02
Obviamente que o disparo dos GNR's foi desproporcional ao caso em questão. Mesmo assim, é da responsabilidade do pai manter o seu filho fora de perigo de vida. Mas se acha normal e razoável que se leve um miúdo de 12 anos para roubar... A verdade é que, por negligência, o pai também tem responsabilidades pelo que aconteceu... Resta aos tribunais portugueses decidir qual a proporção.


De Pedro Sales a 13 de Agosto de 2008 às 06:02
Eu não acho normal e razoável que se roube, quanto mais que se leve o filho de 12 anos. Mas isso não me faz esquecer que não posso colocar ladrões e GNR no mesmo plano. Os primeiros são delinquentes, que devem ser julgados pelos seus delitos, os segundos fazem parte do corpo policial a quem entregámos, como comunidade, o monopólio da violência. Devem ser escrutinados por todos e têm a obrigação de respeitar a lei. É essa a diferença. Tudo o resto tem o lugar certo para ser julgado. Os tribunais, não o cano das armas de um agente de serviço.

Porque o que está em causa é o seguinte. Com 12 anos ou 56 não é suposto quem está a fugir da polícia acabar morto por uma bala da GNR. Principalmente quando o seu delito foi roubar meia dúzia de tostões. Nos últimos dois anos, esta é a quarta vez (e não terceira, como erradamente escrevi anteriormente) que isso acontece. Deveria fazer-nos pensar no treino que as forças da GNR têm para colocar cobro a este tipo de situações.


De Chico da Tasca a 13 de Agosto de 2008 às 12:36
Sempre que um policia tem o azar de matar um criminoso a esquerda caviar vem toda em peso para a rua crucificar o homem, mas calam-se quando os criminosos matam e assaltam com armas de fogo. Se os ditos criminosos forem de uma minoria qualquer, olham para o lado e seguem em frente.

Já vieram exigir, por acaso, que os ciganos que andaram aos tiros na Quinta da Fonte, com armas ilegais, fossem presos ?

Já vieram exigir ue se faça um inquérito rigoroso às pessoas que recebem Rendimento Minimo, e praticam actos criminosos e/ou se recusam a trabalhar ?

É que os dinheiros do Rendimento Minimo não saem dos bolsos dos ministros. Saem dos nossos, dos que temos de trabalhar, de pagar impostos, de pagar casa etc..


De Anónimo a 13 de Agosto de 2008 às 17:05
Chico, larga o binho e vai pra casa, que a tua mulher está á tua espera! Ainda levas com o rolo da massa, desgraçado!


De Paulo Mouta a 13 de Agosto de 2008 às 23:23
"não é suposto quem está a fugir da polícia acabar morto por uma bala da GNR. Principalmente quando o seu delito foi roubar meia dúzia de tostões."

Pelos vistos o suposto é quem está a fugir... conseguir fazê-lo. Ileso e impune como quase sempre.

Quanto ao roubar meia dúzia de tostões parece-me de todo evidente que isto são práticas correntes com aquela gente. É um comportamento continuado e um estilo de vida. Um criminoso cadastrado, fugitivo e ainda por cima filho da puta suficiente para transportar o filho a tira-colo para as suas negociatas. Quem sabe os crimes que esta gentalha já não cometeu...


De abrasivo a 13 de Agosto de 2008 às 23:43
O Pedro que fale por si. Eu não entreguei o monopólio da violência a ninguém.
Mas ninguém está acima da lei, sejam os delinquentes ou a GNR.
Não acredito é que haja alguém que nunca tenha infringido a lei. Mesmo quem tem a obrigação de a fazer respeitar. E até um GNR tem direito a julgamento. Mas uns já o condenaram. Outros já o absolveram. Mesmo quem não sabe o que se passou.
E na morte não há excepção ou principalmente. Em circunstância alguma se deveria morrer.


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