Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Tarefa urgente: criar um código deontológico do assaltante

A Helena Matos pergunta se “ninguém é responsabilizado por levar uma criança para um assalto”. Não satisfeita em colocar as forças policiais de um Estado de direito no mesmo plano que delinquentes que roubam meia dúzia de patacos, Helena Matos parte do princípio de que é legitimo utilizar uma arma de fogo para parar um assalto que não coloca ninguém em risco. Mais a mais quando omite, deliberadamente, que existe um lugar para se responsabilizar os pais da criança. Chama-se tribunal. É lá que se deve fazer justiça, não é com a desproporcionada utilização das balas dos agentes da GNR. Os mesmos que, como é costume, já mudaram duas vezes a versão dos factos.


Mas fica o desafio para um debate interessante. Delimitar e estabelecer os critérios éticos que devem ser seguidos pelos assaltantes. Pode ser que eles ouçam.



publicado por Pedro Sales às 19:02
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Comentários:
De Pedro Sales a 12 de Agosto de 2008 às 22:17
Caro Sócrates,

Essa versão era a versão da GNR de ontem. Hoje já mudaram a história, dizendo que viram os ocupantes do carro fazer um movimento que parecia indicar que iam disparar. Quem sabe qual será a história que vão contar amanhã.


De António de Almeida a 13 de Agosto de 2008 às 11:20
Hoje já mudaram a história, dizendo que viram os ocupantes do carro fazer um movimento que parecia indicar que iam disparar
-Estava uma arma no banco de trás da carrinha.
-Ao que parece o assaltante (pai da criança), é um fugitivo da cadeia, cadastrado por assaltos.
-Face a estes pressupostos, não existindo testemunhas, parece-me mais sério acreditar na palavra dos agente que na dos marginais. Mas isso sou eu, cada um acredita no que quer...


De Sócrates a 13 de Agosto de 2008 às 13:54
O que eu li foi que, após inicialmente terem tentado atropelar um dos agentes da autoridade, durante a perseguição um dos agentes pareceu ver-lhe uma arma à janela, tendo por isso tentado parar a carrinha atirando para os pneus.

Agora, eu gostava era de ver os comunicados à imprensa da GNR e não jornalistas a dizerem (ontem na SIC a criança tinha 13 anos, hoje já tinha 12 e antes disso já tinha ouvido 11 anos), assim como a GNR só se devia pronunciar após o inquérito.


De Sócrates a 13 de Agosto de 2008 às 13:54
O que eu li foi que, após inicialmente terem tentado atropelar um dos agentes da autoridade, durante a perseguição um dos agentes pareceu ver-lhe uma arma à janela, tendo por isso tentado parar a carrinha atirando para os pneus.

Agora, eu gostava era de ver os comunicados à imprensa da GNR e não jornalistas a dizerem (ontem na SIC a criança tinha 13 anos, hoje já tinha 12 e antes disso já tinha ouvido 11 anos), assim como a GNR só se devia pronunciar após o inquérito.


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