Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Zero de Conduta

Zero de Conduta

12
Ago08

Tarefa urgente: criar um código deontológico do assaltante

Pedro Sales

A Helena Matos pergunta se “ninguém é responsabilizado por levar uma criança para um assalto”. Não satisfeita em colocar as forças policiais de um Estado de direito no mesmo plano que delinquentes que roubam meia dúzia de patacos, Helena Matos parte do princípio de que é legitimo utilizar uma arma de fogo para parar um assalto que não coloca ninguém em risco. Mais a mais quando omite, deliberadamente, que existe um lugar para se responsabilizar os pais da criança. Chama-se tribunal. É lá que se deve fazer justiça, não é com a desproporcionada utilização das balas dos agentes da GNR. Os mesmos que, como é costume, já mudaram duas vezes a versão dos factos.


Mas fica o desafio para um debate interessante. Delimitar e estabelecer os critérios éticos que devem ser seguidos pelos assaltantes. Pode ser que eles ouçam.

3 comentários

  • Imagem de perfil

    Pedro Sales 13.08.2008

    Eu não acho normal e razoável que se roube, quanto mais que se leve o filho de 12 anos. Mas isso não me faz esquecer que não posso colocar ladrões e GNR no mesmo plano. Os primeiros são delinquentes, que devem ser julgados pelos seus delitos, os segundos fazem parte do corpo policial a quem entregámos, como comunidade, o monopólio da violência. Devem ser escrutinados por todos e têm a obrigação de respeitar a lei. É essa a diferença. Tudo o resto tem o lugar certo para ser julgado. Os tribunais, não o cano das armas de um agente de serviço.

    Porque o que está em causa é o seguinte. Com 12 anos ou 56 não é suposto quem está a fugir da polícia acabar morto por uma bala da GNR. Principalmente quando o seu delito foi roubar meia dúzia de tostões. Nos últimos dois anos, esta é a quarta vez (e não terceira, como erradamente escrevi anteriormente) que isso acontece. Deveria fazer-nos pensar no treino que as forças da GNR têm para colocar cobro a este tipo de situações.
  • Sem imagem de perfil

    abrasivo 13.08.2008

    O Pedro que fale por si. Eu não entreguei o monopólio da violência a ninguém.
    Mas ninguém está acima da lei, sejam os delinquentes ou a GNR.
    Não acredito é que haja alguém que nunca tenha infringido a lei. Mesmo quem tem a obrigação de a fazer respeitar. E até um GNR tem direito a julgamento. Mas uns já o condenaram. Outros já o absolveram. Mesmo quem não sabe o que se passou.
    E na morte não há excepção ou principalmente. Em circunstância alguma se deveria morrer.
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Subscrever por e-mail

    A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

    ZERO DE CONDUTA

    Filipe Calvão

    José Neves

    Pedro Sales

    Vasco Carvalho


    zeroconduta [a] gmail.com

    Arquivo

    1. 2008
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2007
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D