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Zero de Conduta

Zero de Conduta

10
Ago08

Que se lixe o “espírito olímpico”

Pedro Sales

O sucesso dos Jogos Olímpicos não tem nada a ver com o “espírito olímpico”, como somos obrigados a ouvir centenas de vezes durante os comentários televisivos. O espírito olímpico não passa de uma versão reciclada do código de conduta dos clubes de cavalheiros britânicos. O que interessa é competir, claro, desde que tenhamos a certeza que ganha sempre “um dos nossos”. Era este o espírito olímpico de um barão anafado e vagamente misógino. A glosada pureza do amadorismo não passava disso mesmo. De uma desculpa para uma elite económica se perpetuar como rainha e senhora dos “seus” desportos. Os “meus” Jogos são os de Jim Thorpe. Unanimemente considerado um dos melhores atletas do início do século XX e a quem o espírito olímpico retirou as suas medalhas. O seu crime? Ter jogado uns jogos para ganhar a vida. De ascendência índia, teve o azar de não ter nascido no selecto ambiente social onde era elegante correr os 400 metros depois de acender o charuto na pista de corrida, nem nunca lhe terem dado a conhecer as regras da gentlemanship, semanalmente louvadas por João Carlos Espada. Por mim quero apenas ver os melhores atletas. Quem quer ver amadores pode ir ao sábado de manhã ver os jogos de futebol no campo da Inatel ou ver um desafio de pólo na Quinta da Marinha.

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