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Zero de Conduta

Zero de Conduta

04
Jul08

Crise? Eu não tenho nada a ver com isso.

Pedro Sales

foto de Tiago Petinga

Os biocombustíveis forçaram os preços dos alimentos a aumentar 75 por cento desde 2002, segundo um relatório confidencial do Banco Mundial, que os responsabiliza pela crise alimentar. O jornal britânico “The Guardian” publica hoje excertos do relatório.

 

A propósito desta notícia, vale a pena lembrar as recentes declarações do primeiro-ministro: “O senhor deputado definiu uma nova linha: contra os biocombustíveis. Eles serão a desgraça e a origem da fome no mundo. Está enganado, senhor deputado. É uma grande precipitação ligar estas duas coisas. José Sócrates, em resposta a Francisco Louçã, 11 de Abril de 2008.

 

O Governo, disse o primeiro-ministro na RTP, venceu a crise interna, mas não tem nada a ver com a crise internacional causada pelo aumento do preço dos juros, petróleo e bens alimentares. Estranho. Da última vez que reparei Portugal ainda fazia parte da União Europeia, só por acaso uma das maiores promotoras mundiais da utilização dos biocombustíveis, e o Governo Sócrates até antecipou a absurda meta europeia em 10 anos. A culpa é toda dos especuladores, está visto.

2 comentários

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    renata 05.07.2008

    A repressão da burguesia colombiana e do seu estado protofascista é ilustrada nos mais de 2500 sindicalistas e militantes de esquerda assassinados nos últimos 20 anos. 1 em cada 8 sindicalistas assassinados no mundo são-no na Colômbia. 97% destes crimes ficaram impunes! De mãos dadas com o narco-tráfico, fomentando os grupos para-militares, reprimindo o movimento oeprário e popular, o governo do assassino Uribe é ponta-de-lança do imperialismo americano no continente e que tem vindo a fazer da Colômbia uma enorme base militar a pretexto do "narco-tráfico", mas na realidade para (através do exército colombiano) poder eventualmente, um dia, atacar a Venezuela ou Equador e sufocar os movimentos revolucionários.

    Ignorando toda esta realidade de repressão, corrupção, exploração e miséria, O BEs foi "atrás da opinião pública", do PS, PSD e PP, juntando-se à "luta anti-terrorista" dos Estados Unidos - que declararam, há uns anos, as FARC como organização terrorista, sendo logo seguidos por todos os seus vassalos - incluindo-se, naturalmente a UE.

    O BEs a 4/7 e no parlamento português, fez um "voto de congratulação com os esforços (...) da União Europeia, dos USA, e das próprias Forças Armadas colombianas(...)"!!! O Bes acompanhou "a União Europeia [e também os EUA] na denúncia das FARC como organização terrorista (...) apelando à libertação de todos aqueles que ainda se mantém presos por este grupo" [mas não dos presos políticos de Uribe]

    Há apenas um mês ainda, o BEs convergiu na Trindade com a "ala esquerda da social-democracia". Ontem convergiu no parlamento com a "luta anti-terrorista" do imperialismo americano. Até onde irão as convergências do BEs?
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