Comentários:
De Vitor a 2 de Julho de 2008 às 14:03
Triste sina a desta senhora, que queria ser tão diferente que acaba por ser apenas aquilo que todos esperam dela... uma nulidade, segundo os padrões do seu Professor!


De José Manuel Faria a 2 de Julho de 2008 às 20:21
Sócrates não terá qualquer dificuldade em derrotá-la.

Terá de ser o Bloco a retirar a maioria absoluta ao PS.


De Manuel Leão a 2 de Julho de 2008 às 22:30
Grande boca. Grande bronca!

Em 1990, no Parlamento, Natália Correia desfez o deputado do CDS/PP João Morgado, por defender ideias semelhantes, embora noutro contexto. Com direito a poema e tudo!


De max a 2 de Julho de 2008 às 22:44
O mais engraçado é que até a Sra.Dra. Ferreira Leite não poderia casar. Naquela idade será, digo eu, improdutiva...

Note-se o totalitário que encerra esta concepção de união de casamento...


De MFerrer a 3 de Julho de 2008 às 01:31
Max,
a sugestão é repelente!
Porra!
tenho lido coisas obscenas mas essa dela estar improdutiva...
As funções recreativas não são o forte dela.
Ela é mais funerais e velórios!
MFerrer


De JDC a 3 de Julho de 2008 às 11:34
Vamos então cumprir a constituição:

- Laicidade do Estado. O que faz a instituição "casamento" na lei portuguesa?? "Casamento" é um sacramento da igreja cristã, acabe-se com a sua formalização legal.
- Fim da discriminação por orientação sexual. Como não deve haver "casamento" enquanto insituição legal, já não há discriminação a esse nível devido á orientação sexual.

Não é simples?


De Pedro Sales a 3 de Julho de 2008 às 16:58
JCD,

Onde é que foi arranjar essa ideia de que o casamento é um exclusivo da tradição cristã? Nem vale a pena ir buscar o direito romano, mas já há umas centenazitas de anos que existem casamentos civis. Não há nenhuma contradição entre a reinvindicação do casamento e a defesa da laicidade do Estado. É tudo uma questão de igualdade de direitos.







De Paulo Mouta a 3 de Julho de 2008 às 22:53
Quase completamente de acordo. O casamento tem duas vertentes. Uma religiosa que, como diz o Pedro Sales, não é exclusivo do cristianismo mas de muitas religiões que têm este acontecimento como um dos principais sacramentos. E a outra é a vertente legal ou contratual.

Se não faz qualquer sentido que num contexto religioso o conceito de casamento seja alterado, já no casamento enquanto contrato entre duas pessoas (e eventualmente até mais de duas), sendo uma questão exclusivamente de direito, e sobretudo num estado laico, tem de sofrer alterações a adaptações à vida real.

Como JDC diz, e na minha opinião muito bem, não deve um estado laico formalizar ao nível do direito um fenómero religioso. O casamento religioso deveria assim ser exclusivamente um acto dentro do contexto da própria religião que teria de ser posteriormente confirmado e formalizado nos respectivos registos.

No entanto, no ponto seguinte ao falar no fim da descriminação pela abolição da instituição casamento, esquece que o acto contratual é o que está aqui em causa e que quando nos referimos a casamento é quase sempre mais neste sentido e no dos direitos e deveres das pessoas que livremente decidem ter uma vida familiar partilhando tudo o que de bom e de mau daí advém. E aí é que estão criadas descriminações. Umas devem ser eliminadas mas outras devem ser mantidas. Até porque muitas vezes a igualdade de direitos pode estar justamente na diferença e no direito à diferença.

Penso que a lei já atribui identico valor a uniões de facto de casais hetero ou homossexuais principalmente a nível fiscal. Pessoalmente creio que esta é a única via a seguir excepto no caso da possibilidade de adopção de crianças ou da custódia de crianças por parte de casais homossexuais. Essa é uma descriminação que nada nada tem a ver com o religioso mas sim com a natureza e na natureza as coisas funcionam como funcionam e não da maneira como alguns gostariam que funcionasse. E as leis devem ser o reflexo da humanidade mas também da natureza sem as ilusões dos truques que hoje a ciência permite.


De Manuel Leão a 4 de Julho de 2008 às 20:22
A única via é separar as águas, completamente.

Julgo até, para melhor clareza, que se deveria seguir a prática da Primeira República. Casamento civil primeiro e dias, meses, ou anos depois, casamento religioso para quem o desejasse.

Eu sou casado pela Igreja, mas vejo isto com nitidez. Há ainda, na mente colectiva, resquícios da concordata. Para mim é assim: a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Mais do que isto já é fundamentalismo, encapotado ou não!


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