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Zero de Conduta

Zero de Conduta

18
Jun08

Sol na eira e chuva e nabal

Pedro Sales

O Governo português adoptou uma nova e original estratégia. Não se opõe às directivas mais polémicas da União Europeia, como a do retorno dos imigrantes ilegais ou a das 65 horas semanais de trabalho, mas diz que não as irá aplicar em Portugal. Alguém já devia ter explicado duas coisas ao nosso diligente Governo. As directivas comunitárias, depois de aprovadas, são transpostas para a legislação nacional. O Governo até pode passar ao lado das medidas e prazos mais polémicos, como agora garante, mas quem é que nos assegura que será essa a posição do executivo seguinte ao encontrar a porta aberta? É quase certo que Portugal não conseguiria travar estas directivas, mas uma maior firmeza nas convicções, alinhando com os  países que se opuseram à alteração do horário de trabalho, não teria ficado nada mal. Assim, parece que há um discurso para consumo interno e uma preocupação internacional em não manchar a imagem de bom aluno. Ou a carreira de José Sócrates, para usar a expressão do próprio.

3 comentários

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    Pedro Sales 19.06.2008

    Bão é um dos melhores exemplos, caro MFerrer.Imagina qual seria a taxa de rejeição do tratado se fosse submetido à consulta popular na Inglaterra? A Inglaterra deve ser o país com a maior aversão à integração europeia, quase sempre pelas piores razões, diaga-se.
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    MFerrer 19.06.2008

    Caro Pedro Sales,
    Essa é uma questão que, por fazer parte das conjecturas, pode ser tratada nas próximas edições sobre o que a vida poderia ter sido caso se dessem ou não dessem estes e aqueles fenómenos.
    O que vai ficar para a História da Europa é que a Inglaterra - o mais populoso País da UE - que tem uma das mais velhas e eficientes democracias representativas, com duas Câmaras e tudo o mais, Ratificou uma Tratado chamado "de Lisboa". E, se como diz, têm ainda uma parte da população que não compreendeu da vantagem da integração europeia, a culpa não será nem do PS, nem do Sócrates, como muita gente se apressou a dizer.
    Lá, como cá, a intoxicação provocada pelos media ao serviço de interesses anti-europeus, tem efeitos preversos: Verifico que por exemplo a TSF, inefável emissora ao serviço da oposição mais reaccionária, mas sempre a dizer-se independente e com jornalistas do melhor, essa TSF, ainda não deu esta notícia da ratificação pela Inglaterra.
    Não sei o que pensar:
    Julgam que escondem a realidade?
    Estão à espera que a Rainha não assine o que se vai transformar em Lei?
    Aguardam um levantamento popular?
    MFerrer
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