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Zero de Conduta

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5 comentários

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    Manuel Leão. 16.06.2008

    Fale por si, D. Bárbara, fale por si. Eu antes de ser europeu, sou português. Mas, claro, esteja à vontade para me chamar burro, por tal escolha.
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    Bárbara Costa 16.06.2008

    :)
    "burro" não... de todo! mas "velho" talvez...
    Provavelmente não pretencemos à mesma geração.
    Sabe... é que apesar dos meus 24 anos, eu já vivi em 4 países europeus. E, graças a programas do tipo ERASMUS ou LEONARDO, ao pacto de Bologna, à moeda única, etc., uma enorme percentagem da minha geração (não só em Portugal mas em toda a Europa) já viveu em pelo menos 2.
    Eu entendo que seja difícil compreender este sentimento para quem não passa por estas circunstâncias. Mas veja:
    Eu não cresci no Portugal colonialista. Não me diz muito, o mito do 5º Império Ultramarino e n partilho o saudosismo relativo à "Africa Portuguesa"...
    O Portugal que eu sempre conheci não pertence à região "Império Portugues" mas antes à regiao "União Europeia".
    Não sei se já se apercebeu (porque isto não se vê pela televisão nem por viagens turisticas) mas há um sentimento muito próximo nos países europeus centrais, nao tão periféricos como o nosso... E nos outros continentes (e não apenas nos USA) existe a noção de um estereotipo de personalidade Europeia, muito admirada e respeitada, mas acima de tudo, vista como uma globalidade... E Bruxelas manda mais que o Sócrates... E no fundo no fundo, somos todos muito parecidos (principalmente no bloco oeste)
    Mas enfim, não se preocupe o senhor, porque o facto de se nós, a malta jovem, sermos mais Europeus, não faz de nós menos Portugueses!
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    Manuel ramalhete 17.06.2008

    Comparado ou não consigo sou de facto velho, sem aspas. Mas desde quando é que um velho não sabe pensar?
    V. Exª disse:«Sabe... é que apesar dos meus 24 anos, eu já vivi em 4 países europeus. E, graças a programas do tipo ERASMUS ou LEONARDO, ao pacto de Bologna, à moeda única, etc., uma enorme percentagem da minha geração (não só em Portugal mas em toda a Europa) já viveu em pelo menos 2».

    Eu li isto e não quero acreditar. Que "enorme" percentagem é essa a que se refere? Mais de 50% da sua geração ou do seu círculo de amigos? Já agora, gostaria que quantificasse as pessoas da sua geração e as pessoas envolvidas nesses projectos. Sabe, é que eu gosto muito de matemática e sei bem o que significa “percentagem”.
    Eu, das saudades colonialistas, devo ter o serviço militar OBRIGATÓRIO, que tive de prestar na Guiné e que muito prejuízo trouxe à minha vida.
    Desculpo-lhe tudo, memos o insinuar que sou um saudosista do colonialismo. E, se por uma questão de cultura, quer falar do V Império, devo dizer-lhe que ele não teve, mesmo nos escritos dos seus ideólogos, a designação que referiu.

    E, para acabar, deixo-lhe esta sua frase, para meditar sobre o bom português que ela encerra: «Mas enfim, não se preocupe o senhor, porque o facto de se nós, a malta jovem, sermos mais Europeus, não faz de nós menos Portugueses!» Esse "sermos", conjugado com o "se nós", dá um toque delicioso à frase! Delicioso e elucidativo!

    Não quero desiludi-la, mas a juventude, no sentido a que alude, é efémera. Bem mais do que parece, até às pessoas mais avisadas. Quem lhe diz é este velho que acaba aqui o comentário.
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    Bárbara Costa 17.06.2008

    Porque é que estes comentários em blogues, geralmente, evoluem sempre para despiques pessoais?
    Eu falei de mim para dar um exemplo, um ponto de partida para uma generalização, e não para ser comparada ponto a ponto ao senhor. Acho isto desinteressante... não me interessa atacá-lo a si nem entrar em debates personalizados com pessoas que nem conheço. O interesse é a apenas discutir ideias.
    Enfim, eu falei na juventude em termos provocatórios para enfatizar que de facto existem novas tendências , e que Portugal está cheio de "velhos do Restelo ". E, com toda a sinceridade, a única velhice pela qual não sinto o maior respeito, é a velhice de espírito.
    Quanto às percentagens em concreto, posso dizer que na minha faculdade, a FAUP , cerca de 60-70% de alunos participam anualmente no programa erasmus . Mas admito que seja uma faculdade muito acima da média, porque, de facto a arquitectura é uma área muito internacionalizada e não exige muito domínio de línguas estrangeiras.
    "Well over 1.5 million students have so far benefited from Erasmus grants, and the European Commission hopes to reach a total of 3 million by 2012."
    Mas não é só o programa erasmus, o leonardo, ou o pacto Bolonha que movimentam os jovens. São também os estágios, e a própria procura de emprego... Esta mobilidade não é necessariamente um luxo dos ricos, muito pelo contrário. Fala-se muito, hoje em dia, em fenómenos de emigração (tanto voluntária como forçada) desta faixa de juventude qualificada.
    O problema é que, neste momento em Portugal, tudo isto implica ainda gastos consideráveis, porque não há bolsas, quando há são miseráveis, os voos Low Cost são escassos, de carro nunca mais se chega a lado nenhum. Mas a realidade é muitíssimo diferente em Países como a Bélgica, Holanda, França, Alemanha, Suiça, Itália, etc.(principalmente o bloco central), onde a mobilidade é muito mais rápida e barata.
    E o problema também é que Portugal tem uma percentagem vergonhosa de população com o ensino superior concluído (13% entre os 25 e os 64 anos) portanto esta tal juventude qualificada, em Portugal, é vista como uma elite, mas não devia ser! Enquanto ser o pseudo "Doutor" (com o ridículo traje e capa pretos) for motivo de ostentação social, não vamos lá.
    Mas enfim, acho que se olharmos para o que se passa na Europa Central, podemos vislumbrar as tendências para as quais caminhamos, apesar de sempre um passinho atrás. Ora, é apenas isto que estou a tentar dizer... que me sinto muito e cada vez mais integrada na Europa e que existem muitos benefícios que posso/podemos colher; que a mobilidade está a aumentar (voluntária e forçada), fazendo com que nos misturemos todos bastante mais; que devíamos ser mais abertos à Europa e menos proteccionistas.
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