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Zero de Conduta

Zero de Conduta

10
Jun08

Isto deve querer dizer qualquer coisa

Pedro Sales

A dois dias do referendo ao Tratado de Lisboa, o “não” continua subir em todas as sondagens e pode mesmo ganhar a consulta popular na Irlanda. Como já tinha acontecido com a rejeição do Tratado Constitucional em França e na Holanda, o “não” cresce sempre à medida que o debate sobre o futuro da construção europeia vai crescendo de intensidade.

 

Não deve haver hoje matéria política, como o futuro da Europa, que evidencie uma maior ruptura entre as posições dos representantes políticos com a dos eleitores que os elegeram. Na Irlanda, apenas o Sinn Fein (um partido com 8%) apela ao voto “Não”. O mesmo tinha acontecido em França e na Holanda, onde a esmagadora maioria dos deputados defendia o “Sim” que acabou chumbado nas urnas. 

Notícias como esta, sobre um comboio exclusivo para os deputados europeus fazerem a ligação entre Bruxelas e Estrasburgo, também devem ajudar a explicar alguma coisa (via Origem das Espécies).

5 comentários

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    Pedro Morgado 10.06.2008

    Caro Pedro,
    Deve dizer-se em abono da verdade que os argumentos do Não têm sido desta índole: «a União Europeia vai acabar po impor o aborto»; «com o tratado vai ser possível deter crianças»; «o tratado quer acabar com a nossa tradição». Suponho que este tipo de voto "Não" não seja do seu agrado, mas admito que esteja amudar de opiniões relativamente a algumas destas matérias...

    Cumprimentos
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    Pedro Sales 10.06.2008

    É verdade. Esse nível de argumentação é absolutamente rasteiro, mas não passa de um triste episódio lateral. O campo do "não" tem-se batido essencialmente pela oposição ao predomínio dos grandes países e à possível perda de autonomia fiscal do país. Na verdade, do lado do "Sim" a coisa também não é muito elegante, com a costumeira chantagem de que "se votam "não" ficamos fora da União Europeia e vem aí o desemprego em massa". Mas a questão de fundo mantém-se. Existe um notável desfasamento entre o ritmo da construção europeia e o envolvimento dos cidadãos. E não terá sido por acaso que este tratado, que é uma versão condensada do anterior, foi aprovado sem nunca ir a votos.
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    Pedro Morgado 10.06.2008

    No Público:

    Do lado do SIM, o Tratado de Lisboa é apresentado como um documento bom para a Irlanda e para a Europa. Os defensores do NÃO, no entanto, têm usado outros argumentos e afirmado que o tratado irá impor a legalização do aborto ou permitir a detenção de crianças muito novas.
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    Pedro Sales 10.06.2008

    O argumentário do principal grupo defensor do Não pode ser encontrado aqui e está bastante longe do que vem no Público:

    http://www.libertas.org/content/view/293/139/

    Como é normal, não tenho acompanhado ao pormenor a campanha na Irlanda, mas a notícia do Público não me parece particularmente rigorosa.

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