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Zero de Conduta

Zero de Conduta

28
Abr08

Em bicos de pés

Pedro Sales
Cunha e Vaz termina a sua delirante entrevista ao Público (que pode ser lida aqui), dizendo que nunca aceitaria ser um número 2 ou número 3 na política. “Só vou para a politica se for para mandar”. É curioso, porque lendo as 4 páginas desse monumento à mitomania que é esta entrevista, e não podemos deixar de ficar com a sensação de que foi Cunha e Vaz quem mandou nestes arrebatadores seis meses de PSD. As boas ideias foram dele, os disparates ficaram a cargo de Menezes. A tristeza das insinuações sobre a Fernanda Câncio, a inconstância do líder ou a exposição que o próprio fez da sua vida privada? Ele bem tentou, mas isso foi-lhe imposto...

Mas esta entrevista, e as dezenas de conversas privadas que revela ou inventa, demonstram bem os perigos, de que já falámos aqui, levantados por esta moda que parece acreditar que a solução para todas as questões políticas com que se defrontam os governos e partidos se resolvem com inovadoras estratégias de comunicação. Torna os partido vulneráveis à ocupação do seu núcleo de decisão por interesses que não controlam, dilui os mecanismos democráticos de decisão e retira aos militantes a capacidade de escrutínio e castigo da sua liderança. É que, ao contrário dos líderes partidários, Cunha e Vaz quer mandar sem sair da sombra e a partir do quintal das traseiras.  Como o próprio diz, é mesmo um homem pequeno. E isto não tem nada a ver com o seu tamanho.

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