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Zero de Conduta

Zero de Conduta

21
Mar08

O grau zero do oportunismo

Pedro Sales
CDS-PP quer ouvir Governo sobre caso de violência na escola Carolina Michaelis. Já era de esperar que, mais dia menos dia, o PP viesse demonstrar até que ponto é possível descer no aproveitamento demagógico de situações como estas. Quererá o PP fazer-nos crer que o primeiro-ministro é o responsável pelos telemóveis que entram nas salas de aula (apesar de serem proibidos), a ministra tem que responder pelos sms que os petizes enviam uns aos outros e o Presidente da República tem que "dar a cara" de cada vez que um aluno agride um professor? Mas o melhor é mesmo a "justificação" para o requerimento. É que o PP apresentou um projecto de lei, que foi rejeitado pelo Parlamento, onde se defendia a criação de um Observatório Escolar. Ora aí está. Tivesse esse Observatório sido criado e nunca, mas nunca, a aluna do 9.ª C da Carolina Micahelis teria tido a coragem de fazer o que fez à professora... O oportunismo devia ter limites.
 
PS: Na desenfreada fúria com que pretende ouvir tudo e todos na Assembleia da República, o PP podia aproveitar e exigir audições sobre os casos dos sobreiros, casino, fotocópias ou submarinos, temas esses de claro interesse público mas que parecem arredios da agenda do PP. Vá-se lá saber porquê.

3 comentários

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    Alberto Gomes 26.03.2008

    Peço desculpa, por não me ter identificado no comentário anterior(aquele da ortografia), foi um lapso.
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    Zeca Portuga 26.03.2008

    Sr. Alberto Gomes:
    1 - Eu não sou professor. Já fui professor do Ensino Secundário e do Ensino Superior (em Portugal e no estrangeiro);
    2 - Tenho familiares próximos no ensino (básico, secundário e superior);
    3 - Infelizmente sou português. Logo, pago a educação (ou a falta dela) destes fedelhos indecentes, bem como da cáfila que lhes dá cobertura;
    4 - Relativamente à ortografia, contra a qual protesta, digo-lhe o seguinte:
    Não sou propriamente um jovem, mas aceito que aqui é tolerável um certa "rebeldia na escrita. Pois, a função da escrita é a codificação da mensagem instantânea, da comunicação breve, da resposta rápida, e não a aturada perfeição. Todas as coisas têm o seu lugar próprio: na linguagem falada, digo coisas que não escrevo; na conversa coloquial diária uso expressões que aqui não reproduziria. De igual forma, escrevo aqui com tal à-vontade e despreocupação que nada me interessa corregir gralhas. De resto, se formos ao grau de pormenor que pretende, veja que a perfeição também não é o forte da sua construção sintáctica. Não o critico por isso, note-se!
    Aqui discutem-se ideias... e, nessas, não posso, nem de longe, concordar com o que diz.
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