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Zero de Conduta

Zero de Conduta

03
Mar08

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Pedro Sales

Para todos aqueles que defendem o cheque-ensino, e a divulgação em bruto dos rankings dos exames, talvez valha a pena passar os olhos pela notícia que ontem tinha honras de capa no Guardian. Na Inglaterra, as "escolas religiosas escolhem os alunos mais ricos", preferindo os filhos de famílias de classe média e deixando de parte os alunos com necessidades educativas especiais. E porquê? Para melhorar a sua posição no ranking. Como é evidente, conjugar os resultados dos rankings com escolas privadas financiadas pelo Estado, resulta na selecção social dos alunos e num ensino mais orientado para os resultados estatísticos do que para a qualidade das aprendizagens. 

2 comentários

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    Chumbo 08.03.2008

    Tem filhos?
    Eu tenho um com 7 anos e uma com 3 anos.

    Acho que nunca nos vamos entender neste assunto porque os nossos objectivos sociais são diferentes.
    A sua preocupação principal parece ser a melhoria generalizada do sucesso escolar e dos padrões culturais, mesmo que isso só se consiga à custa da eliminação da excelência.
    Também tenho a mesma preocupação, mas coloco-a em segundo plano relativamente à criação da excelência.
    E penso assim porque se não houver indivíduos fora-de-série que liderem a sociedade nas mais variadas áreas, tudo o resto será irrelevante tendo em conta o futuro que aí vem. Vivemos actualmente a maior guerra da história da humanidade (quando contarem os mortos no final da globalização, a 2ª Guerra Mundial vai parecer brincadeira de crianças), que nos obriga a lutar pela sobrevivência como nunca antes foi necessário, pelo que temos de adaptar as nossas prioridades a esta nova realidade (infelizmente ainda ignorada por muita gente, mas já há 2 milhões de portugueses que não conseguem ter duas refeições por dia e dezenas de milhar de licenciados desempregados - se calhar porque lhes faltou o ensino de excelência que lhes poderia ter dado auto-confiança suficiente para empreenderem os seus próprios projectos).
    Se vivessemos num paraíso com abundância de recursos e sem concorrência, eu não poderia concordar mais com a sua visão.
    Lamento muito, mas agora já não há tempo para complacências e quanto mais depressa entrarmos no frenesim da concorrência desenfreada, mais hipóteses teremos de sobreviver. Sim, porque a luta já está no plano da sobrevivência e ainda temos de aguentar as inevitáveis duas décadas de perda de poder de compra que temos pela frente.

    Pedro Andrade
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