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Zero de Conduta

Zero de Conduta

03
Mar08

Reservado o direito de admissão

Pedro Sales

Para todos aqueles que defendem o cheque-ensino, e a divulgação em bruto dos rankings dos exames, talvez valha a pena passar os olhos pela notícia que ontem tinha honras de capa no Guardian. Na Inglaterra, as "escolas religiosas escolhem os alunos mais ricos", preferindo os filhos de famílias de classe média e deixando de parte os alunos com necessidades educativas especiais. E porquê? Para melhorar a sua posição no ranking. Como é evidente, conjugar os resultados dos rankings com escolas privadas financiadas pelo Estado, resulta na selecção social dos alunos e num ensino mais orientado para os resultados estatísticos do que para a qualidade das aprendizagens. 

7 comentários

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    Manuel Leão. 06.03.2008

    «O facto de serem os mais ricos é pura coincidência,(...)».

    Desculpe. O Sr Chumbo é mesmo deste "mundo" ou está de passagem para outra galáxia?
    Ou "chumbo" era a sua alcunha na Escola?
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    Chumbo 06.03.2008

    Não, nunca chumbei. "Chumbo" insere-se no contexto do blogue Mosquete.
    Quanto à coincidência, a frase não acabou aí. O segredo está no que vem depois e que invalida a coincidência.
    E não, não nasci ontem. Estamos fartos de saber que há duas formas de entrar para escolas privadas que fazem selecção à entrada: comprando a entrada ou sendo escolhido por mérito.
    Mas isto acontece apenas lá fora, claro, porque as escolas portuguesas ainda não dão importância suficiente ao ranking e se puderem "vender" as vagas todas não seleccionam ninguém por mérito. Quando derem importância suficiente ao ranking, verá que num instante começam a seleccionar por mérito, pobres ou ricos.
    Note que o contexto da sua publicação e do meu comentário são escolas inglesas. O ensino privado em Portugal está muito "verde" (leia-se: "mal gerido, sem lógica, cego") para podermos fazer quaisquer comentários.

    Aqui, na minha galáxia, as pessoas costumam ler as frases até ao fim, enquadrá-las no contexto, tentar compreender, detectar ironias, sarcasmos, etc. E quando não percebemos, pedimos que nos expliquem,

    Pedro Andrade
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    Manuel Leão 07.03.2008

    Sr. Chumbo ou nem tanto:

    Quem parece que não leu tudo foi V. Exª. A tónica do "post" era «deixando de parte os alunos com necessidades educativas especiais». Tratava de escolas ligadas a instituições religiosas. Ter-lhe-à escapado isso ou deve ter considerado pouco significativo. Fixou apenas o serem "inglesas". Acontece. Mas faz toda a diferença. Percebeu que faz toda a diferença ou quer que lhe explique?
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    Chumbo 07.03.2008

    Estava perfeitamente consciente do contexto todo e mantenho o comentário.
    Para mim, é óbvio que os alunos que têm necessidades educativas especiais não se inserem no grupos dos melhores e acho perfeitamente natural, e recomendável, que as escolas privadas os rejeitem, excepto se essas escolas receberem subsídios específicos, caso em que estarão obrigadas a aceitá-los. Em todo o caso, nunca deverão integrá-los em turmas onde não há outros com necessidades especiais, por razões óbvias tanto para bem do próprio aluno com necessidades especiais como dos restantes.
    Continuo a achar que a sua conclusão está errada.
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    Manuel Leão. 07.03.2008

    Sr. Chumbo:

    "Escolas religiosas", Sr. Chumbo, "Escolas religiosas".

    Escolas privadas são escolas da chamada "iniciativa privada", em que o lucro é um dos objectivos.
    Outra coisa são escolas religiosas, que surgiram para ensinar crianças de famílias carenciadas, mormente as que necessitam de ensino especial. Em regra não se destinam à obtenção de lucro. São uma das facetas da intervenção das Igrejas no tecido social. São coisas distintas, que apenas têm em comum o facto de não serem públicas, isto é, do Estado.
    Mas desisto, porque V. Exª não quer mesmo perceber. Diz privadas e eu digo religiosas. Parece uma conversa de surdos.
    O melhor, mesmo, é V. Exª ficar pela "privada". Eu fico de fora.

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    Chumbo 07.03.2008

    Só me faltava ouvir isso. De que galáxia veio?
    As "escolas religiosas" de que fala pertencem ao maior franchise do mundo, suportado pelo banco mais rico do mundo e cujo objectivo primeiro é a acumulação de riqueza. Ao lado das estruturas das várias igrejas (católica, protestante, reino de deus - a menos perigosa porque é a menos subtil - etc.), até a Coca-Cola parece uma organização humanitária.
    Não volto ao seu blogue. Quando sair da puberdade, avise e voltaremos a trocar pontos de vista.
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