Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008
Bosta humana

"Sempre achei as praxes divertidas e pedi para ser praxada. Eles fizeram-me a vontade e diverti-me muito". Foi assim que uma funcionária da  Escola Superior Agrária de Santarém defendeu ontem, em tribunal, os sete alunos que estão a ser julgados por causa de uma praxe violenta realizada vai para seis anos. Tão divertido, diz a senhora, que até pediu para lhe fazerem o mesmo e esfregarem "estrume na cara"...

Ao contrário do que se costuma afirmar, o problema da praxe não são apenas os seus excessos violentos. É a arbitrariedade que a rege. A praxe não tem regras, e as que tem são fixadas e julgadas pelos praxistas. A arbitrariedade e a sujeição a um conjunto de regras que são imprevisíveis e que dependem da boa vontade dos veteranos é a verdadeira violência deste “ritual integrador”. A violência é só o resultado mais visível desta cultura de impunidade e poder. Um dos ex-alunos em julgamento, afirmou que é costume esfregar os alunos em bosta de vaca porque, desta forma, “os caloiros são confrontados com o seu futuro porque, no fim do curso, é nesse ambiente que vão trabalhar". A praxe como escola para as agruras da vida. Ora aí está uma ideia aterradora que levanta uma pergunta. De que vida é que a praxe serve de modelo?

publicado por Pedro Sales às 10:58
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Comentários:
De Dinossauro (11 matriculas) a 23 de Dezembro de 2008 às 15:53
Já agora, também ficava bem, a descrição da fonte relativa a essa imagem... (direitos de autor são sempre importantes)


De andy a 9 de Janeiro de 2009 às 22:50
eu sou caloira da Escola Superior de Educação de Santarém, e a nossa CP levou-nos um dia à ESAS por causa das cenas dos problms cm as praxes na ESAS e na ESENFS, e olha vi os veteranos a brincarem satisfeitos com a bosta, e a cantarem o hino. pra quê tanta coisa com 'ai as praxes na agrária' se nao acham de bom tom brincarem com merda, ha a declaraçao anti-praxe.

as praxes sao as melhores coisas, pra alem dos copos.

e digo-te, este ano no desfile do caloiro, quando foi a parte do hino da agrária toda gente se emocionou.

charruas



De Vitalis a 19 de Outubro de 2009 às 19:05
A todos aqueles que desconhecem a verdadeira essencia das praxes na mui nobre Escola Superior Agrária de Santarém, apenas tenho a dizer que desconhecem a melhor fase na vida de um novo estudante nesta escola.
Sim é verdade que por vezes se pode pensar que as praxes apenas servem para humilhar os caloiros e demonstrar a superioridade dos veteranos, mas no entanto não nos podemos esquecer que após a época de praxes são esta duas "entidades" que vão dignificar o nome da escola, lado a lado, como verdadeiros amigos, sim amigos, muitas vezes para a vida inteira.
Se o dignissimo caloiro não quiser ser praxado basta apenas declarar-se anti-praxe no primeiro dia de aulas ou quando bem entender.
Quanto à menina que por "problemas psicologicos", ou melhor dizendo, ter chumbado o ano logo no primeiro semestre não necessariamente devido as praxes mas muito provavelmente por em vez de estudar passar as noites a dançar em cima de colunas que nem uma doida, agradecia apenas que explica-se algoi que eu ainda não compreendi, se as praxes na ESAS terminam na data do desfile academico, a 2ª quarta-feira de Novembro, como é que os ditos problemas aparecem apenas após a primeira época de exames em Feveriro do ano seguinte?? E ja agora será que ela andava atrás de mais alguma coisa, como por exemplo ser transferida directamente para o ISA, unica e exclusivamente por processos administrativos uma vez que ao que parece a sua média nem sequer dava para ficar colocada em ultimo lugar no concurso do ano em que concorreu ao ensino superior???
meu amigos antes de criticarem o que quer que seja acho melhor falarem com conhecimento de causa, so para evitar mal entendidos, uma vez que esses ignorantes que se dizem anti-praxe muito provavelmente são so uma cambada de betinhos que se não vestirem a sua camisinha cor de rosa com a suas calças de fazenda e o sapatinho de berloque se sentem despidos da sua superioridade platonica.
sem outro assunto,
Vitalis, VETERANO da ESAS desde 2004


De Tania a 24 de Outubro de 2009 às 01:45
Sou actual caloira da agrária e com muito orgulho, a imagem referida neste poster deixa muitas duvidas sobre se e uma foto original da agrária e se o "aluno" em questão foi obrigado a fazer aquilo .
Só é caloiro quem quer e ninguem e desprezado ou renegado por se declara anti-paxes .
Para mim as praxes só estão a promover a união entre os caloiros e entre caloiros e veteranos, criando amizades q duraram muitos anos. Somos uma escola unida e não conheço um caloiro praxado q não tenha criado uma união com a própria escola.
Juntos somos um caloiros e veteranos, tenho mais orgulho na minha escola agora q sou caloira do q na época em q as praxes foram abolidas
Caloira ate ao fim e um dia veterana e o que ao meu caloiro fizer eu também farei, tal como os meus veteranos fazem comigo.
Ao alto Charruas.


De Andreia a 6 de Dezembro de 2009 às 20:51
Para o ano estou a pensar concorrer a escola agraria de santarem e tenho a noção que as praxes so iram ajudar na minha integração enquanto estudante. Nao so a mim mas tambem aos outros caloiros todos!
E acredito que até seja divertido a parte da bosta..
Quem tirar as praxes ás escolas tira tudo.


De "Fuzo" a 22 de Julho de 2010 às 00:41
Fuzo é a minha Alcunha de praxe, e é pela mesma que sou conhecido em toda a cidade de Santrém e inclusive na Região do Ribatejo. Pois eu sou de Sintra e antes de entrar para esta Magnifica Escola não tinha contacto com a região... No entanto apartir desta Escola e dos inumeros Amigos que lá fiz durante as praxes conheço agora gente em toda a região Ribatejana, gente Esplendida por sinal.
Queria a cima de tudo mais deixar o meu testemunho, que acho que é bem valido, sendo eu um dos 4 "caloiros do ano" do respectivo ano lectivo 2009/2010, e sendo caloiro do ano, nunca recusei praxe nenhuma (apesar de que todas as que fiz terem sido feitas de vontade própria). E divertime imenso, não faltei nem a nunhuma festa, nem a nenhum jantar, nem a nenhuma aula (obrigatória, ou na minha opinião essencial) durante os dois meses de praxe. Esta grande temporada da minha vida culminou com o Desfile e com o acomular de Grandes amisades novas! No final de tudo isto posso afirmar que passei para o segundo ano e sem grandes dificuladades... Aos futuros alunos desta Escola (com "E" maiusculo) aconselho vivamente as praxes! Vai ser muito certamente uma das melhores epocas da vossa vida, é muito bom. Delas (praxes) nunca se vão esquecer! Quanto á Aluna que apresentou queixa só tenho a dizer que uma pessoa que como já dito nos outros comentarios, passava as noites a dançar nas colunas do FRA (discoteca na praça de toiros de Santarém) e no final de tudo isso só apresenta queixa depois dos exames de Fevereiro quando averigua o seu chumbo logo após o primeiro semestre,sendo as praxes terminadas na nossa Escola em Novembro. Esta aluna perde qualquer tipo de credibilidade que pudesse ter antes de estes factos serem conhecidos... Além de que se um caloiro do ano passa de ano sem dificuldades de maior, qualquer outro caloiro em condições normais tem o dever de passar o 1º ano... CHARRUAS! "Y"!


De Fuzo a 22 de Julho de 2010 às 00:55
Já agora gostava de saber se os tais anti praxe que afirmam tantos factos em relação á má practica das praxes e mesmo até criticas a todas as praxes em geral, se estiveram nas praxes, e se estiveram nas praxes e foram sujeitos a más praxes. que se identifiquem devidamente e que digam quem os praxou de que forma e em que instituição. Porque a dignidade de muita gente, muita boa gente é nestes comentários que se vê logo serem de pessoas indulentes, e sem cabeça nenhuma...


De Fuzo a 22 de Julho de 2010 às 01:00
Acima de todos os aniti-praxe quem se devia identificar, e dizer tudo mais o que eu referi no comentario anterior era o senhor Pedro Sales. E para além do mais devia dizer onde adequiriu a foto que exibe, ou quem lha forneceu, e dizer se esta é mesmo uma foto da nossa GRANDE Escola. Porque a foto não tem como identificar o(a) caloiro(a) ou a Escola...


De "White" a 15 de Novembro de 2010 às 20:50
Epá, além do "preparar para o futuro ambiente de trabalho" (desde trabalhar com estrume, a ter um patrão que grite com os empregados), há o "preparar para futuros desafio" na vida e no trabalho (na praxe é costume criar desafios para os caloiros, onde devem puxar pela cabeça e aprenderem a "desenmerdar" com ou sem ajuda de outros, com ou sem prazos(dependendo da praxe)), e há também o factor de união entre os caloiros... Se mandamos esfregar em bosta, gritamos com eles ou o que quer que seja a praxe (divertida ou não), vai fazer com que eles se juntem, comentem e desabafem uns com os outros, o que cria uma intimidade muito maior entre eles, além de os tornar mais fortes... Trata-se de: estimular o desenvolvimento intelectual e da humildade; criar força na união entre eles; aumentar a integridade e força emocional ; e não de humilhar.. Embora não sejam muitos os que pensam assim (incluindo os "veteranos" parvos (isso sim é triste, ver um veterano praxar sem saber praxar)), é este o fundamento da praxe...
E prá praxe, não vai nada, nada nada?!?!?!

David Quintino a.k.a. White


De "White" a 15 de Novembro de 2010 às 20:59
@ Pedro Sales: as praxes têm regras escritas e claras para todos (código de praxe). E quanto à imprevisibilidade das praxes, é como tudo na natureza (incluíndo a vida e o destino de cada um)...


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