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Zero de Conduta

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17
Nov07

Apeadeiro do Oriente

Pedro Sales
fotografia de nfcastro
Não subscrevo grande parte das considerações estéticas que o Duarte Calvão faz sobre a Gare do Oriente, mas este seu post toca de forma certeira num ponto essencial. A arquitectura não tem só uma componente estética. Apesar de ser uma arte, tem obrigações de funcionalidade a que não se deve dispensar. Tem que ter uma escala humana. E, nesse capítulo, a Gare do Oriente é um desastre. Sem nenhuma protecção contra o vento, confusa e sem um espaço abrigado onde as pessoas possam esperar pelo comboio não é a estação central de que Lisboa precisa. É um apeadeiro que custou 175 milhões de euros, o que deve ser um recorde mundial. Agora querem que o TGV passe por lá. Para um serviço caro, e que custará milhares de milhões de euros, não se compreende como é que vão acomodar os passageiros numa estação com o nível de comodidade do apeadeiro do Cacém. Uma coisa é certa, quem se lembrou desta mirabolante solução nunca teve que apanhar um comboio na Gare do Oriente no inverno. Devia ser esse o seu castigo. No próximo mês, todos os dias, às oito da manhã. Parece-me que mudava logo de ideias.

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