De Paulo Mouta a 9 de Janeiro de 2008 às 22:46
Caro Pedro, quando os portugueses elegerem este e outros governos foi com a plena consciência de que nem os programas eleitorais nem os próprios programas de governo eram para cumprir. As alterações políticas são actualizadas ao dia. O que hoje é verdade amanhã é mentira. O que hoje é um tipo de tratado amanhã passa a ser outro mesmo que o conteúdo seja parecido. E pergunto eu quantos deputados da nação já leram o texto desse mesmo tratado? E quantos portugueses? A bem da verdade nem o parlamento nem a população através de referendo têm a capacidade para votar nesta matéria. COmo disse o PM mais de 90% dos deputados é pelo sim ao tratado independentemente de lhe conhecer a cor das letras. E prova disso é o próprio debate onde ninguém se dignou a especificar (1º) em que é que este tratado é igual ou diferente ao constitucional que foi colocado na gaveta, e (2º) quais as questões concretas que o tornam um bom ou mau tratado. Ninguém falou de nada em concreto, acredito eu, porque não o saberiam fazer.
A população não se afasta da política. QUem se afasta é a parte da população que se está nas tintas porque a isso é levada por estas soluções enlatadas e servidas já prontas. Esta é a melhor formula para estarem sempre os mesmos nos mesmos lugares. E haverá outra?


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