Comentários:
De José M. Sousa a 30 de Setembro de 2007 às 12:01
A respeito do comércio mundial, o problema é que poderão não existir os actuais portos por onde esse comércio passa. Se o gelo oceânico(que não afecta o nível do mar) do Árctico derreter, será de presumir que derretá também o gelo continental, nomeadamente o da Gronelândia e, esse sim, poderá fazer submergir todos esses portos. Falta bom senso aos dirigentes mundiais.


De Pedro Sales a 30 de Setembro de 2007 às 08:48
Apache,

Sim, quando falo de "registos" estou a falar do acompanhamento por satélite que teve lugar nos últimos 30 anos.

Já conhecia a história de Willy de Roos, mas convém lembrar que a sua viagem demorou 3 meses! É um feito para comemorar, mas não prova a existência de um corredor navegável. Ele perdeu a maior parte do tempo da sua viagem a deslocar-se para sul e norte à procura de passagem.

Agora, pela primeira vez, existe um corredor navegável, permitindo a passagem de barcos de grande porte. Existe uma grande diferença entre um iate de 13 metros e os cargueiros que enchem os portos europeus e dos EUA de televisões ou computadores vindos da China. E esses, agora, podem passar. O que faz toda a diferença.

Fazer a travessia num iate de 13 metros é suficiente para encher as páginas de alguns livros com um feito marítimo, com barcos de grande porte pode ter consequências decisivas no comércio mundial. É isso que faz muita gente esfregar as mãos de contentamento.


De Apache a 30 de Setembro de 2007 às 03:40
Só um pequeno esclarecimento...
Quando escreve que o derretimento do gelo Árctico permitiu a abertura de um corredor navegável, "pela primeira vez desde que há registos", refere-se aos registos de satélite (que começaram em 1979) e não aos registos meteorológicos.
A última notícia da abertura deste corredor, datava de Setembro de 1977 (precisamente há 30 anos), quando o belga Willy de Roos atingiu águas do Pacífico, aos comandos do seu iate de 13 metros, de em Junho ter zarpado de um porto inglês.


Comentar post