Comentários:
De JSA a 6 de Agosto de 2007 às 14:25
Caro Pedro, isso é bem verdade. Lembro-me vagamente de uma entrevista do David Fonseca, imediatamente após a saída do primeiro albúm dos Silence 4 em que comentava um amigo que lhge tinha dito que o tinha ajudado a pagar o carro novo ao comprar o albúm. Terá então DF retorquido que lhe dava os cinquenta escudos (ou quanti semelhante) que lhe devia, caso lhe fizesse diferença.

Há ainda um aspecto extra a considerar quando falamos do iTunes: o volume puro. Se imaginássemos que as vendas das músicas de um único albúm a um único utilizador (fossem uma, duas ou todas) correspondessem a um CD inteiro (muitos compradores de CD's fazem-no ou faziam-no por causa de uma ou duas músicas), teríamos provavelmente um aumento das vendas em termos de volume global. Só que esses números não são referidos.


De zero de conduta a 6 de Agosto de 2007 às 13:51
Caro anónimo,

Pois, os números que dei são os internacionais e que dizem respeito às principais vedetas das maiores editoras. Com os outros autores, como é parece ser o caso dos Xutos, é sempre a descer. E depois falam na protecção dos artistas...

Pedro Sales


De Anónimo a 6 de Agosto de 2007 às 10:09
Aquando da intervenção da ASAE, o vocalista dos Xutos e Pontapés disse numa reportagem que de cada música do grupo vendida pela internet (99 cêntimos ou um valor semelhante) apenas 2 cêntimos iam para os Xutos...


De DarkLuneAngel a 5 de Agosto de 2007 às 15:08
Não poderia estar mais de acordo!


De Paulo Mouta a 5 de Agosto de 2007 às 03:56
Alguns senhores pretendem ainda decidir o que deve ou não deve ser o gosto oficial. Decidem o que é ou não é editável. E depois não vêem que existe um mundo para além das suas próprias escolhas. As edições de autor são um excelente caminho para a asfixia dos monstros editoriais e a internet é o veículo por excelência para a divulgação da produção artistica. A edição de autor permite ao músico ter uma real mais-valia sobre o seu trabalho artistico sem passar por entidades parasitárias que apenas existem porque se estipulou que as estrelas devem nascer por este método. Estas entidades são as donas efectivas do trabalho produzido pelo artista e pior ainda são os ditadores do gosto do "consumidor" de produtos artisticos. Estas entidades são o crivo apertado por onde não passa nada que não possa ser facilmente transformado em milhões.
Ao libertar-se do parasitarismo editorial o artista pode e deve ele mesmo publicar. E deve ele mesmo decidir se faz uma distribuição gratuita da sua criação depois colhendo os frutos no contacto com um público já formado e informado dessa mesma obra, ou se faz uma distribuição paga mas onde por um valor justo acaba por satisfazer o consumidor e ganhar muito mais do que ganharia com a sua obra nas mãos das editoras do sistema. A lógica do associativismo de produção de eventos (veja-se como exemplo o caso de sucesso internacional da Portugal Progressivo - Associação Cultural na produção de eventos ligados a um estilo musical alternativo)e editorial e das editoras independentes tem-se vindo a transformar numa verdadeira alternativa ao decadente sistema actual. Mas é preocupante que, por outro lado, as autoridades pagas com dinheiro dos nossos impostos, estejam tão preocupadas com esta falsa criminalidade. Claro que condeno que copia música ou filmes para os vender nas feiras. Não posso nunca condenar quem o faz como único meio de ter acesso aos bens artisticos. Basta fazer as contas. Não é suportável para muitas famílias adquirir produtos culturais quando a realidade económica é aquela que muito bem conhecemos. Os artistas começam a ter consciência disso mesmo. A sua própria produção é mais barata, mais autêntica, mais genuína e sobretudo mais livre. E que bom seria se pudessemos voltar ao tempo das rádios piratas. As que temos só nos servem o lixo encomendado. Por mim, dispenso.


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