Comentários:
De André A. Correia a 9 de Novembro de 2007 às 08:57
É verdade o que o Paulo Mouta diz: a preocupação tem de ser direccionada para quem aufere baixos rendimentos. Mas como fazer a distribuição de riqueza sem haver crescimento?

Restará ao Estado emagrecer nas despesas supérfluas, que são muitas, evitando os cortes cegos nas despesas com pessoal e pensionistas. Esses têm necessariamente de ver os seus ordenados crescer, mesmo que moderadamente, para que o dinheiro circule.


De Paulo Mouta a 9 de Novembro de 2007 às 03:39
O exemplo do André a. Correia é um excelente exemplo do efeito que a política dos baixos salários ou baixas pensões tem sobre a economia. Se há menos rendimento disponível haverá certamente menos consumo e menos mais-valias no público e no privado. Contudo, e infelizmente é um exemplo de uma pequena minoria. Aqueles que nos devem preocupar são as largas centenas de milhares de expemlos daqueles que têm pensões abaixo dos 300 Euros. E para esse so cenário é bem pior.


De seaman a 8 de Novembro de 2007 às 22:17
pois é meu caro Joshua a diferença está no facto da Irlanda estar cheia de Irlandeses e Portugal de Portugueses para além de que em Portugal os governantes sabem bem como se governam e apostam nisso sempre preocupados como o bem estar fisico e mental de todos nós..........temos o que merecemos e com maioria absoluta e PR á 1ªvolta


De Joshua a 8 de Novembro de 2007 às 16:33
Não consta que na Irlanda se tivesse dado tanta pancada nos rendimentos das pessoas para dar o salto que se deu.


De Pedro Sales a 8 de Novembro de 2007 às 12:24
Nelzon,

De acordo. deve haver rigor nas contas públicas (o que, diga-se de passagem, não quer dizer que exista com um défice zero, basta ver os relatórios do Tribunal de Contas sobre as parcerias público-privadas). O défice não deve ser galopante, ninguém defende isso. Apenas que não existisse esta fúria, quase religiosa, para chegarmos ao défice zero.


De André A. Correia a 8 de Novembro de 2007 às 12:07
A questão é quem tem de "pagar" para esta diminuição do défice das contas públicas.

P.e., dizer-se a um pensionista que aufira 3.000,00 €/mês que leva aumento zero significa, na prática, que se está a cortar-lhe o rendimento real na mesma proporção da inflação, e se acrescentarmos o aumento da fiscalidade a esta classe o cidadão vê o seu rendimento disponível diminuir em pelo menos 7 a 10%.

Ora, isto significa menos consumo por parte desse contribuinte, e portanto menos dinheiro a circular na economia, e como tal menos crescimento!

Dá que pensar.


De nelzon a 8 de Novembro de 2007 às 11:43
"Não existe nenhuma evidência que garanta que a existência de um défice zero estimula a economia."

Pode ser. Mas existe algum argumento a favor do governo gastar mais do que recebe ?


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