Comentários:
De Pedro a 31 de Agosto de 2007 às 16:12
Pedro

Acho que não é correcta a avaliação que fazes do sistema Inglês. Essa estatística poderia ser válida também para Portugal, apesar de as propinas serem mais baixas. Mais, conheço pessoas que não foram para a Universidade quando ainda nem sequer haviam propinas exactamente porque os pais disseram que não tinham dinheiro para o fazer.

Mas mais importante do que isso é verificar que no sistema Inglês apesar de um decréscimo de candidaturas no ano seguinte à introdução de propinas (ou seja em 2006), em 2007 as candidaturas ás Universidades Inlgesas voltaram a crecer 7%. Mais, curiosamente o crescimento nas Universidades Escocesas, onde o parlamento regional decidiu não aumentar as propinas da mesma forma, cresceram muito mais devagar.

http://news.bbc.co.uk/1/hi/education/6360327.stm

Além disso olhando para a percentagem de alunos do ensino secundário que se candidatam á Universidade tanto em Inglaterra como nos EUA apenas demonstra que o valor das propinas não é a questão mais importante no momento de tomar essa decisão. O que interessa é o valor que as pessoas dão à educação e a expectativa que têm de melhorar a sua vida quando obtiverem essa educação. Se essa expectativa existir facilmente os indivíduos investem, da mesma forma que investem numa casa pedindo um empréstimo ao banco.

Por último, apesar de o número de licenciados no desemprego ter vindo a aumentar, as estatísticas mostram que um licenciado ainda tem muito mais facilidade em arranjar um emprego que um não licenciado.


De Nuno a 30 de Agosto de 2007 às 19:03
Objectivamente concordo que seriam essas as medidas que de facto democratizariam verdadeiramente o acesso! O constrangimento económico desapareceria!
Parabéns pelo excelente blog q acompanho diariamente!
Cpmts


De Pedro Sales a 30 de Agosto de 2007 às 13:45
Nuno,

O problema não está apenas nos empréstimos, mas na sua conjugação com um regime de propinas altíssimo: 4500 euros. É isso que afasta os mais pobres das universidades. A única solução passa pela acção social escolar e um regime de bolsas estatais.


De Nuno a 30 de Agosto de 2007 às 12:43
Os 63% de ingleses com receio do endividamento como faziam se não houvesse essa ferramenta? Frequentavam o ensino superior? Ou não frequentavam pq não têm meios financeiros para o fazer?
Mantendo tudo o resto constante tb me parece que a medida democratiza o acesso! Dever-se-ia começar a amortizar após arranjar emprego e não 1 ano após o final do curso e sem a certeza de estar empregado!


De joão a 30 de Agosto de 2007 às 02:24
Porque é que o vosso "feed" RSS está truncado?


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