De Paulo Mouta a 29 de Dezembro de 2007 às 02:07
Deixa-me ver se entendo. O governo estabelece incentivos para o arrendamento por parte dos jovens. Incentivos esses, que nem sequer se ajustam, à realidade do mercado de arrendamento. Mas tudo isto, depois deste mesmo governo cortar com os incentivos fiscais e a nível de bonificações em taxas de juro na opção de compra da habitação. Ao olharmos com clareza para a realidade das coisas o que acontece na prática é que o governo entende que é mais saudável para o seu modelo económico incentivar o arrendamento por parte dos jovens uma vez que se torna cada vez mais difícil o acesso ao crédito. Porque estes mesmos jovens que beneficiariam desta benesse por três anos são justamente aqueles que se encontram com maior frequência nos números do desemprego e nos números dos empregos precários nos quais os bancos não depositam qualquer confiança.
O mercado de arrendamento deve ser tornado numa verdadeira alternativa a quem não quer ou não pode adquirir habitação própria. Contudo, a situação que podemos observar é que fica mais caro arrendar do que comprar quando deveria ser exactamente o oposto. Talvez os números do governo não sejam irrealistas mas eles esqueceram-se de obrigar os senhorios a determinados tectos de valores de aluguer sem os quais dificilmente conseguirão aplicar este “Porta 65”.


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