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Zero de Conduta

Zero de Conduta

25
Fev08

Este país não é para crianças

Pedro Sales
25
Fev08

Identificação visual

Pedro Sales
Numa demonstração de certeira pontaria, das várias centenas de professores que se manifestaram no Porto, a policia pediu a identificação aos três que prestaram declarações à televisão. Para a próxima já sabem. Manifestações sem autorização ainda vá que não vá, que o governo é magnânimo e deixa passar, mas deixem-se lá é dessas manias de falar mal do Governo para as câmaras...
25
Fev08

Há coisas fantásticas, não há?

Pedro Sales

O famoso pacote anticorrupção foi aprovado no Parlamento na última sexta-feira. O PP absteve-se. Porque era curto, como disseram os outros partidos da oposição? Não. Porque são contra "o discurso anti-sistema que às vezes roça a demagogia" de "alguns partidos", considerando que a eficácia no combate à corrupção passa pelo reforço de meios de investigação.

Nem de propósito, no dia seguinte o Público transcrevia esta edificante conversa sobre um despacho favorável ao famoso tesoureiro do partido num negócio do auto "...Paulo Portas, ao fim da tarde do dia 14 de Março de 2005. “Olha que o Telmo assinou aquilo!”, disse Portas. “Estamos a falar do Mário [Assis Ferreira]?”, questionou Abel Pinheiro. “Não. Do Mário sim. Da tua coisa.” Abel Pinheiro retorquiu: “Ah. Do meu caso. Já o tenho aqui na mão e foi um fantástico despacho. O PP bem pode dizer o que quiser sobre a corrupção, mas a verdade é que, como disse o Rui Tavares há uns dias, os três anos que passou no governo, e o número de casos pouco claros que originaram, hão de matar o partido por inanição moral.
24
Fev08

Big brother is reading your blog

Pedro Sales

A CNN despediu um dos seus produtores depois da direcção da estação descobrir que o mesmo assinava um blogue com o seu nome. Na origem do despedimento não esteve em causa a sua produtividade, até porque o blogue era actualizado fora das horas de trabalho, mas as opiniões políticas defendidas pelo jornalista. Segundo lhe foi comunicado, a CNN tem pessoas ao seu serviço cuja única ocupação é vasculhar a net à procura de textos assinados por funcionários da estação. Um comportamento digno de uma polícia política, vindo de uma cadeia televisiva que tem meia dúzia de spots autopromocionais a defender a liberdade de imprensa e de expressão. Fora de portas, claro está.
 
22
Fev08

Autofagia

Pedro Sales

A liderança bicéfala do PSD entrou em autofagia. Ontem, um destacado dirigente do PSD chamou os jornalistas para lhes garantir que as leis eleitorais e os pactos com o PS eram coisa do passado. Anunciou mesmo, para hoje à tarde, uma conferência de imprensa de Menezes para o anunciar oficialmente. Hoje, bem cedo, Santana Lopes chamou os jornalistas para garantir que as negociações com o PS continuam e que ainda estão a trabalhar com o PS. É oficial. Está aberta a guerra entre os dois.

O PSD vai provar o quanto se enganaram todos aqueles que se queixam de que não existe oposição. Nenhum partido faz melhor oposição a si próprio de que o PSD. Os próximos meses vão ser animados. E um descanso para José Sócrates.
22
Fev08

Um "mal estar difuso"

Pedro Sales

Há 10 anos que os funcionários da função pública perdem poder de compra. O ano passado, o salário médio líquido dos trabalhadores por conta de outrem passou de 719 para 720 euros. As pensões dos mais pobres dos pobres, 1,6 milhões de portugueses que recebem menos do que o salário nacional, tiveram um “aumento” abaixo da inflação. Conhecedor destes números, Teixeira dos Santos foi ontem ao Parlamento recusar uma correcção salarial a meio do ano se, como é quase certo, a inflação ficar acima da calculada pelo Governo nas negociações dos aumentos salariais e de pensões. O que devia ser uma questão de boa fé, num país em que os governo se "enganam" sistematicamente na taxa de inflação, foi tornado pelo ministro das Finanças no risco risco de uma “espiral inflacionista penalizadora da generalidade dos portugueses”.

As declarações de Teixeira dos Santos resumem o actual momento do Governo. O discurso pode ser cada vez mais optimista, mas continua-se sem perceber para que foram os sacrifícios, e tantos anos a apertar o cinto em nome da estabilidade financeira, se, três dias depois do primeiro-ministro ir à SIC garantir que “temos as contas públicas em ordem”, se continua a defender a perda do poder de compra dos trabalhadores. A questão já nem é saber se seremos apanhados por todos os países de Leste, é quando? Depois admiram-se de estudos, como o da Sedes, alertarem para a existência de “um mal estar difuso”, que “alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional”. A sorte de Sócrates é o PSD que tem. O azar da democracia é que o aumento da abstenção e a crise de confiança na palavra dos políticos vai ser um dos legados fundamentais do governo de José Sócrates.

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