Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007
E a CIP já protestou contra a interferência da polícia
Atlanta, Geórgia, EUA, 01 Ago (Lusa) - O dono de uma concessionária de automóveis de Atlanta, Geórgia, foi acusado na terça-feira de ter morto dois dos seus empregados que lhe exigiam aumento de salário, disseram fontes policiais.
(via O País do Burro)

Também João Machado da CAP já terá defendido o empresário americano afirmando "todas as razões são válidas para matar os trabalhadores". Segundo Francisco van Zeller, as "restrições ao porte de armas são uma das principais causas da perda de competitividade da economia Portuguesa". Os dignatários do Comprimido Portugal já estão em contactos com Chuck Norris para trazer ao Convento do Beato a sua apresentação: "AK 47 & Productivity: a cross-country analysis".

publicado por Vasco Carvalho às 19:14
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Jornalismo de sarjeta
Rupert Murdoch, o dono do maior grupo de comunicação social do mundo, a News Corp, comprou a empresa detentora do Wall Street Journal por 3700 milhões de euros. Rupert Murdoch não é apenas o dono de um imenso império mediático. É um radical de direita que usa os seus órgãos de comunicação ao serviço de uma agressiva agenda política. Apoiante da administração Bush desde o primeiro dia, os seus jornais e televisões estiveram na primeira linha do apoio à guerra do Iraque. A Fox News, como aqui já mostrámos por diversas vezes, é o braço armado desta forma muito peculiar de fazer jornalismo, onde passa por normal ver comentadores a discutirem como o serviço público de saúde fomenta o terrorismo. Agora, com a aquisição do Wall Street Journal, Murdoch ganha aquilo que lhe faltava: um jornal influente que lhe permita disputar a imprensa de referência ao New York Times. O jornalismo tem os dias contados no centenário Journal. Chegou Murdoch e os seus amigos neo-conservadores para abastardar a informação. As consequências globais deste negócio serão imensas, até porque, como hoje recorda Sena Santos no Diário de Notícias, o próximo passo, a internet, é um negócio “planetário e apetecível”.


Deixamos aqui mais um exemplo do “jornalismo” da Fox News, mais uma vez atacando os candidatos presidenciais democratas. Depois de perseguirem Obama porque este fumava, qual foi o crime desta vez? Aceitaram participar na convenção anual do Daily Kos - um dos maiores blogues mundiais, com quase 500 mil leitores diários(!). Usando uma imagem colocado por um leitor não registado nesse site, o comentador da Fox elabora toda uma mirabolante tese sobre o extremismo da blogosfera e como esta tem empurrado o partido democrata para o radicalismo político. Inacreditável. Tudo isto, pelo mesmo idiota que, quando foi a São Francisco, não teve nada mais elegante para afirmar do que "[I]f Al Qaeda comes in here and blows you up, we're not going to do anything about it. ... You want to blow up the Coit Tower? Go ahead".

publicado por Pedro Sales às 18:54
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Ainda Lisboa
No dia seguinte às eleições intercalares de Lisboa, escrevi aqui que, face aos resultados, o cenário mais fácil para António Costa seria governar em minoria, procurando aqui e ali os votos necessários para governar. Não foi isso que aconteceu. Quis um acordo com as esquerdas, confirmando, aliás, o sentido de voto dos lisboetas que deram uma votação esmagadora a estas forças políticas. Não foi possível, soube-se ontem à noite, com a recusa de Helena Roseta. Depois de ter apelado, quando se candidatou, a uma união de todas as esquerdas, Roseta disse ontem que não aceita lugares em troca de compromissos. Curiosamente, faz essas declarações ao mesmo tempo que garante que não aceitou porque não lhe ofereceram pelouros e apenas um programa para acrescentar as alterações que entendesse e assinar. Vá-se lá saber.

Restou Sá Fernandes, que assinou um acordo com António Costa. Não garante a maioria, mas garante as condições para o que pode ser uma boa governação da capital, afastando o PS da pesca à linha com Carmona ou Negrão. Em primeiro lugar, o acordo ontem divulgado exclui a construção na frente ribeirinha da cidade e garante a implementação do Plano Verde do arquitecto Ribeiro Teles; aposta na reabilitação em vez da construção e abre as portas a uma quota de 25% das novas casas a preços controlados. Este último ponto, aliás, tem sido objecto da mais demagógica das oposições. Os construtores civis dizem que faz lembrar Havana, esquecendo-se que esta é uma proposta decalcada da legislação que vigora na Catalunha, e quotas de casas a preços controlados há muito que existem nos EUA ou Paris. Mas essas até foram as melhores notícias para António Costa. Ter os patos bravos na televisão a dizer mal de um executivo camarário, no dia em que este toma posse, dá quase tanto prestígio e apoio popular à câmara como uma greve de juízes ao governo. Aguardemos, pois, que os próximos dois anos prometem.
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publicado por Pedro Sales às 12:26
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007
E ela, também vive em Havana?
"Nós estamos na cidade de Lisboa, não estamos em Havana, não estamos em Cuba, e se isso avançar admitimos recorrer ao tribunal porque não nos parece legal qualquer medidas que fixe os preços das casas", disse Joaquim Fortunato,o presidente da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas, em declarações à TSF.

Carrie Bradshaw: another source of pride is her apartment; a rent controlled open-planned studio in an Upper East Side brownstone that is certainly enviable for its stabilized rent, space and good location. The apartment, which she eventually purchases, is her home for the entire run of the series.
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publicado por Pedro Sales às 23:48
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Morreu na contramão atrapalhando o tráfego


e flutuou no ar como se fosse um príncipe.

publicado por Vasco Carvalho às 22:57
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Quando me coliguei com o PP, como sabem, eles tinham uns 3 ou 4 vereadores
"Fazer-se um acordo entre o partido mais votado e o partido menos votado é uma solução fraca", comentou hoje Carmona Rodrigues, a propósito do acordo entre o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda para a Câmara Municipal de Lisboa.


publicado por Pedro Sales às 22:22
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how much awareness have you raised so far?
Reportagem do daily show sobre os concertos do Live Earth em NY. Alguém ainda se lembra do que aconteceu às 7 maravilhas tuguesas?





(nem que seja por isso, vale a pena ver o Al Gore gritar por Bon Jovi. E também para testar a nova funcionalidade do blogger, por sugestão de Wa3. Que também lembra Indecision 2008. Escrevam qualquer coisa aí em baixo caso o vídeo não se veja bem)

publicado por Filipe Calvão às 20:39
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1973 anyone?
(clicar para melhor resolução)

"Oil prices hit new all time record highs in New York UPDATE"

.

publicado por Vasco Carvalho às 17:51
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Mais um casmurro que ainda não compreendeu que o problema do país é a imoderação salarial
Através do Renas e Veados, descobri a surpreendente história de Adolfo Carvalho, o homem que prefere ser sem-abrigo em Copenhaga do que funcionário público em Amarante. Há sete anos, desde que tirou uma licença sem vencimento do trabalho que fazia como electricista numa escola, que vive da recolha de garrafas na capital dinamarquesa. Apesar de não ter casa, diz que nunca viveu tão bem. Todos os dias arrecada 50 euros, o que lhe dá para “comer e beber bem” e para vir, todos os anos, a Portugal de avião. É em Copenhaga que quer morrer, até porque não se está a ver a regressar a Portugal para o seu emprego que, “no máximo, daria 500 euros por mês”.

Ao ler esta história não pude deixar de me lembrar das declarações de Braga Macedo este fim-de-semana ao JN: “ao lado do rigor orçamental temos a imoderação salarial, que é absolutamente básica e em que Portugal é, infelizmente, o pior aluno da zona euro. Temos pelo menos há uns dez anos um excesso de crescimento salarial para além da produtividade que é difícil de reabsorver”. Num país onde o salário mínimo está nos 400 euros e o salário médio à volta dos 750, falar em imoderação salarial chega a ser grotesco. Não devia ser neste exemplo que pensava o antigo ministro do "oásis" cavaquista, mas até há por aí muita imoderação salarial nos salários dos administradores das empresas cotadas em bolsa.

O Adolfo Carvalho, e os milhões de trabalhadores com salários miseráveis é que não têm que passar a vida a ouvir esta história da carochinha sobre os salários elevados como se ela tivesse alguma coisa a ver com eles. Haja decência.

publicado por Pedro Sales às 15:51
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Nada a declarar II
Ainda a propósito da Entidade das Contas e Financiamentos Político não se pronunciar sobre o mais que suspeito financiamento da campanha socialista no Brasil, vale a pena reparar no currículo do porta-voz da Entidade que, depois de ser tão taxativo para a imprensa sobre as irregularidades cometidas pelo PS, não se pronuncia sobre elas no acórdão.

Jorge Galamba é o que se pode chamar um homem dos sete ofícios. Antes de ser nomeado pelo Tribunal Constitucional para fiscalizar as contas dos partidos, foi administrador da Fergráfica, uma empresa do grupo CP. Segundo o “Público”, de 22 de Janeiro de 2007, a sua gestão ficou marcada por uma inspecção das Finanças que encontrou “despesas não justificadas” no valor de 8059 euros, gastos por Galamba em perfumes, roupas e música. Mais estranho ainda, para as Finanças, é o facto de, numa empresa tecnicamente falida e com salários em atraso, Galamba passar a vida em viagens de negócios para locais tão distintos como a Indía, África do Sul, EUA, Brasil, Paris, Londes, Madrid ou Itália.

Mas Galamba não vê nenhum problema nisso. Diz que a empresa tinha dificuldade e, às vezes, era o próprio que tinha que adiantar dinheiro. A Fergráfica retribuía-lhe pagando-lhe estas despesas. Com um passado marcado por uma inacreditável promiscuidade entre o seu dinheiro e o da empresa, que legitimidade é que tem um administrador com um currículo destes para fiscalizar as contas dos partidos? “Não tem nada a ver uma coisa com a outra”, responde Galamba ao Público, parecendo acreditar que somos todos estúpidos.

As maiores agências financeiras internacionais contratam conhecidos hackers informáticos para garantirem a segurança, e a invulnerabilidade, das suas redes e transacções financeiras. Parece que o Tribunal Constitucional seguiu o mesmo exemplo na contratação deste diligente Galamba e foi buscar um especialista em sobrefacturação para fiscalizar os dinheiros dos partidos. É um critério de selecção. Convinha é que o homem abrisse os olhos e visse o que se passa com o PS num Brasil que, pelos visto, tão bem conhece das viagens que fazia às custas de uma empresa falida e com salários em atraso.

publicado por Pedro Sales às 13:01
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Nada a declarar
Nova lei, velhos resultados. Nenhum partido, incluindo os que não obtiveram representação parlamentar, conseguiu cumprir os requisitos definidos pela Entidade das Contas e Financiamento Políticos (ECFP). No conjunto, vão ter que pagar 116 mil euros de coimas pelas irregularidades nas contas das legislativas de 2005. Neste campeonato das multas a direita leva nítida vantagem, cabendo ao PSD as mais elevadas, 25104 euros, e, dada a dimensão do partido, o PP é mesmo a vedeta do acórdão, com 23231 euros. O PS fica-se pelos 21357 e, na "segunda divisão", aparecem a CDU com 15737 euros e o Bloco, com 11241.

Mas o que é verdadeiramente espantoso na notícia de hoje do Público nem é o que vem escrito nas deliberações do Tribunal Constitucional, mas o que não aparece em lado nenhum. Há poucos meses, o escândalo da “máfia dos bingos” agitou a imprensa portuguesa. Dois empresários portugueses, a residir no Brasil e com estreitas ligações ao partido socialista, foram presos e acusados de ligações ao jogo ilegal no Brasil. Durante a campanha de 2005, um dos empresários, Licínio Soares Bastos, cedeu o edifício ao PS para a sua sede no Rio de Janeiro e, ao que tudo indica, avultados meios para uma campanha milionária - que chegou mesmo a envolver anúncios televisivos. Na altura, o PSD apresentou queixa registando a estranheza sobre a origem de tanto dinheiro. Poucos meses depois, Lucínio Bastos, que pretendia autorização para montar um casino em Portugal, foi nomeado cônsul honorário em Cabo Frio pelo Governo Socialista - até ser suspenso devido à investigação judicial entretanto conhecida.

Ora, nas contas apresentadas pelo PS, não vem um único cêntimo relativo às “acções de grande impacto” no Brasil. Quando isso surgiu na imprensa, o deputado José Lello respondeu dizendo que “a lei não tem um único item que indique que há a obrigação de incluir as contas de fora do território português”, o que é estranho, mais a mais existindo círculos eleitorais fora de Portugal. Jorge Galamba, falando em nome da EFC, esclareceu que a obrigação de prestação de contas das campanhas abrange todos os círculos, incluindo os da emigração. Ficou a ideia de que alguma iria ser feita para fiscalizar o sucedido. Errado. Contrariando as suas declarações, a EFC não escreveu uma linha sobre a campanha do Partido Socialista no Brasil. Nada. Aparentemente, as declarações do sr. Galamba eram só para entreter.

Será porque, como diz o Público, só se pronunciam sobre os documentos apresentados pelos partidos? Se assim for isso ainda é mais grave. Doravante, qualquer partido sabe que poderá financiar a sua campanha a partir de uma qualquer sociedade registada no Brasil, Seicheles ou Caimão. Desde que não apareça nas contas, tudo bem. Que a EFC, e o Tribunal de Constitucional, pactuem com o que os próprios criticam e consideram irregular não deixa de constituir mais um lamentável episódio sobre a novela que são as contas dos partidos e o financiamento das campanhas.

publicado por Pedro Sales às 11:33
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