Quinta-feira, 21 de Junho de 2007
Marquem na agenda...

... 21 de Novembro é a data da estreia mundial de There will be blood, o novo filme de dois nomes há muito afastadados do grande ecrã: Paul Thomas Anderson, o autor dos geniais Magnolia e Boogie Nights, e Daniel Day-Lewis. Num evidente sinal dos tempos, o YouTube foi o suporte escolhido para apresentar os primeiros 83 segundos de um filme que será exibido, em Agosto, no Festival de Veneza. Promete, promete bastante.
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publicado por Pedro Sales às 00:33
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007
“Carmona? Nem sei bem quem é, olhe, só hoje é que o vou conhecer”
Anda para aí muito boa gente a atribuir a frase do debate a Telmo Correia e ao trocadilho sobre António Costa continuar ou não no governo. Para mim, curiosamente, a frase do debate foi dita ainda antes deste começar, quando Fernando Negrão respondeu a um jornalista dizendo que

“Carmona Rodrigues não foi o presidente da Câmara do PSD nos últimos dois anos, foi o presidente da confusão na Câmara nos últimos dois anos”.

Esta pérola, que atira a desresponsabilização política para patamares difíceis de acompanhar nos próximos tempos, foi proferida pelo candidato que entrou a dizer que queria um um debate a dois para discutir com o seu interlocutor directo, António Costa, e saiu do estúdio sem que alguém tenha dado pela sua presença.

Para além dos sistemáticos elogios a Helena Roseta, estou a tentar lembrar-me de uma ideia ou proposta de Negrão que seja para levar a sério. Nada. Foi o vazio. Na pose, falhada, nas propostas, inexistentes, a sua agenda vive das sobras dos outros candidatos. Foi o derrotado da noite. Se é certo que este foi apenas o primeiro debate, também é verdade que, dado o seu baixo nível de reconhecimento público, o tempo corre contra si.

publicado por Pedro Sales às 15:36
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“Claustrofobia democrática”

Há muito que o site institucional da segunda maior autarquia do pais se transformou num pasquim de esquina para, com dinheiros públicos, perseguir todos aqueles que ousam divergir de Rui Rio. Adversários políticos, associações, ou o Jornal de Notícias tudo serve. É a lógica do “coronel” da América Latina com as tecnologias do século XXI.

Fiel a esse espírito, Rui Rio mandou filmar a manifestação que se concentrou às portas do Rivoli na inauguração do espectáculo de La Feria para “fichar” todos aqueles que tiveram a ousadia de não se curvar perante “Rui Rio Superstar” e a sua “politica cultural”. Entre eles esteve o director adjunto do Jornal de Notícias, David Pontes. Como os actos de cidadania lhe são um conceito totalmente espúrio, o “coronel” da Avenida dos Aliados decidiu denunciar a "cabala" do JN e colocar em linha, na página da Câmara, o filme que comprova a presença de um dos directores do jornal. Não contente com as imagens, publicou também os artigos que, na delirante concepção de Rui Rio, provam a perseguição que o Jornal de Notícias lhe está a montar e os mail e telefones utilizados pelas pessoas que convocaram a manifestação(!). Disgusting.

Nesta estratégia de perseguição ad hominem, vimos as imagens de David Pontes. Terá sido o único a ser “fichado”? E os presidentes de colectividades locais, associações culturais, funcionários da autarquia? Que garantias é que têm - depois de saberem que a Câmara tem uns serviços de informação que filmam quem se opõe a Rui Rio -, de que, ao irem a uma manifestação, não encontrarão o subsídio da autarquia cancelado ou o despedimento como resultado? Tudo isto tem um nome. “Claustrofobia democrática”, para utilizar as palavras de um deputado do PSD, curiosamente eleito pelo Porto. E começa a ser um caso de tribunal.


publicado por Pedro Sales às 09:55
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Terça-feira, 19 de Junho de 2007
Ségolène "Endemol" Royal
Ségolène Royal decidiu aproveitar os directos televisivos do rescaldo eleitoral das eleições de domingo para anunciar que se iria separar do seu companheiro, o actual líder do Partido Socialista Francês (PSF), François Hollande. Pelo meio deixou umas inacreditáveis declarações sobre a eventual infidelidade de Hollande. Na televisão. Em directo. No rescaldo eleitoral de uma eleições legislativas.

A utilização da vida privada para servir os propósitos e ambições pessoais não é novidade na carreira de Ségolène. Há poucos meses, e em plena campanha eleitoral para a presidência, Ségolène pediu em casamento François Hollande, a pessoa com quem vive em união de facto há mais de 20 anos.

Das duas vezes o mesmo padrão: a vida privada como estratégia eleitoral ou para que se fale da sua carreira politica. Primeiro, para piscar o olho ao eleitorado mais conservador, que poderia desaprovar essas “modernices” das uniões de facto. Agora, para desviar as atenções dos resultados eleitorais de domingo. É que, contra todas as previsões, que o davam como arrumado, o PSF subiu 30% em relação às últimas eleições legislativas, conquistando 44 lugares no parlamento. Um mau sinal para quem quer disputar a liderança.

Ségolène escancarou as portas da sua vida privada a milhões e milhões de franceses para iniciar, de forma aberta, a corrida para o lugar daquele que é agora o seu ex-companheiro. Ninguém toleraria um duelo familiar pela liderança partidária. Segoléne sabia-o e sabia que o papel de vítima costuma render. A vida privada para chamar o interesse, a infidelidade como trunfo, foi o que pensou.

O problema é que, aberta a porta, todos querem entrar e já não há legitimidade para chamar o porteiro para reservar o direito de admissão. O truque pode funcionar, uma, duas ou até mais vezes. Mas não funciona sempre. O final será sempre patético.

Carrilho, e a descarada utilização eleitoral da sua família nas páginas da imprensa cor-de-rosa, é o exemplo português deste fenómeno. Quando era o próprio que “encomendava” reportagens descontraídas sobre a passeata familiar à Feira do Livro estava tudo bem, o pior foi quando a imprensa começou a questionar o uso e abuso da família para sacar uns votos.

Ségolène deixou de ser a candidata a líder do PSF. Passou a ser um fenómeno cor-de-rosa. Segurança social, Constituição Europeia, impostos? Who cares? Que legitimidade terá, doravonte, Ségolène para dizer que ninguém lhe pergunta nada sobre esses temas e que só querem saber com quem é que ela acha que andava enrolado François Hollande? Nenhuma.

Resta saber, o que é bastante duvidoso, é se alguma vez Ségolène teve pretensões a que isso fosse diferente.

p.s: Não, não és a única.

publicado por Pedro Sales às 19:16
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Olha, olha, mais um a querer ser suspenso...
A Associação de Professores de Português criticou a prova de português dos exames nacionais do secundário. Como já tinha acontecido no ano passado, e para evitar mais dores de cabeça ao Ministério da Educação com a polémica Terminologia Linguística do Ensino Básico e Secundário, os alunos voltaram a não ser avaliados nos seus conhecimentos gramaticais.

Realçando que ficaram de fora do exame conhecimentos tão importantes como a oralidade ou a gramática, o presidente da Associação, Paulo Feytor Pinto, diz que esta foi uma forma “de o Ministério da Educação fugir com o rabo à seringa”.

publicado por Pedro Sales às 17:27
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numa esquina perto de si

As probabilidades de acontecer uma vez são quase nulas; a segunda parece impossível. O mesmo activista da EFF (Electronic Frontier Foundation), uma ONG dedicada às liberdades e direitos digitais, foi apanhado duas vezes pelo mesmo sistema que critica em nome da defesa dos direitos privados dos cidadãos. A primeira foi aqui há uns anos, fotografado por um serviço da Amazon à porta dos escritórios da EFF, fumando um cigarro que teimava em esconder da família. A segunda foi agora pelo novo "vista-de-rua" do Google. A imagem parece inocente mas nem por isso este advogado abdicou da sua defesa. O Google recuou e já retirou a imagem.

Agora imaginem ver-se assim, ou assim...

[A história original na Wired aqui e um top de street-view sightings aqui.]


publicado por Filipe Calvão às 06:52
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007
O doce charme do voyeurismo
Questionada na última edição da "Sábado", Maria Filomena Mónica volta a defender o que já tinha dito à "Focus": “devíamos conhecer as questões intimas dos deputados”. O propósito para chafurdar um pouco mais na privacidade das figuras públicas, como sempre, vem recheado das melhores intenções. Como as pessoas não votam só nos partidos, devemos ter a possibilidade de saber se estamos a escolher um “homem íntegro, isto é, se põe em prática o que defende”.

Um gay que se oponha aos casamentos entre homossexuais deve ser denunciado publicamente, argumenta, candidamente, Filomena Mónica. O exemplo é o retrato acabado do disparate que propõe. Para além da caução intelectual do voyeurismo, Filomena Mónica parece acreditar que há uma transposição mecânica das nossas opções privadas para as nossas posições políticas. Não há, e quem acredite que somos todos seres planos e certinhos revela uma visão bem redutora da complexidade humana.

Depois, convém perceber que não há nenhuma actividade mais escrutinada que a política. Quando é o nosso futuro colectivo e o dinheiro dos contribuintes que está em jogo é bom que assim seja. Mas que seja escrutinada pelo que tem de relevante e é do interesse público. Fora isso só pode contribuir para uma sensação de nojo colectivo, o reforçar da ideia de que “são todos iguais”.

Acreditar que uma pessoa, qualquer ela, cuja vida seja vasculhada e revirada de fio a pavio pode ficar longe da lama tem tanto de disparatado como de ingénuo. As campanhas negativas nos EUA, de que os americanos são os primeiros a estar fartos, são o exemplo acabado de onde esta descida ao abjeccionismo inevitavelmente desemboca. As últimas eleições, com o “menino guerreiro”, entre mulheres, a acusar outro candidato de gostar de outros colos, ou esta “notícia” do "24 Horas", sem sentido nenhum e em que todo o texto desmente o título e a relevância da mesma, são um bom exemplo do que ainda podemos esperar no nosso país. Tudo em nome da transparência, porque, como diz Filomena Mónica, “as águas turvas não estimulam a política”.

Se é pela virtude e pelo exemplo moral que se deve seguir a pretensão de Maria Filomena Mónica, porque razão determo-nos nos políticos? Os médicos devem ser um modelo cívico de higiene e saúde. Porque não sabermos se o nosso médico fuma, bebe ou sai à noite? E os professores, que educam os nossos filhos, porque não sabermos os detalhes íntimos de cada um deles? As hipóteses são inesgotáveis. Maria Filomena Mónica, que é professora, podia começar por dar o exemplo. Ah, esperem lá, já o fez.
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publicado por Pedro Sales às 00:20
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Sábado, 16 de Junho de 2007
decalage

15 Janeiro 2005 (bbc)

14 Junho 2007 (DN)

A 'notícia' reapareceu um pouco por todo o lado a 8 de Junho a partir de uma reportagem da estação local CBS 5, Califórnia. De repente toda a gente se lembrou que seria uma "bomba gay." Mas nem a isso o jornalista do DN faz referência, é mesmo um atraso de 2 anos. E mais uns dias. (links nas imagens)


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publicado por Filipe Calvão às 23:37
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Um milhão de razõe$ para ser verde


O Partido Popular recebeu um milhão de euros, de 4000 doadores a quem a Polícia Judiciária não consegue descobrir a identidade. Apesar de só terem sido facturados em 2005, curiosamente todos os donativos foram efectuados nos últimos dias de 2004. A nova, e mais apertada, lei de financiamento dos partidos políticos entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 2005...

"A PJ suspeita que a verba de um milhão de euros é uma contrapartida do GES ao despacho com que três ministros do Governo anterior - Costa Neves (PSD), Nobre Guedes e Telmo Correia (CDS) - viabilizaram o empreendimento "Portucale", a quatro dias das eleições legislativas de 20 de Fevereiro de 2005.">

Percebe-se, agora, o súbito interesse de Paulo Portas no discurso sobre o ambiente.Its good to be green.

publicado por Pedro Sales às 19:20
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007
Grand Theft Auto


Foi-se um CD do Zeca e outro de Marley, foi-se o pára-choques e a máquina de café que andava há três meses no porta-bagagens. De volta vieram quatro CD´s de hip-hop local, um desodorizante, um brinco de diamantes falso e um charuto barato.

Dizem-me que não fiquei a perder nesta permuta a que todos os envolvidos chamam Grand Theft Auto. O puto, principiante de 16 anos, foi apanhado no seu gueto enquanto dormia no meu carro. Três dias depois de o levar sem me pedir. We'll lock this one up, dizem-me. É suposto ser o meu minuto de glória no sistema.

16 anos passados no que resta da pior engenharia social de Chicago, será só mais um a juntar às gerações negras que preenchem as prisões dos EUA. Um em cada cinco jovens negros está encarcerado (vs. 1 em 104 para jovens brancos, ver aqui). Também sei para onde será levado: caminhará exactamente pelos corredores que este vídeo mostra (ver parte 2 aqui).

E quando penso nisto, penso que já vi tudo isto antes. Em Portugal, nesses mesmos guetos
de "habitação social", onde vivem os pedreiros que constroem Lisboa e as mulheres que limpam a imundice de séculos. E porque já conheço essas histórias - e as dos seus filhos - hoje de manhã telefonei e retirei a queixa-crime.

Drop the charges, please. Assim, sem glória.


publicado por Vasco Carvalho às 18:04
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In god we trust


Uma recente sondagem Gallup indica que a maioria dos norte-americanos não concorda com a teoria da evolução, acreditando que foi Deus quem criou a espécie humana, na sua forma actual, há qualquer coisa como 10000 anos.

Esta teoria tem o apoio de 7 em cada 10 eleitores republicanos, o que ajuda a explicar porque razão, num dos último debates das primárias deste partido, três dos candidatos rejeitaram a teoria da evolução. Depois de Bush, o partido Republicano parece estar disposto a candidatar mais uma personagem de ficção: o vizinho dos Simpsons.

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publicado por Pedro Sales às 12:51
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Obama fan club


De Red and Blue states, as eleições americanas passam para o R&B. Esta deverá ser a primeira balada romântica que consegue juntar na mesma frase C-SPAN com crush on Obama. Mas tem mais: "You're into border security, let's break this border between you and me, universal health care reform...it makes me warm...".
Mais uma para a história da campanha youtube, 100 milhões de vídeos todos os dias. No blog do NYTimes falou-se aqui da Obama Girl.
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publicado por Filipe Calvão às 09:05
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Quinta-feira, 14 de Junho de 2007
O homem do talho


A Directora Geral da Educação do Norte suspendeu um professor porque este disse umas piadas sobre o currículo do primeiro-ministro. Hoje, passadas três semanas, dá uma entrevista ao DN alegando que o assunto está a ser empolado para perseguir politicamente o governo e porque ela é mulher (!?). De resto, tudo normal. Fez o que faria qualquer dono de um talho que fosse insultado por um funcionário.

Pois. Charrua é suspenso porque não percebeu que ”José Sócrates, além de cidadão é o primeiro-ministro de Portugal”, e, para defender este invulgar castigo, o melhor que Margarida Moreira tem para dizer é comparar o cargo do primeiro-ministro com a gestão do “talho lá da sua rua”.

Fica por esclarecer, quem sabe se em próxima entrevista, é se nesse talho os funcionários têm que fazer um exame de inglês técnico.



publicado por Pedro Sales às 18:07
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E o feriado, também dá para repetir?
RTP pede desculpas a Cavaco e vai repetir transmissão do 10 de Junho no domingo.
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publicado por Pedro Sales às 17:40
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Este estabelecimento não tem livro de reclamações


Filipe, vamos lá a ver se nos entendemos, o blogue começa quando começar e este estabelecimento não tem livro de reclamações. Isto começa bem. Devemos ser o primeiro blogue que tem discussões internas ainda antes de começar.

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publicado por Pedro Sales às 17:14
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007
meninos bem comportados
está tudo com medo de começar? Para zero de conduta isto tresanda a respeitinho...
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publicado por Filipe Calvão às 02:22
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Zero TV
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