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Zero de Conduta

Zero de Conduta

27
Jun07

Depois de estar assinado e em vigor, toda a gente vai poder dizer o que pensa.

Pedro Sales
José Sócrates acabou de defender, no Parlamento, que “o nosso objectivo é claro: não perder a dinâmica do acordo alcançado em Bruxelas e aprovar o mais depressa possível um novo Tratado para a União Europeia”.

Uma coisa muito importante, está bom de ver, mas que o primeiro-ministro considera que não dá para referendar antes de estar assinado. Como está, e apesar de já toda a gente o conhecer, não dá, não vá o pessoal lembrar-se de lixar a “dinâmica de Bruxelas”.
27
Jun07

Tudo em família

Pedro Sales


Michael Corleone, "The Godfather", 1972

A CIA desclassificou ontem, e colocou na internet, o famoso dossier sobre as "jóias da família". O documento, que cobre as operações ilegais efectuadas pela CIA de 1950 a 1970, descreve como a agência norte-americana se infiltrou nos movimentos contra a guerra, raptou os seus activistas, escutou e perseguiu jornalistas e…John Lenon.

Mais interessante, revela os pormenores das tentativas de assassinato de líderes de outros países, incluindo Fidel Castro. Porque o poder nunca mete as mãos na porcaria, contrataram o "sucessor de Al Capone", e líder da Cosa Nostra de Chicago, para fazer o trabalho sujo. É o problema do pré-pagamento. Paga-se e nunca se sabe se vamos ser bem servidos.

27
Jun07

O Canadá, esse pesadelo da burocracia socialista

Pedro Sales
A poucos dias de estrear o mais recente documentário de Michael Moore, Sicko, e os liberais cá do burgo já andam na net à procura de textos internacionais que desmintam os seus pontos de vista a favor de um sistema público de saúde. O Insurgente descobriu o argumento que faltava para nos mostrar que um sistema público funciona pior do que um exclusivamente privado: as listas de espera para cirurgia, no Canadá, são um inferno. Quatro meses, é este o tempo médio que os pobres dos canadianos têm que esperar se tiverem que tirar a vesícula ou ser operados à hérnia.

O problema, e é isso que parece escapar ao André Azevedo Alves, é que nos EUA, quem não tem posses para ter um seguro privado de saúde e precisa de fazer um Tac ou tirar a vesícula, não espera 4 meses para ser operado: fica em casa à espera de melhoras e que o problema passe. Se a doença for terminal, pode ser que até se arrume o assunto em menos de 4 meses. No Canadá, ou em Portugal, é operado.

Tenho uma dura revelação para si, André. Eu sei que é chocante, e até injusto, mas o mundo não foi só feito para os poucos que têm posses para recorrer à medicina privada, e, repare lá, o Sistema Nacional de Saúde também não.
26
Jun07

Um partido com agenda.Os editoriais de Fernando Madrinha

Pedro Sales
A edição de sexta-feira do Courrier Internacional tem um dossier dedicado à cannabis, considerando que chegou ao fim “o mito de que a marijuana é inofensiva”. No editorial (que já abordámos aqui e aqui), Fernando Madrinha defende o fim das políticas de despenalização que têm sido seguidas um pouco por toda a Europa. Quatro dias depois, Telmo Correia encerrou as jornadas parlamentares do PP defendendo a reavaliação da lei que discriminalizou o consumo de drogas há sete anos.
26
Jun07

Big Show Berardo

Pedro Sales
O Estado Português entregou ontem a maior sala de exposições do país a Joe Berardo e à sua colecção de arte contemporânea. Se este foi um negócio que deixou extremamente satisfeito o omnipresente Berardo, mais estranho é o contentamento efusivo da ministra ou do primeiro-ministro.

O acordo assinado é uma desgraça para os contribuintes. Nem a manutenção da colecção em Portugal - aparentemente a principal razão para a conversão do CCB em museu Berardo – fica assegurada com este acordo. Não há a mínima garantia de que o Estado possa adquirir a colecção daqui a dez anos, como o próprio Berardo já admitiu ao Expresso. “O Estado compromete-se, desde já, a comprar a minha colecção, se eu quiser vender”.

 Tudo se resume a isto. O Estado compra, se Joe Berardo quiser vender.

Entretanto, 
os custos de manutenção, conservação, restauro e seguros ficam todos a cargo do Estado que cede, ainda, toda a área de exposições do CCB a custo zero. Em 2007 são três milhões de euros, mais os 250 mil anuais para a ampliação ao acervo. Se, daqui a 10 anos, o Estado não comprar a colecção, nem por isso pensem que Joe Berardo nos vai dedicar umas simpáticas palavras pelas dezenas de milhões de lhe demos para valorizar a sua colecção.

Fica uma última objecção. Esta medida compromete seriamente a autonomia de exposições do CCB, limitando a inserção deste no circuito internacional de exposições. Para quem duvida, recomendo a leitura deste documento, assinado há uns meses por Mega Ferreira, e no qual a direcção do CCB reconhece que a principal consequência do acordo é a “perda de autonomia de programação do Centro de Exposições e a redução do leque das suas actividades directas, admitindo mesmo que “pode vir a ter que proceder a uma significativa redução dos recursos humanos actualmente disponíveis, em consequência da redução de outras actividade que o citado acordo Celebrado entre o Estado e o Sr. José Berardo venha a impor”. Por agora, fechou já as portas ao centro de formação.
26
Jun07

Fernando Trapalhão

Pedro Sales


Excertos da entrevista de Fernando Negrão ao Rádio Clube Português


Fernando Negrão está preocupado com a situação das empresas municipais e, garante-nos, tem um plano para acabar com o desperdício. Extingue o IPPAR, porque este foi incapaz de garantir habitação a preços reduzidos, e está preocupado com os problemas de abastecimento de água à capital causados pela ineficiência da EPUL.

Curiosamente, poucos segundos antes de nos brindar com a sua ostensiva ignorância, Negrão garantia que, com ele na Câmara, a competência será o único critério a presidir às nomeações. Eu, por mim, apenas estou à espera que os lisboetas sigam o mesmo critério e que não deixem este homem ocupar um cargo para o qual já deu suficientes sinais de não ter a mínima preparação.

Depois de Santana, Carmona e Fontão, será que Marques Mendes não percebe que já deveria estar na altura do PSD parar de insultar os lisboetas e arranjar um candidato a sério, e não alguém que parece ter ouvido falar de Lisboa no guia turístico que comprou na free shop do aeroporto?

25
Jun07

Tabu

Vasco Carvalho

Com entrada directa para os anais da parolice, a chegada ao "pelotão da frente" foi anunciada com toda a pompa aquando da entrada na zona-euro. O euro enquanto desígnio nacional cumprido tornou-se a metáfora do país moderno, decidida e finalmente europeu.

Cinco anos passados, a discussão dos efeitos do euro na crise nacional é nula. A solução do quase-engenheiro passa, aparentemente, pela terapia de choque-tecnológico. Enquanto o país espera pelos tão ansiados volts, um dos doutores do MIT contrapõe: com Portugal no contexto da zona-euro, não há, nem haverá nada a esperar.

O sumário executivo é simples: Portugal está sumamente lixado. O sprint do ciclista tuga deixou-o sem fôlego e o catarro começa a incomodar. Mas isso, tal como a maioria dos problemas nacionais é tabu. Afinal, quem é que quer confrontar o facto de o euro estar a asfixiar a economia portuguesa? Ninguém?

Pois, era o que eu pensava.
25
Jun07

Kentucky e Portugal, a mesma luta

Filipe Calvão

Os Pibs que o PIB tem. Um mapa dos Estados Unidos a que cada estado corresponde uma economia estrangeira (comparados por PIB e, parece-me, alguma semelhança geográfica -- por exemplo Coreia e Florida). Tem muitos muitos problemas (a comecar nas principais ausências: UK, Itália, Espanha, China etc; a continuar nas nuances que o PIB não mostra). Mas serve bem para mostrar o quanto cabe em 13 triliões de dólares. Via aqui (com uma boa discussão nos comentários sobre estes números, havendo quem sugira que Portugal está antes com o Louisiana), por sua vez daqui e aqui. (blog norueguês que usou o mapa para explicar o lugar ocupado no mapa pela Noruega).

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