Terça-feira, 29 de Abril de 2008
O Youtube, não se esqueçam de procurar no Youtube
Um puto de 18 anos, com pinta de Bruce Lee e notório mau humor, mandou dois polícias para o hospital a toques de pontapé, e foi o suficiente para montar o cenário para mais uma overdose comunicacional sobre o aumento da insegurança e a necessidade de mais efectivos policiais. Alguma alminha caridosa faça o favor de colocar este vídeo no Youtube que é para termos a certeza de que temos o próximo mês por conta da crise de autoridade das polícias. Assim, em seco, é mais difícil manter o sensacionalismo.


publicado por Pedro Sales às 19:42
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Domingo, 27 de Abril de 2008
retratos da crise (1)

Come to think of it, I'm thrilled to be
anywhere with high ratings these days.


Bush, com a popularidade muito por baixo, aparece no Deal or No Deal  para desejar sorte a um soldado condecorado - voluntário, purple heart, três comissões no Iraque, ultimate american - que arrisca tudo por um jackpot milionário que pague a casa dos pais (lindo). O episódio foi um flop, 27% abaixo da audiência média do programa.
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publicado por Vasco Carvalho às 07:37
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Ninguém põe a VISTA em cima destas coisas?

Há dois dias que este vídeo, gravado por quadros do departamento comercial da Microsoft para promover a primeira actualização do seu novo sistema operativo, é o maior sucesso do Youtube. Compreende-se. A coisa é tão grotesca que resume bem como o mau gosto sobrevive como a cultura institucional da empresa que equipa (sabe-se lá como e porquê) 95% dos computadores mundiais. Ao pé disto, os já famosos anúncios da Apple a gozar com os cinzentismo aborrecido dos produtos da Microsoft até que são bem simpáticos para a empresa de Bill Gates.

publicado por Pedro Sales às 13:28
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Sábado, 24 de Novembro de 2007
O telelixo pode matar

Svetlana é a mais recente vítima da violência doméstica em Espanha. Tendo aceite participar numa espécie de Fiel ou Infiel (o Diário de Patrícia, no canal Antena3), julgava que ia encontrar um desconhecido em directo. O que esta jovem russa não sabia, porque a produção nunca lhe disse, foi que quem iria encontrar no programa para a pedir em casamento era o seu ex-noivo. O mesmo que já tinha denunciado às autoridades pelos maus-tratos que lhe infligia e que, por isso mesmo, tinha cumprido 11 meses de pena de prisão. Depois de ter recusado o pedido de casamento, em directo, foi assassinada pelo seu ex-noivo.

O assunto está a agitar Espanha, onde uma recente sentença judicial reduziu a pena de um agressor que apunhalou a mulher depois deste ter alegado que se tinha sentido humilhado ao ver a mulher no mesmo programa. Em resposta às crescentes pressões para a regulação destes reality shows, os outros canais televisivos já disseram estar do lado da Antena 3, mostrando que serão sempre incapazes de se autoregular e parar enquanto sentirem que a morbidez e o apetite pelo “caso da vida” pode valer umas décimas de audiência extra. As pessoas vão porque querem, dizem os defensores do programa. Certo. Mas uma coisa é pensar ser surpreendida por um desconhecido num estúdio de televisão. Outra, bem diferente, é encontrar a pessoa que a agredia sistematicamente e que já cumprido pena por isso.

Será sempre possível encontrar alguém disposto a humilhar-se, e a expor a sua intimidade perante milhões de pessoas, porque é a única forma de aceder ao panteão dos “famosos”. Mas isso não basta. As televisões precisam que a surpresa seja real. Que exista fúria e decepção, sem pensar que o despeito e a humilhação pode ter consequências imprevisíveis. A escalada do telelixo é assim. O espectador não exige só cumplicidade e viver uma vida de substituição. Quer adrenalina e emoções novas e a produção destes programas manipula e mente até onde for necessário para dar o que o público quer e exige. Pouco importa que, terminado o programa, existam duas pessoas que têm que viver a sua vida. O que acontece depois de desligadas as luzes do estúdio não dá audiências. Se alguma coisa acontecer é só mais um "caso da vida", onde, com toda a certeza, ainda vai a câmara da noticiário do mesmo canal registar a comoção para encher o noticiário da noite.

A violência doméstica é um dos principais temas em Espanha. Só este ano, já foram assassinadas 69 mulheres pelos seus maridos ou companheiros. Mas, se em Espanha o assunto é discutido e merece ampla cobertura mediática, o que dizer do nosso país onde, com uma população quatro vezes menor, só no ano passado foram mortas 39 mulheres. Os portugueses só acreditam que Portugal é um país de brandos costumes porque não discutem e não questionam os seus costumes.
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publicado por Pedro Sales às 18:29
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