Domingo, 3 de Agosto de 2008
É preciso topete

"Durão Barroso critica elites de Portugal por não terem espírito de serviço". Esta surpreendente revelação, efectuada pelo homem que trocou o compromisso assumido com os portugueses mal lhe acenaram com uma carreira "lá fora", teve lugar na gala da Odisseia de Talento The Star Tracking, onde os participantes estão proibidos de "falar mal de Portugal". "Proudly Portuguese", dizia o "discreto pin para as lapelas oferecido à entrada". Durão Barroso tinha um, claro.



publicado por Pedro Sales às 10:26
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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008
A Manelinha e o Manelinho é que sabem quais são as boas famílias

“O que ali vemos são sinais de disfunções que devem ser encaradas sem complexos. Por exemplo, quantas famílias monoparentais existem? Será o seu número desproporcionalmente maior nas comunidades africanas?” José Manuel Fernandes, num sintomático editorial que pode ser encontrado aqui. (via womenage a trois).



publicado por Pedro Sales às 12:45
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José Manuel Fernandes, o intelectual do jornalismo Lux

A penúltima edição da Lux garantia, à largura de toda a capa, que “Paulo Sousa não quer saber dos filhos”, pois “só tem olhos para a filha de Cristina Moller”. A acompanhar o lixo do texto, a revista colocava uma foto da filha da apresentadora de televisão e outra com o ex-jogador abraçado a Cristinina Moller. Nem é preciso discutir as questões deontológicas levantadas pelo “jornalismo” absolutamente miserável desta revista, mas não deixa de ser espantoso constatar como, num registo mais sofisticado, e sem levantar o dedo acusatório a ninguém, José Manuel Fernandes estende o anátema a todas as famílias monoparentais. Sem papá e mamã, mesmo que passem a vida a discutir à frente do(s) rebento(s), são disfuncionais. O mesmo director do Público que passa a vida a assinar editoriais contra o carácter impositivo da esquerda, e a pretensa superioridade moral daqueles a quem classifica como “bonzos”, dedica-se agora a definir quais são as famílias saudáveis e as que resultam de uma qualquer disfunção. Esta visão ahistórica da família, que não anda muito longe da de Ferreira Leite, demonstra bem o conservadorismo radical de muitos dos ideólogos liberais cá do burgo.

 

PS: Se José Manuel Fernandes quisesse saber o que é que representa um carácter verdadeiramente disfuncional na vida das pessoas, independentemente das famílias serem ou não monoparentais, talvez não fosse má ideia passar dois minutos a pensar nas consequências das propostas de desregulação e aumento do horário de trabalho pelas quais sistematicamente faz campanha. Que o CDS, auto-intitulado defensor da família, seja o único partido que, entre nós, apareceu a defender a semana de trabalho de 65 horas, diz muito sobre as verdadeiras preocupações familiares da direita.



publicado por Pedro Sales às 12:44
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
homem de estado, nascido para o poder

imagem Kaos

 

o nosso primeiro (notícias das Beiras via raiva escondida)



publicado por Vasco Carvalho às 08:24
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
Começou

Os "barões" do PSD já criticam abertamente a liderança de Ferreira Leite. Nunca se pensou foi que fosse Pacheco Pereira a abrir as hostilidades, mas tudo o que o prolixo colunista escreve sobre a crise do transportes, e a inacção de “toda a gente”, assenta que nem uma luva a Ferreira Leite, líder do maior partido da oposição e que parece encontrar-se há mais de uma semana em parte incerta a assistir impavidamente à crise dos combustíveis.



publicado por Pedro Sales às 17:43
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Terça-feira, 25 de Março de 2008
Olha, olha os anti-americanos já chegaram à televisão nos States

O Daniel Oliveira responde
, ponto por ponto, ao artigo em que Pacheco Pereira se queixa de mais uma perseguição sofrida pela sua pessoa. Depois dos falsos blogues pornográficos, apenas criados para o destituírem do lugar cimeiro que merece na bloga lusa, Pacheco Pereiro é agora importunado pelo “delito de opinião [que] é ter estado a favor da invasão do Iraque e é particularmente agravado nos casos raríssimos em que se continua a estar a favor, esses então de reincidência patológica que justificam prisão e banimento.”

Pacheco Pereira recorre à preguiça intelectual que já conhecíamos do tempo da guerra, reduzindo todas as críticas ao falhanço da estratégia da administração Bush como um sintoma do anti-americanismo militante próprio do Bloco, "muitas vezes secundado pela voz de Mário Soares". Como se percebe, só mesmo um anti-americano primário é que não percebe a genialidade de uma estratégia que considera o Irão como parte do “eixo do mal”, lançando-se numa guerra para destituir o único regime com força para limitar a sua influência como potência regional. Mas não, Pacheco Pereira sabia que a guerra fazia sentido e que nunca foi por causa das armas de destruição em massa, nem da ligação de Saddam com a Al-Quaeda. Era tudo uma questão geopolítica para levar a estabilidade à região. Para além de estar na cara que essa estratégia foi mais um "sucesso" do legado de Bush, Pacheco Pereira oferece-nos uma exemplar confissão sobre o carácter instrumental da verdade e confiança assumem na sua visão da política, Não há dúvida, as lições do passado são mesmo as mais difícies de esquecer.

publicado por Pedro Sales às 20:06
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Domingo, 16 de Março de 2008
F for fake

O dia da vergonha tem cinco anos.


publicado por Pedro Sales às 23:29
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
As novidades chegam sempre atrasadas à província

"A universalidade e gratuitidade deste tipo de serviços - saúde, educação e segurança social -, é exactamente aquilo que é insustentável. É a ideia do modelo social europeu. É completamente insustentável". Pacheco Pereira, balanço de 2007 para o Expresso.


Não deixa de ser curioso que a assumpção liberal de Pacheco Pereira ocorra precisamente quando, do outro lado do Atlântico (e no único país industrializado onde se quebrou o mito da universalidade e gratuitidade deste tipo de serviços), todos os candidatos presidenciais se esforçam para apresentar planos que, de uma forma ou de outra, garantam cuidados de saúde aos 46 milhões de cidadãos que não têm direito a qualquer assistência, pública ou privada. O fim da universalidade e gratuitidade deste tipo de serviços tem vítimas. E quando Pacheco Pereira diz que o modelo social europeu é insustentável, não deve ter perdido muito tempo para reparar que os EUA, despendendo percentualmente o dobro de qualquer outro país, têm piores indicadores de saúde e deixam um sétimo da sua população ao abandono. O mesmo na educação, onde os eleitores americanos têm sistematicamente rejeitado em referendo a introdução do cheque ensino, e, no único estado onde este se encontra em vigor, os custos públicos com a educação têm disparado descontroladamente.

Se é assim nos EUA, imagine-se as consequências sociais de colocar um ponto final na universalidade dos cuidados de saúde ou educação, num país com dois milhões de pobres e onde o Estado considera rica qualquer família que se governe com dois mil euros por mês. Insustentável é esta lógica liberal, assente na sistemática campanha contra os serviços sociais prestados pelo Estado, e que nos quer fazer crer que é inevitável o fim da universalidade das prestações sociais, porque sim. Insustentável, porque é uma violência social, e insustentável porque não tem nenhuma sustentação nos factos e nos números.

Leitura recomendada: The Free Market: A False Idol After All?, no New York Times.

publicado por Pedro Sales às 11:01
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
E, enquanto não escavarem todo o deserto, ninguém me convence do contrário
José Pacheco Pereira - na Sábado, e sem link que é por causa das coisas - sobre as armas de destruição massiva no Iraque: "Eu próprio não tinha dúvidas sobre a sua existência e certamente por não querer dar o braço a torcer, que não é a minha escola, ainda não estou inteiramente convencido sobre o que é que lhes aconteceu".

publicado por Pedro Sales às 23:21
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
Acção Global pelo Abrupto
Pacheco Pereira está indignado. Parece que há «falsos blogues pornográficos» (ainda se fossem verdadeiros) que aparecem à frente do Abrupto em rankings falsificados, e que se montou uma cabala para «evitar que o Abrupto apareça sempre nos primeiros lugares». Pior,é «prática deliberada de muitos blogues» «fazerem ligações a tudo menos ao Abrupto». Cientes da enorme injustiça e clima de perseguição, o Arrastão e o Zero de Conduta avançam com uma campanha na Blogosfera. No dia 23 de Novembro vamos todos linkar para Pacheco Pereira. Vamos todos ajudar o Abrupto. Associa-te a esta campanha.

publicado por Pedro Sales às 22:52
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Domingo, 18 de Novembro de 2007
Atenção, ele é que é o Perouuuzidente da Juncta
O Abrupto “incomoda muita gente”, diz Pacheco Pereira, alertando-nos para os “truques do ofício” utilizados “para arranjar listagens com critérios "subjectivos" que forneçam rankings diferentes”, “na maioria dos casos com o evidente objectivo de evitar que o Abrupto apareça sempre nos primeiros lugares”. É uma vergonha e uma falta de respeito a todos os títulos censurável. Vamos lá a ver se nos entendemos de uma vez por todas. Se o Al Gore inventou a internet, o Pacheco Pereira inventou a blogosfera em Portugal.

O lugar de Pacheco Pereira é sempre o primeiro. Assim é há quatro anos, lembra-nos. Depois de ter sido perseguido por impiedosos hackers, agora é a blogofera que o não entende. Os outros blogues não linkam para o abrupto, garante Pacheco. Mas, mesmo assim, a prova provada de que o Abrupto é o primeiro, e que é vítima de uma conspiração para o retirar do lugar que é seu e só seu, é que o nome de Pacheco Pereira aparece mais vezes nos motores de busca do que o próprio blogue. Escrevendo o prolixo autor na Sábado, Público e tendo um programa na Sic Notícias é, de facto, muito estranho que assim seja. Como todos sabemos, a janela para o mundo com poemas matinais que dá pelo nome de Abrupto, é um blogue perseguido. Marginal, quase. Não aparece constantemente nos jornais, televisões e rádios. Não, nada disso. Pacheco é um proscrito. Ele, pelo menos, parece acreditar nisso. É melhor dar-lhe razão. Não se vá ele embora com a bola e acabe a brincadeira mais cedo.

publicado por Pedro Sales às 23:14
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Sábado, 27 de Outubro de 2007
one-hit dubbers


Anthea and Donna, Uptown Top Ranking (1978)
Aqui para melhor som; aqui para mais sobre o duo.


publicado por Vasco Carvalho às 05:53
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007
Porreiro, pá (já não temos que aturar os polacos e metemos o referendo na gaveta)


publicado por Pedro Sales às 20:17
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Domingo, 30 de Setembro de 2007
Afirma Pereira que é um delito de opinião
Um dos skinheads que vandalizou o cemitério judeu, num inqualificável acto anti-semita, consta no processo no qual são acusados mais de 30 skinheads nacionais, por crimes como a posse ilegal de armas, agressões, ameaças, insultos, sequestros, distribuição de propaganda nazi e discriminação racial. O mesmo processo pelo qual Mário Machado se encontra em prisão preventiva e que, segundo Pacheco Pereira, “aponta para razões puramente políticas, o que é inadmissível numa democracia”. De resto, acrescenta, Mário Machado apenas "é acusado de incitar ao ódio racial, algo que em países genuinamente liberais não é crime nem sequer delito de opinião".

Pacheco Pereira vive obcecado em provar a correlação entre a violência da extrema-direita e da extrema-esquerda, até porque, segundo o próprio, esta última é desvalorizada socialmente pelos meios de comunicação. Para que a tese funcione tem que desvalorizar os crimes dos skinheads, como faz com Mário Machado, e reagir em catadupa sobre a alegada complacência perante a destruição dos “verdeeufémios”. Não foi por acaso que passou metade do mês de Agosto a escrever post sobre post sobre a destruição de um hectare de milho em Silves. Para quem tinha dúvidas sobre a motivação de Pacheco Pereira, bastaria esta citação: o que está esclarecido mostra nonchalance face à violência da extrema-esquerda, correlativa da excitação com a extrema-direita (tenho a certeza que Sócrates já teria aparecido a "acalmar" o povo se o incidente viesse da outra extrema). Como se vê, não só Sócrates não falou, como a imprensa não dedicou um décimo do destaque que concedeu ao campo de milho de Silves. E Pacheco continua calado.

publicado por Pedro Sales às 15:49
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Solidariedade Inter-Blogues
Pacheco, amigo, a malta está contigo.


publicado por Vasco Carvalho às 05:30
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Sábado, 15 de Setembro de 2007
Euro Trash Friday


publicado por Vasco Carvalho às 00:32
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007
Os velhos hábitos são os mais difíceis de deixar
Comissão Europeia quer bloquear sites que façam referência a palavras como bomba e terrorismo (na fotografia, Durão Barroso, em 1975, encabeça uma manifestação do MRPP contra a prisão de Arnaldo Matos).

China bloqueia 10% dos sites da internet.

publicado por Pedro Sales às 16:58
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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
Com a verdade me enganas
O Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa considerou "não se verificarem, por ora, os pressupostos que fundamentam a abertura de inquérito criminal" ao financiamento ilícito da Somague ao PSD. Uma situação que se poderá alterar se "forem conhecidos, por qualquer via", novos elementos. Isto é, se a imprensa descobrir qualquer coisa, o DIAP preocupa-se com o assunto. Assim, como está, adormece no segredo dos deuses e espera-se que não chamusque ninguém graúdo.

Curioso é que, o mesmo Marques Mendes andou dias a dizer que não sabia sobre o assunto, respondeu em poucos minutos dizendo que é uma “boa notícia” que prova que não houve qualquer intenção nem qualquer comportamento de natureza criminosa no financiamento do seu partido. Bom jogo de palavras para tentar desvalorizar o sucedido e esconder o óbvio. É que o comportamento só não teve uma “natureza criminosa” porque ocorreu em 2002 - coisa que Marques Mendes sabe muito bem -, porque se tivesse lugar nos dias que correm era isso mesmo:“um comportamento de natureza criminosa”. Mudam-se as leis, mudam-se os “comportamentos”.

publicado por Pedro Sales às 18:42
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Sábado, 18 de Agosto de 2007
estranhamente viciante, a musiquinha

Wiki-Man, Billy Reid em www.verytasteful.com

publicado por Vasco Carvalho às 20:20
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Domingo, 22 de Julho de 2007
Dilemas Socráticos: Mugabe
Conselho politicamente correcto:
"Welcoming their tormentor to Lisbon for the sake of a jamboree would be a corresponding disgrace", The Economist, July 5th.

Conselho do cardeal conselheiro:
"Seja como for, a Europa não pode "perder" a África...," Causa Nossa, 29 Junho

Conselho de seus homólogos:
"I’ll stay away from the summit if Mugabe goes," Times July 15th


Conselho Zero de Conduta:
Zé não leves isto tão a sério. Relaxa. Olha, podias levantar-te na cimeira e cantar assim



publicado por Vasco Carvalho às 21:12
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