Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008
O partido sou eu

O secretário-geral do PP, João Almeida, diz que as demissões no partido “estão a merecer análise” e que estão a ponderar reunir a direcção para analisar as demissões, que, por enquanto, se mantêm numa "esfera interna". Paulo Portas é bem capaz de ter razão. Com uma direcção que se entretém a discutir demissões que tiveram lugar há um ano, em vez de se preocupar com as informações que lhe foram sonegadas pelo líder do partido, o mais avisado mesmo é não levar a sério a ficção de que existe alguém que conte no PP que não dê pelo nome de Paulo Portas. Mais complicado é acreditar que Paulo Portas ainda conte para alguma coisa. Mas isso são outras contas.



publicado por Pedro Sales às 15:43
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008
O Paulinho dos tribunais

Paulo Portas vai hoje ser entrevistado por Constança Cunha e Sá na TVI. Se é verdade que a “moção de censura construtiva” não me diz nada, a não ser a perplexidade causada pela ideia de censurar um governo porque este não aplica o programa de um partido com 7% dos votos, ainda considero que a entrevista pode ser muito pertinente. Basta que Constança Cunha e Sá não se esqueça de perguntar a Paulo Portas o que é feito do processo que o líder do PP anunciou, vai para um ano, ir instaurar ao Estado por alegada violação do segredo de justiça. Como foi este o único resultado visível da famosa reflexão do PP depois da derrocada eleitoral em Lisboa, e nunca mais se ouviu falar do assunto, não quero acreditar que tudo não tenha passado de uma manobra de diversão de Paulo Portas...



publicado por Pedro Sales às 19:29
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007
Parem as máquinas. Salário mínimo impede patrões de pagar 200 euros a portugueses poupados e com av
A Juventude Popular diz que a fixação de um salário mínimo "atrasa a economia". "Este preço mínimo tem dois efeitos muito claros no mercado de trabalho: impedir de trabalhar quem estiver disponível para trabalhar por valor inferior a esse preço", diz. Exacto. É mesmo por isso que deve existir um referencial salarial mínimo: para conferir uma vida minimamente digna a quem trabalha e impedir a degradação do valor do trabalho. Dumping social, alguém no Caldas ouviu falar de dumping social?

Por outro lado, acrescenta o documento, a fixação de um valor mínimo "impede de operar todas as empresas e serviços que não tenham a capacidade de remunerarem aquele montante". Se não conseguem pagar, por um mês de trabalho, o mesmo que custa o arrendamento de uma qualquer casa em Lisboa ou Porto, então talvez esteja mesmo na altura de fecharem as portas.

"Não nos assusta o tradicional receio/argumento de que sem o salário mínimo as empresas irão pagar ainda menos", refere o comunicado, sublinhando que "o paradigma da competitividade baseada nos baixos salários já mudou". Em que ficamos? Mas, então, não existem empresas e serviços que não têm a capacidade "de remunerarem aquele montante"? É assim tão difícil escrever cinco parágrafos sem se contradizerem?

"Acreditamos na liberdade contratual entre empresas e funcionários sem que o Estado imponha um salário". Pois. E a mãe do Bruno Pidá acredita que ele é um menino de coro. Num país em que existem dois milhões de pessoas que, mesmo trabalhando, continuam pobres, declarações como estas são enternecedoras. O PP acredita. Que não lhes falte a fé.

PS: Também sobre o salário mínimo vale a pena ler o que dizem os ladrões de bibicletas, aqui e aqui.

publicado por Pedro Sales às 18:53
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007
O copista
Sintomaticamente, a pergunta mais pertinente sobre a pilha de documentos digitalizados por Paulo Portas foi feita por um ex-dirigente do PP. De facto, como diz Narana Coissoró, se os documentos são notas pessoais de Paulo Portas (como este alega) para que é que precisou de os digitalizar no momento em que saiu do ministério? Não era mais simples levar os originais consigo, ou será que alguém acredita que deixou os seus apontamentos pessoais e do seu partido para o seu sucessor?

A passividade com que as autoridades judiciais encararam este frenesim copista, entendendo como normal que um ex-governante leve consigo uma torre de papéis ou um disco rígido cheio de documentos do ministério (alguns deles com a nota de "confidencial"), indicia que esta pode ser uma prática generalizada. E que diz bastante sobre a forma como uma certa classe política encara o Estado como propriedade sua.

publicado por Pedro Sales às 13:12
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Domingo, 23 de Setembro de 2007
Já que ninguém o faz, resta sempre Paulo Portas para lembrar que o Paulo Portas é o máximo
Paulo Portas convicto que tem “missão a cumprir” como “alternativa” ao Governo. “Ontem ficou claro que o líder da oposição de quem o primeiro-ministro, José Sócrates, não gosta é o líder do CDS/PP", declarou o líder do Partido Popular.

Paulo Portas tirou Ribeiro e Castro do lugar que lhe “emprestou” durante dois anos, dizendo que só ele é que tem condições para obter um bom resultado em 2009. Ganhou as eleições do partido e afirmou que, com ele, passaria a existir uma oposição “firme e credível”. Quis transformar as eleições de Lisboa num teste à sua liderança e, depois do descalabro eleitoral, ameaçou pôr o Estado em tribunal por causa de uma alegada campanha do Ministério Público para acabar com a sua carreira política. O universo do líder do partido popular começa em Paulo e acaba em Portas.

Existindo a hipótese - remota, claro -, de ainda existir alguém que não se tenha apercebido da excelência política que ocupa a primeira fila do PP no Parlamento, e da oposição sem quartel que faz ao Governo, cá está Paulo Portas para nos chamar a atenção, na terceira pessoa, para a sua genialidade. Um dia destes talvez diga o que propõe.

publicado por Pedro Sales às 12:36
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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007
Para fazer propaganda já cá estava eu
Paulo Portas acusou hoje o Governo de fazer "propaganda" nas escolas: "Eu acho que as escolas são lugar de trabalho, não são lugar nem de propaganda nem de comício". O líder do PP fez estas declarações enquanto apresentava as propostas do seu partido para a educação, no final de uma visita à Escola Secundária de Alvide. Afinal, o problema não parece ser tanto a propaganda, mas o facto de Paulo Portas não ter computadores para distribuir.

publicado por Pedro Sales às 20:06
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
o último regresso de Paulo Portas
O videoterrorista voltou, outra vez. Se razões faltavam, aqui fica o nosso desejo de uma formidável rentrée a Paulo Portas. Vamos estar de olho em ti.



publicado por Filipe Calvão às 05:54
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Não acertam uma
Porque amanhã é 11 de Setembro de 2007 e Bin Laden continua a mandar cassetes de vídeo à malta. Porque hoje, véspera da efeméride macabra, é de novo o dia-D-do-Iraque com o generalíssimo Petraeus a jurar pelo seu manual de contra-insurgência, pela Bíblia e pela Constituição -é tudo o mesmo por estes dias- que "está tudo bem assim e não podia ser de outra maneira". Porque Portugal, muito por culpa das inenarráveis personagens que tinha no governo da altura, também é responsável pela actual situação no Iraque. Porque Durão Barroso foi e será apenas um Barrasshole. Porque Sampaio errou. Porque Paulo Portas não acerta uma.

Por tudo isso, aqui fica a nossa posição enquanto nação em 10 de Junho de 2003, quando Pablo Doors atingia o seu nirvana, recebendo Rumsfeld em Lisboa.

Portas: [In Portuguese.] The only thing that the international community knows is that Saddam Hussein lied to the United Nations and to civilized countries for a decade. I would like to call attention to the fact that the weapons of mass destruction are not an assertion, they are a real problem. For ten years Iraq deceived the United Nations, first hiding them, then showing incomplete lists, then saying they had destroyed them, then moving them to systematically evade the international rules for containing this weaponry. Iraq is a country the size of France. A weapon of mass destruction might be the size of this podium. Finding something the size of this podium in a country the size of France is not something you can do in either a day or a month. But obviously Iraq today is no longer the threat to either the region or to the world that it was when Saddam Hussein was in power.

Negociar uma chefia da NATO, a base dos Azores, polícia para o Iraque, contratos para os Tugas, Donald para cá, piada para lá, Paulo Portas estava enebriado pelo poder; tinha finalmente chegado o seu momento, finalmente o seu pódio. É que as armas de destruição maciça podiam ter sido do tamanho do seu pódio, do seu ódio. Mas não foi assim.
Quatro anos depois Portugal continua a tentar esquecer esta nódoa, admitindo envergonhadamente o seu papel de escala autorizada numa rede internacional de rapto e tortura. Ninguém acertou uma e os Iraquianos que se lixem. Está tudo bem assim. Deixo-vos com a despedida do nosso Pablito ao Donald. Mais um erro para a história.

Portas: [In Portuguese.] Ladies and gentlemen, I'm going to say farewell to Secretary Rumsfeld.

[In English.] I'll just tell you one thing, Donald. You said in Washington that we have two things in common. You were elected to Congress with 30 years old; I was, too. You were Secretary of Defense with 40 years old, the first time; I was, too. But there's a third thing in common: after Iraq, we're still in job. (Laughter.)

Rumsfeld: Very good, very good!

Tão felizes que nós fomos.

PS: Verdade seja feita, Rumsfeld é amigo. Pablo Doors ganhou o "Distinguished Public Service Award" do Departamento de Defesa Americano, em Maio de 2005: " for his leadership and service as Portugal's minister of defense". Ah, e parece que agora tem "large experience and contacts with the major global defence industries (HDZ, EADS, Embraer, Lockeed Martin, Boeing, L3, Allenia, Agusta Westland, Steyer, Mowag, Patria, HK, Colt, Elbit, etc)". Vá lá, ao menos alguém saiu com o CV enriquecido.


publicado por Vasco Carvalho às 01:26
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007
So that's why he's so tanned all the time !!
"Pablo Doors uses the black market for do to his crónica in the Sun."

...ou Paulo Portas traduzido para Inglês em freetranslation.com .

Inspirado pelos relatos que descobri aqui. Barrasshole está na corrida para a nova palavra do ano.

publicado por Vasco Carvalho às 07:31
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Sábado, 1 de Setembro de 2007
Mas não dá para o fechar lá dentro?










Paulo Portas, reflectindo sobre os graves problemas da Nação.




publicado por Vasco Carvalho às 08:13
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"Há um caminho"
Imagem retirada de metrografismos, pode ser vista aqui.

Paulo Portas começou o ano político, de uma “forma informal”, com um pequeno vídeo na internet. No Sapo, claro, que o que é nacional é bom. O líder popular destaca três temas para a "rentrée política do CDS", indicando que pretende "obrigar o governo a responder ponto por ponto" sobre a destruição do campo de milho em Silves, a crise no crédito hipotecário nos EUA e os vetos presidenciais de Agosto. O título do vídeo diz que “há um caminho”, o que não duvido, mas o do PP parece estar um pouco atrasado e gasto. Nada disto é novidade, discutindo-se há semanas, de uma forma intensa, na imprensa e blogosfera, período durante o qual ninguém deu pelo Partido Popular. Compreende-se. Aquele bronze "informal" custa a apanhar e um homem não pode estar na praia e a lutar pelo novo regimento da Assembleia da República, como insistentemente repetiu. Isto tem que haver prioridades, e o tempo em que Paulo Portas corria todas as feiras de Agosto a falar da lavoura são águas do passado. A realidade, agora, é virtual. Uma metáfora certeira sobre o estado em que se encontra este partido.


PS: Continuo sem compreender as etiquetas escolhidas pelo PP para a promoção do vídeo. “Paulo Portas”, "CDS", “partido" e “politica” uma pessoa ainda entende. Agora, "música"? Será alguma alusão ao homem que se recusava a comportar como o "chefe de uma banda"? Não sei, mas se é o próprio Paulo Portas que assume que nos está a dar música, quem sou eu para discordar.

publicado por Pedro Sales às 05:16
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