Quarta-feira, 4 de Junho de 2008
O Provedor do Bloco de Esquerda

As declarações de Vitalino Canas, revelando o incómodo do PS com a participação de Manuel Alegre numa iniciativa com dirigentes do Bloco - esse partido que trava um “combate político muito intenso” com o PS -, parecem revelar mais um notório caso de conflito de interesses. Como é que é possível conciliar o cargo de porta-voz do partido socialista com o de provedor do Bloco de Esquerda? Uhm...Tratando-se de Vitalino, sempre se poderá dizer que deve acumular as tarefas em regime de part-time e trabalho de temporário. Força camarada Vitalino. É nestes momentos que se (re)conhecem os amigos.  



publicado por Pedro Sales às 18:17
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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
O sinal

De tanto acreditar que as eleições se ganham ao centro, José Sócrates esqueceu-se do eleitorado de esquerda do PS. É esse o problema que Sócrates hoje enfrenta. Ter rompido os laços históricos e  simbólicos que ligavam uma parte importante do “povo de esquerda” ao Partido Socialista. Desprezado esse sector, na procura incessante por um centro politico que é cada vez mais o espaço da direita política, a maioria absoluta do PS parece uma miragem cada vez mais distante. As movimentações que se começam a sentir à sua esquerda, de que é sinal o “aviso” de Mário Soares ou a iniciativa que junta Alegre e o Bloco, são o sinal claro que é à sua esquerda que Sócrates vai perder a maioria absoluta.


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publicado por Pedro Sales às 13:07
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Sábado, 24 de Maio de 2008
Dupla personalidade?

Depois do artigo do CAA no Correio da Manhã, as edições de hoje do DN e do Expresso também colocam a descer o secretário-geral da UGT, João Proença, por este “dirigente socialista e sindicalista ter decidido ficar caladinho na reunião da Comissão Política do partido em que se discutiu o novo Código Laboral”. O Expresso diz mesmo que Proença “não queria que se ouvisse o que tinha a dizer”. A julgar por esta notícia, que tem passado praticamente despercebida, é bem possível. No preciso momento em que o governo negoceia as novas leis laborais com as centrais sindicais, o dirigente máximo da UGT tem participado nas sessões organizadas pelo partido que suporta o Governo para “explicar o Código do Trabalho aos militantes do PS”. Dupla personalidade, como questionou um jornalista, ou embaraço com as consequências públicas da sua personalidade?


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publicado por Pedro Sales às 19:44
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
A birra

A Assembleia da República aprovou ontem dois votos de pesar pelas vítimas do ciclone na Birmânia. O primeiro, do PS, foi aprovado por unanimidade. O segundo, do Bloco de Esquerda, foi aprovado com os votos favoráveis de todas as bancadas e a abstenção do PS. Não há memoria de uma abstenção num voto de pesar pelas vítimas de uma catástrofe natural, ainda por cima quando o conteúdo dos votos é idêntico e essencialmente descritivo. Não existe nenhuma razão, que não a prepotência e a birra do líder parlamentar do PS, para o comportamento dos deputados socialistas. Como diz o primeiro-ministro, “há muito boas razões para censurar o Governo”. O sectarismo da bancada parlamentar que o suporta é uma delas.



publicado por Pedro Sales às 14:10
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Terça-feira, 6 de Maio de 2008
Caricatura?
O Tiago Barbosa Ribeiro considera que o vídeo que aqui coloquei - no qual o secretário-geral da JS declara que os falsos recibos vão continuar, só que serão mais caros – é demagógico. Porquê? Porque são apenas 10 segundos de uma "longa intervenção", na qual o deputado do PS garante que as medidas propostas pelo governo vão apertar o combate a esse flagelo social. O argumento do Tiago é curioso, porque eu, que sigo atentamente o seu blogue, tenho-o visto a citar várias notícias com declarações de políticos. Ora, uma citação é uma selecção e esta implica sempre a descontextualização de uma intervenção. O que se pretende é que, quando se selecciona uma parte de um discurso, o momento escolhido acrescente informação relevante para quem a lê ou visiona. Ora, na longa parte da intervenção que não foi escolhida, o Pedro Nuno Santos repete os argumentos que têm sido ditos e reditos pelo primeiro-ministro e ministro do trabalho. Não vale a pena repetir o que as pessoas já conhecem e estão estão em condições de avaliar por si. 

Fiquemo-nos, então, pela novidade. Um deputado do PS garante, lapsus linguae ou não, que os falsos recibos verdes vão continuar, mas desta vez mais caros. Ora, e aqui é que entramos no ponto mais sério, parece-me que esta frase de Pedro Nuno Santos nos dá uma excelente indicação daquilo que, quase de certeza, virá a acontecer. Ou será que alguém acredita que é o pagamento de uma taxa de 5% que vai desincentivar o recurso aos falsos recibos verdes e que, para fugir à nova taxa, as empresas vão a correr pagar os 23% de taxa social? Mas o Tiago diz ainda que eu omiti a parte do discurso em que o Pedro Nuno Santos garante que, com as novas medidas, o Governo vai reforçar os mecanismos de combate aos falsos recibos verdes. Nesse ponto dou-lhe toda a razão. Devia tê-lo referido. Não para fugir à demagogia, mas antes para dar conta da demagogia do PS. É que esse argumento, vindo de um deputado que suporta o governo, só pode ser uma brincadeira.

Trabalham para o Estado milhares de pessoas a recibo verde. Muitos dos quais  dos quais configurando situações efectivas de trabalho semelhantes às que foram regularizadas pelo governo de António Guterres, mas que o actual governo permite e instiga. Tenho em minha posse (e posso colocar on-line se o Tiago achar que também é demagógico) a cópia de 8 (oito) contratos sucessivos de uma formadora das Novas Oportunidades. Há mais de dois anos que faz o mesmo serviço para o ministério da Educação, mas já sabe que, a cada 3 ou 6 meses, lá tem que assinar novo contrato de prestação de serviços, sempre a recibos verdes. Não tem direito a subsidio de férias ou de doença e paga do seu bolso toda a segurança social. Não é um caso isolado, são milhares e milhares. Será que é para evitar a taxa de 5% que o Governo lhe vai garantir um vínculo contratual? Ou será que os mecanismos de fiscalização anunciados pelo ministro Vieira, e repetidos pelo Pedro Nuno Santos, vão incidir sobre os ministérios do governo PS? O Tiago tem razão. Devia ter feito referência ao grande combate do PS aos falsos recibos verdes. Tem sido exemplar.
Fica aqui, então, a "longa intervenção" de Pedro Nuno Santos.
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publicado por Pedro Sales às 13:04
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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008
A exploração permanece a mesma, mas vai passar a pagar impostos...
"Os actuais falsos recibos verdes, quando muito, continuariam falsos depois das alterações. Com uma diferença. É que serão mais caros"... Pedro Nuno Santos, deputado do Partido Socialista.


publicado por Pedro Sales às 16:37
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008
Um patinho nada patusco

Há dois dias que a imprensa questiona como foi possível que a direcção do Boavista tenha sido enganada pelo conto do vigário do “investidor” Sérgio Silva? Curioso, mais a mais quando este vigarista patusco não retirou um cêntimo ao clube. Bem mais interessante, e relevante, parece-me tentar perceber como é que a família Loureiro foi enganando as contas do clube durante anos, nomeadamente o presidente do conselho fiscal, obrigado a avalizar investimentos que lesaram e descapitalizaram o clube em dezenas de milhões de euros, sem que ninguém desse por nada. Essa é que é a pergunta que eu gostava de ver respondida, de preferência pelo actual presidente do conselho de administração da Assembleia da República, o deputado do PS José Lello, e presidente do Conselho fiscal do Boavista durante o consulado da família Loureiro e que agora transitou para a Mesa da Assembleia Geral do clube. O mesmo que até fez uma auditoria às contas de 2004, quando começaram a surgir as primeiras dúvidas sobre a veracidade das finanças axadrezadas, mas nunca se apercebeu de nada. Mesmo para o habitualmente baixo nível de clarividência de José Lello, não deixa de ser comovente tanta "ingenuidade".

Adenda, via Blasfémias: Relatório da Auditoria à SAD do Boavista e o Relatório de auditoria ao Boavista F.C.

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publicado por Pedro Sales às 12:52
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2008
O provedor da precariedade
Vitalino Canas, deputado e porta-voz do Partido Socialista, é também o Provedor do Trabalhador Temporário, eufemismo para um cargo pago pelas empresas do sector para defender os seus interesses, incluindo no Parlamento, onde o porta-voz do Partido Socialista tem defendido as posições destas empresas. Como disse hoje o inefável Alberto Martins, deve ser porque “a lei é a ética da república”.  Vídeo do Mayday.


publicado por Pedro Sales às 11:41
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008
Normalíssimo

Confirmando uma tendência dos últimos dias, as acções da Mota Engil voltaram a ser as mais valorizadas do PSI 20. Uma subida em flecha que, vá-se lá saber porquê, coincide precisamente com as notícias da contratação de Jorge Coelho. “Nome de Jorge Coelho como CEO bem recebido pelo mercado”, resume hoje o Jornal de Negócios, num artigo em que 3 dos 4 analistas contactados preferiram manter o anonimato. Está na cara que é uma contratação normal, como diz o Partido Socialista.

publicado por Pedro Sales às 23:32
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008
As propinas eram para aumentar a qualidade das faculdades, lembram-se?

As famílias e os próprios estudantes (aqueles que trabalham) do Ensino Superior têm amortecido a quebra do montante de investimento público por discente, que se cifrou em menos 12%, quando se comparam os montantes de 1995 e 2004. O investimento privado (famílias) passou de 3,5% para 14% no mesmo espaço de tempo. O desvanecimento financeiro do Estado é quase integralmente compensado pela contribuição das famílias.

Em Espanha, o investimento público por estudante do Superior aumentou significativamente entre 1995 e 2004 (de 100 para 171, isto é, 71%), isto apesar de o número de alunos inscritos até ter decrescido (ver infográfico em que os valores de 1995 são todos iguais a 100). Em Portugal, passou-se o inverso o número de estudantes até aumentou 46%, mas o investimento público diminuiu 12%.

O período analisado pela OCDE coincide, quase integralmente, com a entrada em vigor das propinas. Para quem não está lembrado, o principal argumento dos seus defensores era o do reforço da qualidade do serviço prestado. António Guterres, garantiu mais de que uma vez que não seria gasto um escudo das receitas das propinas a pagar salários ou com as despesas de funcionamento das instituições. Dez anos depois, os resultados estão à vista. Mais alunos nas faculdades, menos dinheiros no orçamento das instituições. Agora, que pretende generalizar um sistema de empréstimos no ensino superior, José Sócrates garante que não vai diminuir a despesa pública com a acção social escolar. Ainda alguém acredita?

Aqui: mais dados sobre o desinvestimento público no ensino superior.
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publicado por Pedro Sales às 15:12
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Sábado, 15 de Março de 2008
Cuidadinho com a língua (o PS agradece)
O PS entregou hoje no Parlamento um projecto de lei que regula o funcionamento dos estabelecimentos que fazem tatuagens e aplicam "piercings", passando a ser proibida a sua aplicação na língua. Para os menores de 18 anos, o projecto estabelece a total proibição da aplicação de "piercings", tatuagens e de maquilhagem permanente.

publicado por Pedro Sales às 13:29
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Domingo, 6 de Janeiro de 2008
O nojo
Segundo o Expresso, "Armando Vara vai manter o vínculo contratual com a Caixa Geral de Depósitos até conhecer o resultado das eleições para o conselho de administração do BCP". Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar, deve ter pensado este diligente representante do carreirismo rosa. Não é que esta decisão altere substantivamente a questão de fundo, mas não deixa de ser esclarecedora sobre o carácter deste senhor. É inaceitável, e inconcebível, que três administradores da Caixa saltem, de uma assentada e sem nenhum período de nojo, com todos os planos estratégicos e de expansão do banco público para o seu rival directo. Vara vai estar a discutir o futuro estratégico do BCP, a apresentar propostas e soluções, enquanto continua a ser um trabalhador da Caixa (resta saber se continua a receber o ordenado) Inacreditável é que, como representante do único accionista da Caixa, o Governo ainda não tenha posto este senhor no único sítio que ele merece. A pouca vergonha tem limites. Ou devia ter.

publicado por Pedro Sales às 16:26
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007
Autonomia de trela curta
“No quadro da nossa autonomia, temos a liberdade de dizer o que pensamos”, defende Pedro Nuno Santos, garantindo o apoio da JS à realização de um referendo para ratificar o Tratado europeu. Apesar desta “declaração política”, garante, não pretende apresentar nenhuma iniciativa no Parlamento para propor o referendo. “Não, claro que não”. Até porque, se o assunto for a votos na Assembleia respeitará “o sentido de voto oficial definido pelo PS. É exigível alguma unidade do partido”. Pois é. A mesma autonomia que dá para dizer o que pensam, obriga a que votem como pensam os “grandes”. O que fazem, naturalmente. Escusavam era de dar-se a tanto trabalho para nos fazer crer que, por algum insondável mistério, desta vez pudesse ser diferente.
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publicado por Pedro Sales às 13:26
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007
O sabor da política mudasti

Programa do Governo: O PS entende que é necessário reforçar a legitimação democrática do processo de construção europeia, pelo que defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular.

25 de Abril de 2007: José Sócrates diz que Governo mantém intenção de referendar Tratado da UE

23 de Junho de 2007: Confrontado com a posição do PSD, que exige a realização de um referendo, o chefe de Governo sublinha que “tal como os outros países da UE”, Portugal irá decidir "depois de ter o texto do tratado” aprovado.

19 de Outubro de 2007: José Sócrates explica que a questão da ratificação do Tratado Europeu só será tratada após a assinatura do documento.

publicado por Pedro Sales às 16:37
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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
A marca de uma governação falhada

José Sócrates, na campanha eleitoral de 2005, diz que 7,1% de desemprego são a "marca de uma governação falhada" e de uma "economia mal conduzida". Em Outubro de 2007, com José Sócrates como primeiro-ministro, Portugal tem 8,3% de desempregados e, pela primeira vez em quase 30 anos, a taxa de desemprego é superior à de Espanha.
Post Zero de Conduta/Arrastão

publicado por Pedro Sales às 12:23
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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007
É cada vez mais complicado ser promotor imobiliário em Havana
Para todos aqueles que passaram uma semana a sofrer com o destino dos pobres construtores e promotores imobiliários, à beira da falência por causa do acordo entre António Costa e Sá Fernandes prever a alteração do PDM para instaurar uma quota de 25% das novas construções a custos controlados, vale a pena ler esta notícia:

O Grupo Sonae tem um processo em Tribunal contra a Câmara Municipal de Lisboa, onde exige uma indemnização da ordem dos 71 milhões de euros, por lucros cessantes, em virtude de atrasos na concessão do alvará de construção das torres de escritório do Centro Comercial Colombo. Trata-se de uma questão que remonta ao período da gestão de Pedro Santana Lopes, que negou a renovação do alvará concedido na gestão de Jorge Sampaio e que já previa a construção das duas torres.

Repare-se que a SONAE não está a exigir uma indemnização choruda por lhe ter sido revogada a autorização de construção, uma vez que as duas torres até deverão estar concluídas em 2010. Não, os 71 milhões são pelo que a SONAE alega serem os lucros cessantes decorrentes dos atrasos administrativos da autorização de construção. Não são 5, nem 8, nem 17, são 71 milhões que é para ser um número redondo.

Não sei quem tem, ou não, razão neste diferendo jurídico, mas sei que pedir 71 milhões pelos lucros cessante de meia dúzia de anos dá uma ideia bastante esclarecedora sobre o rendimento do mercado imobiliário na capital. Com negócios deste valor, ainda se torna mais caricato ler as reacções dos opositores à proposta das casas a custo controlado, num escalar demagógico que começou com o espectro de Havana e já vai no “Bloco de Esquerda na Câmara é uma ameaça ao direito de propriedade” ou nas primárias acusações sobre o analfabetismo de Sá Fernandes.

publicado por Pedro Sales às 17:04
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007
Ainda Lisboa
No dia seguinte às eleições intercalares de Lisboa, escrevi aqui que, face aos resultados, o cenário mais fácil para António Costa seria governar em minoria, procurando aqui e ali os votos necessários para governar. Não foi isso que aconteceu. Quis um acordo com as esquerdas, confirmando, aliás, o sentido de voto dos lisboetas que deram uma votação esmagadora a estas forças políticas. Não foi possível, soube-se ontem à noite, com a recusa de Helena Roseta. Depois de ter apelado, quando se candidatou, a uma união de todas as esquerdas, Roseta disse ontem que não aceita lugares em troca de compromissos. Curiosamente, faz essas declarações ao mesmo tempo que garante que não aceitou porque não lhe ofereceram pelouros e apenas um programa para acrescentar as alterações que entendesse e assinar. Vá-se lá saber.

Restou Sá Fernandes, que assinou um acordo com António Costa. Não garante a maioria, mas garante as condições para o que pode ser uma boa governação da capital, afastando o PS da pesca à linha com Carmona ou Negrão. Em primeiro lugar, o acordo ontem divulgado exclui a construção na frente ribeirinha da cidade e garante a implementação do Plano Verde do arquitecto Ribeiro Teles; aposta na reabilitação em vez da construção e abre as portas a uma quota de 25% das novas casas a preços controlados. Este último ponto, aliás, tem sido objecto da mais demagógica das oposições. Os construtores civis dizem que faz lembrar Havana, esquecendo-se que esta é uma proposta decalcada da legislação que vigora na Catalunha, e quotas de casas a preços controlados há muito que existem nos EUA ou Paris. Mas essas até foram as melhores notícias para António Costa. Ter os patos bravos na televisão a dizer mal de um executivo camarário, no dia em que este toma posse, dá quase tanto prestígio e apoio popular à câmara como uma greve de juízes ao governo. Aguardemos, pois, que os próximos dois anos prometem.
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publicado por Pedro Sales às 12:26
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Domingo, 22 de Julho de 2007
Nota a novo edil
Exmo. Sr. Dr.:

Venho por este meio solicitar inspecção camarária ao decadente imóvel sito ao Largo do Rato, n.º 2. Como se constata em fotografia anexa, as fundações estão a ruir e todo o edifício se afunda atrás da fachada direita.

Os melhores cumprimentos
e longa vida ao Presidente do Conselho.

Frente e Fachada Direita do N.º 2, Largo do Rato
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publicado por Vasco Carvalho às 17:53
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Domingo, 15 de Julho de 2007
O momento televisivo da noite II
José Sócrates, aos gritos em cima de um camião Tir estacionado à frente do Hotel Altis, agradece aos "eleitores lisboetas que deram esta vitória histórica ao partido socialista". Cá em baixo, 300 eleitores de Famalicão, Alandroal, Tondela, Bobadela e Cabeceira de Basto agitam as bandeiras e gritam "Pêéxe", "Pêéxe", "Pêéxe".
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publicado por Pedro Sales às 23:37
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Parece que ainda ninguém reparou...
...mas António Costa só teve mais 2,8% do que Carrilho. E isto, apesar nunca ter virado as costas a Carmona Rodrigues para não lhe apertar a mão.
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publicado por Pedro Sales às 22:00
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O momento televisivo da noite
Manuel Mestre, na Sic, a perguntar aos simpatizantes socialistas à porta do Hotel Altis de onde é que vieram. Alandroal, no Alentejo, responde um. Porto e Tondela, respondem os outros. Porque é que vieram, então, pergunta o jornalista? "Viemos na excursão do partido", "convidaram-me para vir na camioneta do PS". Deve ser a isto que chamam uma onda rosa.
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publicado por Pedro Sales às 21:45
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007
Para as questões importantes estou cá eu e os meus amigos
O referendo só é legítimo e adequado para as questões menores.

Sérgio Sousa Pinto, eurodeputado do PS a preparar o caminho para a ratificação do Tratado Europeu sem referendo.
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publicado por Pedro Sales às 11:12
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Zero TV
ZERO DE CONDUTA
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José Neves

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Vasco Carvalho


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