Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008
O partido sou eu

O secretário-geral do PP, João Almeida, diz que as demissões no partido “estão a merecer análise” e que estão a ponderar reunir a direcção para analisar as demissões, que, por enquanto, se mantêm numa "esfera interna". Paulo Portas é bem capaz de ter razão. Com uma direcção que se entretém a discutir demissões que tiveram lugar há um ano, em vez de se preocupar com as informações que lhe foram sonegadas pelo líder do partido, o mais avisado mesmo é não levar a sério a ficção de que existe alguém que conte no PP que não dê pelo nome de Paulo Portas. Mais complicado é acreditar que Paulo Portas ainda conte para alguma coisa. Mas isso são outras contas.



publicado por Pedro Sales às 15:43
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2008
Há coisas que nunca falham

Nem passaram duas horas sobre a transmissão pela SIC de um tiroteio na Quinta da Fonte, nos arredores de Lisboa, e Teresa Caeiro já está na SIC N a associar a delinquência e a criminalidade à presença dos imigrantes. Perante a reacção de Rúben Carvalho, que avisadamente lembrou a deputada do PP que nada nas imagens autoriza a ilação de que fossem estrangeiros (muito antes pelo contrário), Teresa Caeiro respondeu que não estava sozinha nessas preocupações, lembrando que Sarkozy tem vindo a dizer o mesmo. Tem razão. Mas podia ter ido mais longe. Esqueceu-se de Le Pen.


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publicado por Pedro Sales às 21:54
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Prioridades

O Partido Popular, que passa os dias a criticar a presença do Estado em áreas com a Educação e Saúde, defendeu ontem a intervenção do Governo para resolver o “grave” problema causado pela última reunião do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol. É a imagem externa do país, "que tem que tem dos melhores jogadores e treinadores do mundo", que está em causa, alerta o deputado Abel Batista, antes de exigir “que a tutela intervenha rapidamente no sentido de mostrar que tutela efectivamente o sector"...



publicado por Pedro Sales às 08:28
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008
Casino Portugal

Alteração à lei do jogo, em 2004, deu propriedade do casino à empresa O parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o processo de Casino de Lisboa conclui que as alterações à Lei do Jogo, no final de 2004, foram feitas expressamente para atender aos pedidos da Estoril Sol. A empresa reclamava a propriedade do edifício do casino, uma vez terminado o período de concessão - uma situação que a lei lhe negava, até ser alterada pelo Governo de Santana Lopes.



publicado por Pedro Sales às 12:40
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008
O Paulinho dos tribunais

Paulo Portas vai hoje ser entrevistado por Constança Cunha e Sá na TVI. Se é verdade que a “moção de censura construtiva” não me diz nada, a não ser a perplexidade causada pela ideia de censurar um governo porque este não aplica o programa de um partido com 7% dos votos, ainda considero que a entrevista pode ser muito pertinente. Basta que Constança Cunha e Sá não se esqueça de perguntar a Paulo Portas o que é feito do processo que o líder do PP anunciou, vai para um ano, ir instaurar ao Estado por alegada violação do segredo de justiça. Como foi este o único resultado visível da famosa reflexão do PP depois da derrocada eleitoral em Lisboa, e nunca mais se ouviu falar do assunto, não quero acreditar que tudo não tenha passado de uma manobra de diversão de Paulo Portas...



publicado por Pedro Sales às 19:29
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Sábado, 31 de Maio de 2008
A fraude

O Partido Popular garante, ao jornal Público, que a moção de censura que apresenta é diferente das que apresentaram o Bloco e o PCP. Porquê? “Porque os populares prometem não se limitar a criticar um tema concreto, como consideram ter feito o BE e o PCP, mas focar-se em vários aspectos da governação e apresentar alternativas ponto por ponto. Dos combustíveis à política fiscal, das pensões à segurança, da saúde à educação. "Nós pensamos que muitos problemas se resolvem por via da economia e não por via de mais Estado", defende, enquanto frisa que o CDS defenderá menos Estado na saúde e na educação. "Vamos discutir políticas."


Um único problema. Uma moção de censura não é para apresentar alternativas de governação. Existem outros meios no Parlamento para o fazer, mas a censura é o instrumento para castigar o incumprimento ou a ineficácia das políticas do Governo. O que o PP está a fazer é a censurar o PS por este não estar a seguir um programa, neste caso o do PP, que não foi escolhido nas urnas. O Partido Popular defende menos Estado na saúde e na educação? Muito bem, está no seu direito. Vai a votos e sujeita-se à vontade popular. Agora, entender que uma moção de censura é o instrumento para impor ao Governo um programa que não foi sufragado, isso é que é novidade. Só mesmo o PP para chamar a esta fraude uma attitude construtiva.



publicado por Pedro Sales às 16:42
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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
Tantos quilómetros e nem abasteceu o Jaguar

Paulo Portas foi a Badajoz, alegadamente para comprovar aquilo que já todos sabemos: os portugueses que vivem nas zonas fronteiriças vão abastecer a Espanha. Os portugueses sim, mas não o Paulinho da Repsol. Como não lhe chegava fazer gala do seu populismo mais demagógico, o líder do PP disse que se recusava a enriquecer Espanha e por isso não abasteceu o seu carro (o que até devia dar um jeitaço ao Zapatero, dada a genorosidade dos depósitos do Jaguar ou do WW Tuareg). Ora aí está, populismo, nacionalismo e um vago apelo xenófobo numa única acção. Paulo Portas está em forma, provando que a nossa direita é sempre a favor do mercado. Desde que ele esteja do lado certo da fronteira e, de preferência, conte com o guarda chuva protector do Estado e dos seus apoios fiscais.


PS:Curiosamente, enquanto defendeu uma lei que levava milhares de mulheres portuguesas a Badajoz para abortar, nunca vimos Paulo Portas preocupado com o enriquecimento do país vizinho. Vá-se lá saber porquê.


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Sexta-feira, 21 de Março de 2008
O grau zero do oportunismo
CDS-PP quer ouvir Governo sobre caso de violência na escola Carolina Michaelis. Já era de esperar que, mais dia menos dia, o PP viesse demonstrar até que ponto é possível descer no aproveitamento demagógico de situações como estas. Quererá o PP fazer-nos crer que o primeiro-ministro é o responsável pelos telemóveis que entram nas salas de aula (apesar de serem proibidos), a ministra tem que responder pelos sms que os petizes enviam uns aos outros e o Presidente da República tem que "dar a cara" de cada vez que um aluno agride um professor? Mas o melhor é mesmo a "justificação" para o requerimento. É que o PP apresentou um projecto de lei, que foi rejeitado pelo Parlamento, onde se defendia a criação de um Observatório Escolar. Ora aí está. Tivesse esse Observatório sido criado e nunca, mas nunca, a aluna do 9.ª C da Carolina Micahelis teria tido a coragem de fazer o que fez à professora... O oportunismo devia ter limites.
 
PS: Na desenfreada fúria com que pretende ouvir tudo e todos na Assembleia da República, o PP podia aproveitar e exigir audições sobre os casos dos sobreiros, casino, fotocópias ou submarinos, temas esses de claro interesse público mas que parecem arredios da agenda do PP. Vá-se lá saber porquê.

publicado por Pedro Sales às 19:36
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008
Imprestável

Numa prestação dificilmente qualificável, o deputado Nuno Melo tentou bloquear a presença do PCP e Bloco na comissão de fiscalização dos serviços de informação porque, no seu entender, os seus deputados colocariam em risco os segredos de Estado. Quando Fernando Rosas lhe respondeu, lembrando que Nuno Melo pertence a um partido cujo líder fotocopiou e levou consigo 61893 documentos do ministério da Defesa, o deputado do PP disse que estavam a misturar alhos com bugalhos. De facto, o que é que levar documentos classificados do ministério da Defesa tem a ver com a violação do segredo de Estado?

Mas, já que falamos de serviços de informação e segredo de Estado, talvez valha a pena lembrar que maioria dos actuais quadros políticos do PP foram formados na “escola” d´O Independente, essa referência da deontologia profissional que, a 28 de Maio de 1999, resolveu publicar uma lista com o nome de todos os agentes dos Serviços de Informações Estratégicos de Defesa e Militares. Realmente, o PP tem muito a dizer sobre a defesa do segredo de Estado e dos serviços de informação. É sobre isso e casinos, sobreiros e submarinos.

publicado por Pedro Sales às 02:02
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Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
Egoshow

Qualquer pessoa que apenas tenha acompanhado o debate quinzenal com o primeiro-ministro através do seu resumo televisivo, pode ser levado a pensar que não aconteceu mais nada para além da longa troca de arrufos entre Paulo Portas e José Sócrates sobre a origem dos calotes e a excelência da dentição. Um assunto que, como se percebe, preocupa sobremaneira os portugueses que se encontravam suspensos de tão elevada discussão, também conhecida como "o meu umbigo é melhor do que o teu".
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publicado por Pedro Sales às 16:07
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008
Perguntar não ofende

Tendo por base as escutas telefónicas do processo Portucale, o Expresso publicou ao longo das últimas 4 semanas uma investigação jornalística sobre a forma como a Lei do Jogo foi alterada para, tudo o indica, beneficiar retroactivamente a Estoril-Sol. Um mês depois da primeira notícia, o Ministério Publicou anunciou a instauração de um inquérito ao processo do Casino.

Desculpem lá a ingenuidade, mas se a investigação do Expresso só foi possível com base em material de prova que esteve sempre na posse do Ministério Público, porque é que foi preciso o caso ganhar a dimensão mediática e politica que conheceu para que este, através da acção directa do PGR, mandasse instaurar um inquérito? Só se investiga o que está na capa dos jornais e já não dá para esconder para baixo do tapete, ou é mais um inquérito para sossegar os espíritos e deixar tudo na mesma?
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publicado por Pedro Sales às 10:12
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
Há coisas fantásticas, não há?

O famoso pacote anticorrupção foi aprovado no Parlamento na última sexta-feira. O PP absteve-se. Porque era curto, como disseram os outros partidos da oposição? Não. Porque são contra "o discurso anti-sistema que às vezes roça a demagogia" de "alguns partidos", considerando que a eficácia no combate à corrupção passa pelo reforço de meios de investigação.

Nem de propósito, no dia seguinte o Público transcrevia esta edificante conversa sobre um despacho favorável ao famoso tesoureiro do partido num negócio do auto "...Paulo Portas, ao fim da tarde do dia 14 de Março de 2005. “Olha que o Telmo assinou aquilo!”, disse Portas. “Estamos a falar do Mário [Assis Ferreira]?”, questionou Abel Pinheiro. “Não. Do Mário sim. Da tua coisa.” Abel Pinheiro retorquiu: “Ah. Do meu caso. Já o tenho aqui na mão e foi um fantástico despacho. O PP bem pode dizer o que quiser sobre a corrupção, mas a verdade é que, como disse o Rui Tavares há uns dias, os três anos que passou no governo, e o número de casos pouco claros que originaram, hão de matar o partido por inanição moral.
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publicado por Pedro Sales às 10:36
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008
Uma estranha forma de fazer negócios

O JCD, numa caixa de comentários do Blasfémias, diz que não encontra nenhum problema na gestão do negócio com o Casino de Lisboa. “A Estoril Sol ofereceu 30 milhões de euros à cidade, partindo do princípio que o património imobiliário ficava do seu lado. Se é reversível, em vez de 30, estariam dispostos a dar, digamos, 10. Têm é que decidir. A reversibilidade custa dinheiro.”

Quando se candidatou à gestão do Casino de Lisboa, a Estoril Sol conhecia as regras de negócio e aceitou-as. A legislação então em vigor era bem clara, dizendo que, finda a concessão, a propriedade dos edifícios do Casino revertia para o Estado. Se a Estoril Sol considerava que essa regras não lhe eram favoráveis, não se candidatava à concessão. Se aceitou, devia cumpri-las. Mas não, preferiu tentar persuadir um simpático governante em longas e detalhadas conversas telefónicas, enviando ainda uma carta sugerindo alterações legislativas em proveito próprio. Uma modificação que, segundo a Estoril Sol, seria "totalmente imperceptível" e "insusceptível de ser relacionável com a clarificação da situação concreta" do Casino de Lisboa. Imperceptível não foi, mas aparentemente encontrou do outro lado do telefone quem lhe fizesse a vontade.

A linguagem e os métodos são elucidativos da promiscuidade existente entre a Estoril Sol e o PP. O JCD não vê nenhum problema nisso, porque ele e a maioria dos liberais nunca encontra nenhum problema em tudo o que a iniciativa privada faz ou deixa de fazer. É imperscrutável e infalível, porque são seus os amanhãs que cantam. Quando erra é porque vive espartilhada pelo socialismo constitucional em que vivemos. É fácil analisar tudo com a segurança de uma grelha estanque à realidade.

publicado por Pedro Sales às 12:56
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Domingo, 3 de Fevereiro de 2008
Workaolic
O deputado do CDS-PP Telmo Correia assinou cerca de três centenas de despachos como ministro do Turismo na madrugada do dia em que o novo executivo, liderado por José Sócrates, foi empossado no Palácio da Ajuda. Apesar de estar em gestão corrente, o ex-ministro do Governo de Santana Lopes fez uma verdadeira maratona que quase não lhe deu tempo para se inteirar do que estava a assinar à pressa, após ter passado mais de uma dezena de dias sem ir ao Ministério do Turismo. Entre os documentos assinados, estava a segunda versão do parecer da Inspecção-Geral de Jogos que implicava a não devolução ao Estado do edifício do Casino de Lisboa, no Parque Expo, no final da concessão à Estoril Sol, notícia ontem avançada pelo Expresso.Isto é que é apego ao trabalho e brio profissional. Já sabendo que vai ser despedido, continua, até altas horas da noite, a cumprir o seu (desinteressado) dever profissional.

Mais extraordinário ainda é ter que ouvir, na RTP, o administrador da Estoril Sol, Mário Assis Ferreira, a explicar que o Estado teve que entregar o edifício à empresa detentora do Casino porque esta teve que suportar sozinha, e sem comparticipação pública, as despesas de reconversão do Pavilhão do Futuro - no valor de 111 milhões de euros. A resposta só não chega a ser caricata porque, pelos vistos, alguém no PP a levou a sério e fez a vontade à Estoril Sol. Estranho país este em que o Estado entrega os hospitais públicos à iniciativa privada e, ao mesmo tempo, se sente na obrigação de comparticipar as despesas de um casino.

publicado por Pedro Sales às 17:22
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
Uma resposta incoveniente


Questionado pelo líder parlamentar do PP, sobre a política e micro-política da CMVM na detecção da crise do BCP, Teixeira dos Santos saiu-se com a última coisa que o PP queria ouvir:"O senhor deputado não espera que, neste momento, e passados estes anos todos, tenha aqui presente na minha memória todas essas informações. Até porque não tenho por hábito fotocopiar, ou digitalizar, os arquivos antes de sair dos lugares. Diogo Feio nem levantou os olhos da mesa.
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publicado por Pedro Sales às 18:23
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007
Parem as máquinas. Salário mínimo impede patrões de pagar 200 euros a portugueses poupados e com av
A Juventude Popular diz que a fixação de um salário mínimo "atrasa a economia". "Este preço mínimo tem dois efeitos muito claros no mercado de trabalho: impedir de trabalhar quem estiver disponível para trabalhar por valor inferior a esse preço", diz. Exacto. É mesmo por isso que deve existir um referencial salarial mínimo: para conferir uma vida minimamente digna a quem trabalha e impedir a degradação do valor do trabalho. Dumping social, alguém no Caldas ouviu falar de dumping social?

Por outro lado, acrescenta o documento, a fixação de um valor mínimo "impede de operar todas as empresas e serviços que não tenham a capacidade de remunerarem aquele montante". Se não conseguem pagar, por um mês de trabalho, o mesmo que custa o arrendamento de uma qualquer casa em Lisboa ou Porto, então talvez esteja mesmo na altura de fecharem as portas.

"Não nos assusta o tradicional receio/argumento de que sem o salário mínimo as empresas irão pagar ainda menos", refere o comunicado, sublinhando que "o paradigma da competitividade baseada nos baixos salários já mudou". Em que ficamos? Mas, então, não existem empresas e serviços que não têm a capacidade "de remunerarem aquele montante"? É assim tão difícil escrever cinco parágrafos sem se contradizerem?

"Acreditamos na liberdade contratual entre empresas e funcionários sem que o Estado imponha um salário". Pois. E a mãe do Bruno Pidá acredita que ele é um menino de coro. Num país em que existem dois milhões de pessoas que, mesmo trabalhando, continuam pobres, declarações como estas são enternecedoras. O PP acredita. Que não lhes falte a fé.

PS: Também sobre o salário mínimo vale a pena ler o que dizem os ladrões de bibicletas, aqui e aqui.

publicado por Pedro Sales às 18:53
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007
Os americanos, esses perigosos comunas
O líder parlamentar do PP, Diogo Feio, começou a interpelação do seu partido sobre educação acusando o governo de ceder ao "pecado marxista" por não aceitar a "liberdade de escolha" e a introdução do cheque-ensino. Curiosa definição. É que, desde 1972, já existiram 10 referendos estaduais nos EUA para introduzir o cheque-ensino. O resultado foi sempre o mesmo. Os comunas dos americanos rejeitaram a proposta. Ontem, o PP tinha prometido apresentar uma "ruptura" com o paradigma educativo. Acabou a propor uma ruptura com a realidade.

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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
Uma descoberta tão chocante que até vamos propor a descida da imputabilidade criminal para os 3 anos
Bernardino Soares, com 4 anos, preparando-se para atacar uma sede do CDS
(via arquivo fotocopiado do Paulo)


O líder da Juventude Centrista apontou hoje o presidente do Grupo Parlamentar do PCP, Bernardino Soares, como um dos principais protagonistas dos "distúrbios revolucionários" do "Verão Quente" de 1975, altura em que tinha apenas quatro anos. (via Arrastão)

publicado por Pedro Sales às 02:17
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
Tanta reflexão para isto?
Fez ontem três meses que Paulo Portas anunciou que iria processar o Estado por causa do que, dizia, ser a constante violação do segredo de justiça. Três meses e nada. Tudo se ficou por uma reunião da comissão política do PP que apenas serviu para responsabilizar a divulgação das escutas (sobre o concurso dos submarinos) pelo desastre eleitoral nas intercalares de Lisboa. Foi nisto que deu a famosa reflexão anunciada no dia em que, pela primeira vez, o PP não elegeu um vereador na capital. É uma boa imagem sobre o estilo político e a substância das propostas de Paulo Portas.

publicado por Pedro Sales às 14:34
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Domingo, 23 de Setembro de 2007
Já que ninguém o faz, resta sempre Paulo Portas para lembrar que o Paulo Portas é o máximo
Paulo Portas convicto que tem “missão a cumprir” como “alternativa” ao Governo. “Ontem ficou claro que o líder da oposição de quem o primeiro-ministro, José Sócrates, não gosta é o líder do CDS/PP", declarou o líder do Partido Popular.

Paulo Portas tirou Ribeiro e Castro do lugar que lhe “emprestou” durante dois anos, dizendo que só ele é que tem condições para obter um bom resultado em 2009. Ganhou as eleições do partido e afirmou que, com ele, passaria a existir uma oposição “firme e credível”. Quis transformar as eleições de Lisboa num teste à sua liderança e, depois do descalabro eleitoral, ameaçou pôr o Estado em tribunal por causa de uma alegada campanha do Ministério Público para acabar com a sua carreira política. O universo do líder do partido popular começa em Paulo e acaba em Portas.

Existindo a hipótese - remota, claro -, de ainda existir alguém que não se tenha apercebido da excelência política que ocupa a primeira fila do PP no Parlamento, e da oposição sem quartel que faz ao Governo, cá está Paulo Portas para nos chamar a atenção, na terceira pessoa, para a sua genialidade. Um dia destes talvez diga o que propõe.

publicado por Pedro Sales às 12:36
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Olha, olha, quando são os Uvas e os Tomaz a jogar já defendem o serviço público
A mesma direita liberal que passa a vida a reclamar contra as indemnizações compensatórias que o Estado dispensa à RTP, está agora muito indignada porque o canal público não está a transmitir o mundial de râguebi. Não está a cumprir as suas obrigações de serviço público, dizem. Parece que não repararam que, de acordo com as regras do mercado, a Sport Tv ofereceu o valor mais alto e comprou a exclusividade dos direitos de transmissão para Portugal. O mesmo acontece com a Fórmula 1, ou com a maioria dos jogos da Liga dos Campeões ou do campeonato mundial de futebol. Tudo como defendem, portanto, não se percebendo a razão para tanto espanto.

Fiquei sem perceber é se, os liberais mais liberais de Portugal, defendem agora que o Governo tivesse feito com o râguebi o que o Morais Sarmento fez, há uns anos, quando invocou o interesse público para garantir a transmissão em canal aberto da supertaça europeia de futebol. Estamos todos os dias a aprender. Por exemplo, que o mercado funciona sempre, até deixarmos de ver os nossos amigos na televisão.

Actualização: Vejo, agora, que o PP já questionou a RTP sobre o campeonato mundial de râguebi estar a ser transmitido em canal fechado. Há coisas que nunca mudam. As críticas do PP à intervenção do Estado na economia, por exemplo, parecem cada vez mais ser só um chavão para atacar o PCP e o Bloco. Na economia, como no desporto, quando são os amigos deles que estão em jogo, são os primeiros a defender a generosidade financeira do Estado.

ps: este post não tem nada a ver com o desporto em si, que até gosto de ver, e com a prestação da selecção, que foi excelente.

publicado por Pedro Sales às 14:33
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o último regresso de Paulo Portas
O videoterrorista voltou, outra vez. Se razões faltavam, aqui fica o nosso desejo de uma formidável rentrée a Paulo Portas. Vamos estar de olho em ti.



publicado por Filipe Calvão às 05:54
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Sábado, 1 de Setembro de 2007
Mas não dá para o fechar lá dentro?










Paulo Portas, reflectindo sobre os graves problemas da Nação.




publicado por Vasco Carvalho às 08:13
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"Há um caminho"
Imagem retirada de metrografismos, pode ser vista aqui.

Paulo Portas começou o ano político, de uma “forma informal”, com um pequeno vídeo na internet. No Sapo, claro, que o que é nacional é bom. O líder popular destaca três temas para a "rentrée política do CDS", indicando que pretende "obrigar o governo a responder ponto por ponto" sobre a destruição do campo de milho em Silves, a crise no crédito hipotecário nos EUA e os vetos presidenciais de Agosto. O título do vídeo diz que “há um caminho”, o que não duvido, mas o do PP parece estar um pouco atrasado e gasto. Nada disto é novidade, discutindo-se há semanas, de uma forma intensa, na imprensa e blogosfera, período durante o qual ninguém deu pelo Partido Popular. Compreende-se. Aquele bronze "informal" custa a apanhar e um homem não pode estar na praia e a lutar pelo novo regimento da Assembleia da República, como insistentemente repetiu. Isto tem que haver prioridades, e o tempo em que Paulo Portas corria todas as feiras de Agosto a falar da lavoura são águas do passado. A realidade, agora, é virtual. Uma metáfora certeira sobre o estado em que se encontra este partido.


PS: Continuo sem compreender as etiquetas escolhidas pelo PP para a promoção do vídeo. “Paulo Portas”, "CDS", “partido" e “politica” uma pessoa ainda entende. Agora, "música"? Será alguma alusão ao homem que se recusava a comportar como o "chefe de uma banda"? Não sei, mas se é o próprio Paulo Portas que assume que nos está a dar música, quem sou eu para discordar.

publicado por Pedro Sales às 05:16
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Domingo, 29 de Julho de 2007
Espelho meu, espelho meu...
Paulo Portas promete para Setembro oposição forte ao Governo nas áreas da Educação, Finanças e Saúde, três meses depois de ter prometido ser uma "oposição firme e credível" e de passar o tempo a dizer que é o político melhor posicionado para combater José Sócrates. O resultado de tanto convencimento, apesar da inacreditável atenção mediática de que dispõe (*), ficou à vista em Lisboa.
(*) Personalidades que mais tempo de informação protagonizaram no 1.º semestre 2007 - dados Marktest
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publicado por Pedro Sales às 14:58
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007
Se nem eles se levam a sério...
O Grupo Parlamentar do PP esteve reunido hoje de manhã para decidir o nome do novo líder parlamentar. Às 13 horas, e ainda sem estar decidido o nome do novo líder, os deputados populares interromperam a reunião para almoçar. A "reflexão" segue dentro de momentos. De barriga cheia, pois claro.

publicado por Pedro Sales às 15:33
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Domingo, 15 de Julho de 2007
Temos homem
Paulo Portas disse hoje que "podia fazer o habitual, um certo politiquês, dizer que são meras eleições locais, que são intercalares, que houve muita abstenção". Mas não. Paulo Portas assume a derrota e, depois de ter dito que era um teste à sua liderança, aceita as consequências. Quando toda a gente estava à espera que marcasse uma reunião da concelhia de Lisboa ou do núcleo da junta de freguesia da Sé, o líder do PP convocou um Conselho Nacional. Paulo Portas tem 98% dos lugares no Conselho Nacional. Marques Mendes, esse fraco, marcou umas eleições directas para a liderança do partido.

publicado por Pedro Sales às 23:11
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E só não deixo de ser sócio do Benfica, para salvar o Paulo, porque há mais de dois anos que não pag
Telmo Correia demite-se da vice-presidência do partido e da liderança da bancada parlamentar.
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publicado por Pedro Sales às 23:09
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A melhor vassoura ficou para o fim
Telmo Correia passou o último mês a oferecer uma vassoura aos eleitores para "limpar Lisboa". Os lisboetas deram-lhe hoje a resposta.
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publicado por Pedro Sales às 21:37
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Sábado, 7 de Julho de 2007
Uma frase que é todo um programa. O do PNR.
“Somos todos filhos de D. Afonso Henriques e vivemos felizes com isso”.
Telmo Correia, candidato do Partido Popular à Câmara Municipal de Lisboa, aos microfones da SIC. 7 de Julho de 2007.

Só quem não tem estado atento à campanha que Telmo Correia está a fazer em Lisboa é que pode pensar que a lamentável xenofobia desta frase é um equívoco. Nada mais falso. A cada dia que passa, e com todas as sondagens a colocarem-no fora da vereação, Telmo Correia não pára de encostar o discurso do Partido Popular às tradicionais bandeiras eleitorais da extrema-direita. Ele são os casamentos gays, o fim da despenalização da droga ou das salas de injecção assistida, os grafiteiros que sujam as paredes ou a mais que ambígua distribuição de pás e vassouras “para limpar a cidade”.

Não é a primeira vez que o PP, sob a direcção de Paulo Portas, recorre ao populismo mais rasteiro e primário para salvar a face num acto eleitoral. Em 2002 foram os ciganos, que "roubavam" o Rendimento Mínimo Garantido. Agora chegámos à purificação da raça. Dêem-lhes tempo.
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publicado por Pedro Sales às 22:20
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