Sábado, 5 de Julho de 2008
Concertação mimética

"A dívida de Portugal ao estrangeiro deverá atingir em 2008 os 100% do PIB. Tudo isto são sinais de alarme de uma situação financeira que, na prática, é insustentável". Manuela Ferreira Leite, 30 de Junho de 2008.

 

Cavaco Silva: endividamento de Portugal pode tornar-se insustentável. 4 de Julho de 2008. 



publicado por Pedro Sales às 09:25
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008
A frugalidade do fiambre e a venda de créditos fiscais do Estado

"É interessante ainda registar que a escolha de Manuela Ferreira Leite é a escolha de alguém que, como sabem os seus vizinhos", se pede 150 gramas de fiambre não acede ao "podem ser 200"? Comportamentos assim deixaram de ser comuns entre os mais novos, mas persistem em quem tem a idade que ela tem - e regressaram nas famílias que voltaram a apertar o cinto." José Manuel Fernandes, editorial do Público de 1 de Junho de 2008.

 

É enternecedor ver a forma como José Manuel Fernandes se comove com a frugalidade de Ferreira Leite. Só que ninguém ganha eleições pelo rigor empregue nas suas compras na mercearia, mas já as pode perder pelo resultado das suas acções governativas. E é pena que a frugalidade de Ferreira Leite se tenha ficado pelo fiambre, como nos lembra o Tribunal de Contas:

Com a operação de cedência das dívidas ao fisco e à Segurança Social, o Estado conseguiu no final de 2003 arrecadar de uma só vez 1,7 mil milhões de euros, que foi o valor pago pelo Citigroup pelo conjunto dos créditos que totalizavam 11,44 mil milhões de euros. Posteriormente, foram emitidas obrigações referentes às dívidas adquiridas por investidores internacionais, que recebem ainda uma remuneração. Assim, o Estado vai pagando aos investidores à medida que for cobrando as dívidas.


E aqui tem residido o problema. Grande parte das dívidas cedidas revelaram-se inexistentes, pelo que o Estado está a ser obrigado a substituí-las por créditos mais recentes o que tem prejudicado a arrecadação de receitas fiscais e deverá continuar a fazê-lo nos próximos anos.



publicado por Pedro Sales às 10:53
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Manuela Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leite decidiu não dizer nada durante as directas do PSD. Conduzindo a campanha mais pessoalizada de que há memória, o resultado da estratégia está longe de ser o mais animador. Apesar do significativo crescimento do universo eleitoral, Ferreira Leite apenas conseguiu mais mil votos do que Marques Mendes contra Menezes. As duas candidaturas que disputaram os destroços da cessante liderança bicéfala, conseguiram mais de 60% dos votos. Mas Ferreira Leite não deverá encontrar grandes problemas internos. Cheira a eleições e todos querem ter o seu lugar nas listas que se avizinham.


Os problemas são outros. O que é que Ferreira Leite tem para oferecer que a distinga de um Sócrates que pode reclamar ter conseguido cumprir aquilo a que Ferreira Leite se propôs: pôr as contas públicas em ordem? Acreditar, como circula por alguma blogosfera, que Ferreira Leite vai guinar o PSD para a esquerda e disputar o descontentamento do eleitorado de centro-esquerda é esquecer que o único trunfo que lhe permitiu 37% no PSD, a sua imagem de marca como “dama de ferro”, é um poderoso handicap fora do campo político mais seguro da direita.


Depois o principal. Quem perde um debate com Patinha Antão tem um problema sério para resolver. Mesmo sem dizer quase nada, as entrevistas e declarações políticas de Ferreira Leite foram uma desgraça. Não vai ter essa benesse nas legislativas. Vai ter que explicar ao que vem e como se propõe fazê-lo. E aí, a julgar pelas titubeantes explicações sobre o fim da universalidade no SNS e as prestações nuns debates muito reverentes, a tarefa está longe de garantir os serviços mínimos. Ferreira Leite é a líder escolhida para pôr ordem na casa e perder com dignidade. No estado em que está o PSD já não é pouco. Mas convém não pedir mais que é para não ficar desiludido.



publicado por Pedro Sales às 09:37
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