Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
Parafraseando Menezes


“Parafraseando John Wayne sinto nesta altura que está quase toda a gente contra mim excepto o povo”. Aproveitando a até aqui desconhecida veia cinéfila de Menezes, revelada na inesquecível entrevista à Sic Notícias, o Zero de Conduta tomou a liberdade de recomendar algumas citações para o actual líder do PSD utilizar quando entender conveniente e que, em nosso entender, se ajustam ao seu perfil politico:

“Parafraseando Al Pacino, mantém os teus amigos por perto, mas os teus inimigos mais perto ainda". Godfather II.

Parafraseando Tom Hanks, “a minha mãe dizia sempre que a vida era como uma caixa de chocolates: nunca se sabe o que vai sair dela. Forrest Gump.

Parafraseando Cary Grant , No mundo da publicidade não existe a mentira. Existem apenas expedientes oportunos. North by Northwest.

Parafraseando Woody Allen, há uma velha piada, ah, duas mulheres idosas estão no Catskills Mountain Resort e uma delas diz "A comida aqui é realmente má". A outra responde-lhe: "Pois, eu sei, e as doses são tão pequenas". Bom, é isto que eu sinto acerca da vida. Annie Hall.


publicado por Pedro Sales às 10:21
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008
A comunicação para esconder o vazio
Parece imperar a ideia, em certos quadrantes, de que a solução para todas as questões políticas com que se defrontam os governos e partidos se resolvem com inovadoras estratégias de comunicação. Luís Filipe Menezes levou essa ideia até onde nunca ninguém tinha chegado e contratou uma agência para centralizar toda a comunicação e imagem do partido. Sintomaticamente, no preciso momento em que surgem as primeiras criticas à vacuidade da sua liderança, avança com a mesma empresa para tomar conta da comunicação do grupo parlamentar. O propósito é claro. Controlar a casa, calando as vozes incómodas do grupo parlamentar, o que rapidamente foi percebido e recusado pelos visados.

Porque reduz a autonomia política da direcção e o controle democrático dos filiados de um partido sobre os processos de decisão politica, todo o contrato do PSD com a Cunha e Vaz é bastante questionável. Mas a sua extensão aos deputados, principalmente pelo que se entrevê nos seus pressupostos, entra num ponto sensível que não convém menorizar. “É provável que achem esta tentativa de pôr ordem no caos uma limitação da liberdade de expressão dos representantes eleitos da Nação”, diz o João Villalobos, num post em que elogia a decisão de Menezes. Claro que sim, João. Bem ou mal, os portugueses elegeram deputados, não votaram na Cunha e Vaz associados. Quando põem uma cruz no boletim de voto não a podem castigar - e esse não é um pormenor. É inimputável e muito pouco escrutinável. Caso não avance com esta medida, diz o João Villalobos, “ficamos a perceber que [os deputados] continuam a preferir brincar às oposições”. Desculpa lá, João, mas não é isso que o Menezes, com a prestimosa ajuda de Cunha e Vaz, anda a fazer há uns meses valentes?

publicado por Pedro Sales às 19:17
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
O boomerang do populismo
Quem sabe esquecido dos pactos com o Governo, que propõe a um ritmo semanal, Luís Filipe Menezes diz que “chegou a altura do primeiro-ministro José Sócrates deixar de corer pela Indía e regressar ao país, onde a intranquilidade pública se está a tornar numa bandeira negativa”. Lembrando os homicídios e a apreensão de droga no Algarve, remata: “É preciso que o primeiro-ministro tenha mão nesta situação”. No mesmo dia em que Menezes, que não deve parar há meses em Vila Nova de Gaia, associa a ausência de José Sócrates no estrangeiro a um homicídio e à eficácia da polícia no combate ao tráfico de droga, duas outras notícias marcam a actualidade. O concelho de Gaia está a ser fustigado por uma nova vaga de roubos à mão armada de automóveis de alta cilindrada. No espaço de uma semana houve pelo menos quatro casos. Segundo o Público (sem link), a Polícia Judiciária e as Finanças investigam fraude fiscal no Porto do Funchal, numa empresa de que o Governo Regional é um dos sócios-fundadores. É este o problema da demagogia e do populismo. É um boomerang pronto a atingir quem o arremessa em primeiro lugar.

publicado por Pedro Sales às 18:42
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007
Afinal, ele é que é o Perouuuzidente da Juncta
De acordo com o Expresso, Luís Filipe Menezes arranjou uns especialistas internacionais em marketing político que, a partir de Espanha, lhe enviam três ideias e dez frases, dia sim dia não. Tanto estratega, especialista e assessor para guiar o mais pequeno passo do partido e, no entanto, ninguém parece ser capaz de avisar Menezes das coisas mais simples. É patético, para não dizer confrangedor, ver o líder do maior partido da oposição a fazer campanha nas eleições intercalares de uma pequena junta de freguesia de Santa Maria da Feira, como se estivesse a disputar o lugar ao primeiro-ministro. Falando para meia dúzia de pessoas, mais interessadas nas castanhas que distribuía, Menezes garantiu que esta será “a primeira de muitas vitórias” e que votar no candidato do PSD à junta é “mostrar um pequeno cartão amarelo a José Sócrates”. Se estavam a pensar criar a percepção de uma suposta dinâmica de vitória e de transição politica esqueçam. Dá só a ideia do fosso que separa o primeiro-ministro de Menezes. Enquanto um governa o país, o outro contenta-se em ganhar uma junta de freguesia. O ridículo pode mesmo matar.

publicado por Pedro Sales às 23:44
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007
Showoff Menezes
Durante mais de dois anos, nos vários espaços de opinião de que dispunha, Luís Filipe Menezes nunca se preocupou em contestar as opções politicas de José Sócrates. A sua oposição era a Marques Mendes. Uma a uma, todas as posições do então líder do PSD foram sendo contestadas por Menezes. Foi assim com a Ota, TGV ou o encerramento de maternidades. O livrinho com as colunas de opinião assinadas por Menezes é o melhor aliado do Governo, como Santos Silva já demonstrou no debate do Orçamento. É por isso mesmo que Menezes se tem entretido, desde que está à frente do maior partido da oposição, em propor pactos de regime para tudo o que mexe e pronunciar-se ao lado das questões de fundo nos dossiers mais polémicos - como é o caso do novo aeroporto.

Menezes precisa de uma nova agenda. Na que tem ramificações nas decisões políticas dos últimos dois anos está demasiado colado às posições do PS. É a essa luz que a eternidade que demorou a perceber a importância política da concessão das Estradas de Portugal, e as possibilidades que esta abre para a desorçamentação das contas ou à cobrança de portagens na rede rodoviária, são um mau sinal sobre a sua capacidade de fazer oposição ao governo. Era a oportunidade que tinha para se opor ao partido socialista numa das raras matéria em que não existe nenhum artigo a comprometer as suas posições. Já nem se fala das propostas, que ainda não se conhece nenhuma do PSD ao Orçamento de Estado. Como disse Marcelo Rebelo de Sousa na sua coluna do SOL, um a um, o Grupo Parlamentar do PSD deixou escapar todos os temas importantes do Orçamento para os três partidos mais pequenos. Para lá do showoff Santana, o saldo não foi brilhante. Mas, cá fora, o treinador de bancada que dirige os destinos do partido laranja também não esteve melhor.

publicado por Pedro Sales às 20:08
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007
Ficar com o dinheiro dos contribuintes ainda vá que não vá, agora ouvir o Roberto Carlos é que não s
Luís Filipe Menezes trocou, em 1988 e 1999, as "viagens fantasma", que (não) fez quando era deputado, por bilhetes nos Casinos do Estoril e de Vilamoura para assistir aos espectáculos de Roberto Carlos e de Dione Warwick.



publicado por Pedro Sales às 18:17
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Eu gosto é do avião (principalmente quando são os outros a pagar)
A campanha eleitoral no PSD ficou marcada pela viagem de Luís Filipe Menezes aos Açores, num jacto privado, e que foi paga por um empresário do sector hoteleiro com interesses em Vila Nova de Gaia. Os aviões parecem, de resto, ser uma constante na carreira política de Menezes.

Há quase 20 anos, este homem que se apresenta agora como a renovação da classe política, já era deputado e foi um dos principais protagonistas das lamentáveis "viagens fantasma", tendo uma "conta conta-corrente numa agência de viagens, alimentada com as verbas que a Assembleia da República lhe pagava a título de despesas de deslocação. As viagens requisitadas não eram feitas e a conta-corrente serviu para pagar despesas particulares - entre as quais uma viagem da sua mulher a Paris, estadas em hotéis em Vilamoura e na Madeira e ainda entradas no Casino Estoril". (Expresso, 11 Setembro 1999)

Acusado de "burla" pelo Ministério Público, "forneceu às autoridades uma morada inexistente, comprometeu-se a comparecer no Ministério Público (MP) para prestar declarações, mas faltou, apresentou um atestado médico e, depois, ausentou-se para Paris", levando o MP a concluir que estava «objectivamente obstaculizando o célere andamento» da Justiça. A reacção de Menezes contra o Ministério Público foi contundente, envolvendo-se numa guerra de insultos e garantindo, taxativamente, que não seria julgado. Arrogante? Claro, mas sabia do que falava. O processo prescreveu. O Portugal que conhecemos tem décadas. E Menezes, que se apresenta como a renovação da classe política, tem andado sempre por aí.

publicado por Pedro Sales às 09:01
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