Quarta-feira, 18 de Junho de 2008
Ajuste de contas

Em vez de assumir a responsabilidade pelo estado miserável em que deixou a gestão camarária da capital, o PSD insiste em usar uma maioria resultante de uma eleição sem qualquer tipo de legitimidade política para ajustar contas com o passado. Só assim se compreende que o PSD tenha feito a Assembleia Municipal de Lisboa aprovar uma moção de censura ao vereador Sá Fernandes...por causa de uma decisão do vereador Marcos Perestrello. A iniciativa, que não tem qualquer resultado prático, torna-se ainda mais caricata quando se percebe que a moção é unipessoal e não é extensível ao executivo, como manda a lei.

Mas o melhor estava guardado para o fim. Um dos motivos para a moção de censura é a presença de uma placa, alusiva ao financiador das obras de requalificação de um parque infantil, transformada pelo PSD na tentativa de “privatizar o Jardim da Estrela, entregando-o à conhecida cadeia de hipermercados Continente, mais uma vez prejudicando todos os seus utilizadores em benefício de um poderoso grupo económico”. Bem pode Ferreira Leite ganhar as directas que quiser no PSD. O seu partido provou ontem que continua agarrado a uma imagem providencial de Santana Lopes, cuja gestão ainda defende, e não hesita em usar uma maioria fraudulenta para ajustar as contas com um passado em que Sá Fernandes lhes estragou os negócios para a privatização de um espaço público que agora parecem ser os mais acérrimos defensores. Olha quem...


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publicado por Pedro Sales às 09:46
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Domingo, 8 de Junho de 2008
Praça das Flores

A Praça das Flores foi transformada durante duas semanas num gigantesco condomínio privado, com um batalhão policial a garantir que, depois das 17 horas, apenas entram os moradores recenseados e os felizes portadores de um convite da Skoda. Numa câmara sem dinheiro, posta de rastos pela mesma direita que agora se tornou uma súbita defensora do espaço público, é compreensível que a gestão da CML tente arranjar formas originais de reabilitar o espaço público sem comprometer o erário público. Mas, sendo compressível que se concessione espaços como o da Praça do Comércio ou da Figueira, não há nada que explique o que passou pela cabeça dos vereadores para não perceberem que esta decisão iria tornar a vida dos moradores de um pequeno bairro, que vive à volta daquela praça, num inferno.


Ao contrário do que vem na maioria dos blogues, a autorização para esta inaceitável privatização do espaço público foi assinada pelo vereador Marcos Perestrello, tendo Sá Fernandes passado a autorização de ruído até às 22h30. A forma desajeitada como Sá Fernandes apareceu, desde o primeiro momento, a defender o indefensável, tornou-o na figura mais a jeito para desancar. É certo que não devia ter autorizado uma decisão que desliga um bairro dos seus moradores e demais habitantes de Lisboa, mas ver a forma como a PCP, Helena Roseta ou a blogosfera em peso se atira ao “Zé”, esquecendo-se do principal mentor da Skodização da Praça das Flores, é elucidativo sobre as prioridades de alguma da indignação sobre este caso. I

 

Vale a pena ler o que escreve o Daniel Oliveira, morador do bairro agora sitiado para a apresentação de um carro, para ter uma noção mais precisa do que se passa na Praça das Flores. 


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publicado por Pedro Sales às 15:49
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
Os gloriosos malucos das máquinas voadoras
 
Steve Peat vence, pela sétima vez, o Lisboa Downtown, cumprindo o percurso em 1.40.435. Vale a pena ver...e tentar esquecer os comentários.

 

PS: Há uns anos, o Top Gear veio a Lisboa e colocou uma bicicleta e um Clio frente a frente em Alfama. Adivinhe quem é que foi mais rápido? 


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publicado por Pedro Sales às 10:29
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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
Interesse público?

Câmara de Lisboa suspendeu montagem da Feira do Livro e pondera cancelamento do subsídio. Alegando uma peculiar noção de interesse público a Câmara indica, num extenso comunicado, que:


"Mostrando-se intransigente em relação aos pavilhões da Leya, que representa autores como Lobo Antunes, Lídia Jorge e Saramago, a APEL corre o risco de perder o subsídio camarário: a autarquia pode vir a invocar a perda de interesse público do evento, por via da possível ausência destes autores."


Pode ser que tenha escapado a António Costa, mas os lisboetas não se têm deslocado todos os anos à Feira do Livro por causa do autor A ou Z, mas porque gostam da Feira. Há muito que os passeios no Parque Eduardo VII fazem parte da tradição anual de milhares de pessoas e transformaram a Feira num dos mais populares eventos culturais de uma cidade em que eles não abundam. Pior. Ao associar o interesse público à presença de certos autores, defendendo as pretensões de uma editora interessada em gozar de um tratamento de excepção,  a Câmara aceita a chantagem dos grandes grupos editoriais. Este ano são os pavilhões especiais que a Leya teima em montar. Mas, aberto o precedente, quem é que garante que a chantagem da Leya não vai subir de tom? E o que pensarão as outras dezenas de autores e editoras que, no entender da Câmara, não são dignos do interesse público? Se a decisão é mais do questionável, a justificação é inaceitável. Uma trapalhada, agora com a mão de António Costa.


Actualização: Através do Gabriel Silva, na caixa de comentários deste post, fiquei a saber que as afirmações citadas no site do Público não constam do comunicado da CML. Curiosamente, deixaram também de constar na notícia do Público.pt... Aguardemos, então, para ver como é que se resolverá este cada vez mais complicado imbróglio.


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publicado por Pedro Sales às 10:53
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Sábado, 15 de Março de 2008
Para quê e para quem?

Há várias décadas que a zona ribeirinha da capital é uma coutada privada do Porto de Lisboa, desprovendo a cidade de mecanismos públicos para o ordenamento e gestão desta zona nobre. É por isso difícil de compreender o veto político do Presidente da República à transferência para a autarquia da gestão da zona ribeirinha, uma das raras matérias que garantia o consenso de todas as forças partidárias.

E é ainda mais estranho porque, numa atitude inédita, o Presidente não explicita os motivos que o levaram a devolver o diploma para o Governo. O incómodo com a decisão é tão óbvio que lançou os conselheiros de Cavaco Silva num jogo de palavras de mais que questionável honestidade intelectual. Tentando negar o óbvio - a existência de um veto político -, Belém garante que se limitou a devolver o diploma. Só que, como os conselheiros do PR muito bem sabem, uma e outra coisa querem dizer o mesmo.

Fica por saber o que é que leva Cavaco Silva a pretender manter uma parte da capital nas mãos da administração do Porto de Lisboa, ainda por cima sem o explicar e sem coragem para assumir o peso político da sua decisão.


publicado por Pedro Sales às 18:19
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Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
tune in, turn OFFF

OFFF Lisboa, 2008

International Festival For The Post-Digital Creation Culture

(whatever that means)

8-10 de Maio
LX Factory

Para entrar no catálogo, submeter até 2 de Março de 2008.
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publicado por Vasco Carvalho às 14:19
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
Anedota com laranja
O PSD, que usou e abusou de uma maioria absoluta na Assembleia Municipal que não representa a vontade do eleitorado para criar uma crise artificial na capital, apresentou uma solução de compromisso para aceitar o empréstimo para saldar as dívidas que o próprio PSD deixou. 400 milhões de euros e não se fala mais nisso. Uma redução de 100 milhões. No final, o acordo proposto pelo PSD foi aprovado com a abstenção dos deputados...do PSD. Começa a não haver palavras para descrever as trapalhadas deste partido.
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publicado por Pedro Sales às 19:52
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
É preciso topete
O mesmo partido que deixou uma dívida de 360 milhões de euros na câmara de Lisboa, depois de seis anos de desvario absoluto a que condenou a gestão da cidade, achou por bem votar contra o empréstimo para saldar as dívidas aos fornecedores que ameaçam fechar a torneira e deixar a capital ingovernável. O PSD foi a única força que votou contra o empréstimo, que tinha sido um dos principais temas da campanha, dando bem conta da irresponsabilidade que continua a tomar conta deste partido.
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publicado por Pedro Sales às 12:37
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
Uma melodia tão agradável que tapamos os ouvidos
No nosso Clube, o ruído dos tiros, é uma melodia comparado com o dos aviões que cruzam a cidade e com o próprio ruído produzido pelo trânsito infernal ao qual felizmente escapamos neste local. No site do Clube de Tiro de Monsanto.

Pela minha parte, que costumo andar de bicicleta em Monsanto, e ainda não me habituei à melodia do chumbo a cair no capacete, confesso que gostava de perceber que música é que os responsáveis por este clube de tiro deram ao PSD, Carmona Rodrigues e Helena Roseta - que votaram contra a remoção desta bizarria lisboeta, permitindo a perpetuação de um clube de tiro dentro de um parque florestal no centro da cidade.

publicado por Pedro Sales às 17:05
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Oh, que horror, já há chineses na baixa de Lisboa
Maria José Nogueira Pinto não quer lojas chinesas na Baixa de Lisboa, preferindo concentrá-las no Martim Moniz. Diz que é a única forma de “travar o declínio” da zona nobre da capital: “se continuam naquele território, nunca mais vai ser possível deitar mão ao pequeno comércio”.

Só que, como Nogueira Pinto deveria saber, os problemas do pequeno comércio da baixa pouco ou nada têm a ver com as lojas chinesas, mas com a mudança da geografia comercial da cidade para as grandes superfícies como o Colombo, com a desertificação do centro da cidade e com os horários, completamente desfasados da realidade, do comércio tradicional. Expulsar os chineses não tem nada a ver com a defesa dos pequenos comerciantes, é antes o mais puro reflexo do preconceito social de quem não suporta ver a baixa da cidade contaminada com produtos típicos da “loja dos 300” e que só os pobres é que parecem ter "gosto" em comprar.

O Diário de Notícias, que aplaude a iniciativa, dá eco a esse sentimento:“Quando uma câmara permite abrir tantas "lojas dos 300" e "dos chineses", em vez de lojas de qualidade, especializadas e bonitas, que dão prazer de ver a quem compra como a quem passa por elas - turistas incluídos -, está a contribuir para que a cidade se degrade”. Para que isso não aconteça, remata o centenário jornal, nada melhor do que colocar estas lojas num local específico, como fez Nova Iorque com as “bancas de quinquilharias dos chineses(sic)”. Só que, nem Chinatown são bancas de quinquilharia, nem é um amontoado de "lojas dos 300". Tem de tudo, desde o comércio mais barato até ao especializado e de luxo. (já agora, vale a pena ler qualquer coisa sobre a sua história, para perceber a legislação e o clima de xenofobia a que está associada a sua criação).

Mas nada disto é de espantar. Nogueira Pinto defende o que sempre defendeu. Uma visão do centro da cidade uniformizada e reservada às “lojas âncora”, grandes multinacionais e pequeno comércio de lojas “bonitas”. Chamar cosmopolitismo a esta visão asséptica da baixa tem quase tanta piada como tentar perceber que base legal é que Nogueira Pinto vai invocar para proibir a aquisição de um estabelecimento comercial com base na nacionalidade do seu proprietário. É mais fácil enganar um editorialista distraído do que a constituição, é o que vale.
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publicado por Pedro Sales às 07:04
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007
Ainda Lisboa
No dia seguinte às eleições intercalares de Lisboa, escrevi aqui que, face aos resultados, o cenário mais fácil para António Costa seria governar em minoria, procurando aqui e ali os votos necessários para governar. Não foi isso que aconteceu. Quis um acordo com as esquerdas, confirmando, aliás, o sentido de voto dos lisboetas que deram uma votação esmagadora a estas forças políticas. Não foi possível, soube-se ontem à noite, com a recusa de Helena Roseta. Depois de ter apelado, quando se candidatou, a uma união de todas as esquerdas, Roseta disse ontem que não aceita lugares em troca de compromissos. Curiosamente, faz essas declarações ao mesmo tempo que garante que não aceitou porque não lhe ofereceram pelouros e apenas um programa para acrescentar as alterações que entendesse e assinar. Vá-se lá saber.

Restou Sá Fernandes, que assinou um acordo com António Costa. Não garante a maioria, mas garante as condições para o que pode ser uma boa governação da capital, afastando o PS da pesca à linha com Carmona ou Negrão. Em primeiro lugar, o acordo ontem divulgado exclui a construção na frente ribeirinha da cidade e garante a implementação do Plano Verde do arquitecto Ribeiro Teles; aposta na reabilitação em vez da construção e abre as portas a uma quota de 25% das novas casas a preços controlados. Este último ponto, aliás, tem sido objecto da mais demagógica das oposições. Os construtores civis dizem que faz lembrar Havana, esquecendo-se que esta é uma proposta decalcada da legislação que vigora na Catalunha, e quotas de casas a preços controlados há muito que existem nos EUA ou Paris. Mas essas até foram as melhores notícias para António Costa. Ter os patos bravos na televisão a dizer mal de um executivo camarário, no dia em que este toma posse, dá quase tanto prestígio e apoio popular à câmara como uma greve de juízes ao governo. Aguardemos, pois, que os próximos dois anos prometem.
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publicado por Pedro Sales às 12:26
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007
E ela, também vive em Havana?
"Nós estamos na cidade de Lisboa, não estamos em Havana, não estamos em Cuba, e se isso avançar admitimos recorrer ao tribunal porque não nos parece legal qualquer medidas que fixe os preços das casas", disse Joaquim Fortunato,o presidente da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas, em declarações à TSF.

Carrie Bradshaw: another source of pride is her apartment; a rent controlled open-planned studio in an Upper East Side brownstone that is certainly enviable for its stabilized rent, space and good location. The apartment, which she eventually purchases, is her home for the entire run of the series.
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publicado por Pedro Sales às 23:48
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Domingo, 22 de Julho de 2007
Nota a novo edil
Exmo. Sr. Dr.:

Venho por este meio solicitar inspecção camarária ao decadente imóvel sito ao Largo do Rato, n.º 2. Como se constata em fotografia anexa, as fundações estão a ruir e todo o edifício se afunda atrás da fachada direita.

Os melhores cumprimentos
e longa vida ao Presidente do Conselho.

Frente e Fachada Direita do N.º 2, Largo do Rato
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publicado por Vasco Carvalho às 17:53
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Domingo, 15 de Julho de 2007
O momento televisivo da noite II
José Sócrates, aos gritos em cima de um camião Tir estacionado à frente do Hotel Altis, agradece aos "eleitores lisboetas que deram esta vitória histórica ao partido socialista". Cá em baixo, 300 eleitores de Famalicão, Alandroal, Tondela, Bobadela e Cabeceira de Basto agitam as bandeiras e gritam "Pêéxe", "Pêéxe", "Pêéxe".
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publicado por Pedro Sales às 23:37
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Parece que ainda ninguém reparou...
...mas António Costa só teve mais 2,8% do que Carrilho. E isto, apesar nunca ter virado as costas a Carmona Rodrigues para não lhe apertar a mão.
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publicado por Pedro Sales às 22:00
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O momento televisivo da noite
Manuel Mestre, na Sic, a perguntar aos simpatizantes socialistas à porta do Hotel Altis de onde é que vieram. Alandroal, no Alentejo, responde um. Porto e Tondela, respondem os outros. Porque é que vieram, então, pergunta o jornalista? "Viemos na excursão do partido", "convidaram-me para vir na camioneta do PS". Deve ser a isto que chamam uma onda rosa.
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publicado por Pedro Sales às 21:45
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A melhor vassoura ficou para o fim
Telmo Correia passou o último mês a oferecer uma vassoura aos eleitores para "limpar Lisboa". Os lisboetas deram-lhe hoje a resposta.
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publicado por Pedro Sales às 21:37
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Sábado, 14 de Julho de 2007
Oportunidade perdida?
Seguro, seguro nada o é. Mas o que parece, assim de longe, é que perto de 30% dos Lisboetas vão votar por uma cidade à esquerda do atavismo Socrático. O que vejo, assim sem ver, é que nem José Couceiro conseguiria montar uma campanha de direita mais fraca, com falhas absolutas de estratégia e de elenco. E o que se ouve, distintamente, é a negação total do neo-fascismo, do racismo, da homofobia e demais ervas daninhas mal disfarçadas de projectos políticos.

E fica esse sabor a oportunidade perdida. A memória de um momento raro na vida da cidade onde pouco mais que esses 30% seriam suficientes para disputar as eleições a um PS em queda e a um PSD dividido. De umas eleições em que uma frente de esquerda tolerante, abrangente e convincente teria conseguido mobilizar Lisboa para opções políticas de transformação profunda.

A Lisboa de António Costa será, na melhor das hipóteses, um tronco sem direcção própria num imenso pantanal Socrático. A Lisboa de esquerda ficou a esbracejar, à espera desse barco que tarda em chegar. Um ou dois ramos soltos não atrairão a atenção de quem busca, aflitivamente, terra firme para não se afundar no lodo.

Resta o limitado espectro de convergências pós-eleitorais com António Costa: seja à esquerda ou à direita, aí se verá a inutilidade de servir de muleta a uma muleta.

publicado por Vasco Carvalho às 05:27
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007
O Zé faz falta...
José Sá Fernandes fez aquilo que se pede a um eleito. Cumpriu o que prometeu. Num país como o nosso, onde tanto se fala de ética republicana com os resultados que se conhecem, José Sá Fernandes já deu provas que não vacila perante ninguém para defender os interesses da cidade.

José Sá Fernandes candidata-se a Lisboa. É esse o seu objectivo e ambição. Candidata-se porque ama a cidade onde parece ter calcorreado a pé cada canto e cada esquina. Não se candidata para ser o futuro secretário-geral e candidato a primeiro-ministro, para se vingar de quem o apeou da câmara ou para ajustar contas com o partido onde militou anos e anos. Parece que não, mas faz toda a diferença.
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publicado por Pedro Sales às 23:14
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007
O Zé faz mesmo falta
Domingos Névoa, administrador da Bragaparques, vai a julgamento por corrupção activa, no caso de tentativa de suborno do vereador da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes. Uma decisão sem recurso, apesar dos truques saloios dos advogados da Bragaparques. É só um julgamento, dirão, e é verdade. Mas não é um julgamento qualquer. É a primeira vez que, em democracia, alguém vai a tribunal por alegada tentativa de suborno de um autarca. Há 30 anos que toda a gente fala na necessidade de combater a corrupção nas autarquias, mas bastaram alguns meses, e um vereador íntegro e consciente dos seus deveres, para a vermos julgada onde deve ser feita justiça. Na barra do tribunal. O Zé faz mesmo falta.
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publicado por Pedro Sales às 16:05
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Terça-feira, 10 de Julho de 2007
Quadradatura do círculo
Conseguir debater alguma coisa num debate a 12 era a quadratura do círculo da maratona que acabou há umas horas na RTP. Não foi possível, como é natural, mas sempre ficaram algumas imagens sobre a campanha. António Costa limita-se a cumprir os serviços mínimos. Dá para ganhar, mas não galvaniza ninguém para conquistar uma maioria absoluta que pede insistentemente mas vai ficar longe de conseguir. Conta com um aliado de peso. Fernando Negrão, constantemente trapalhão e demagógico nas acusações que lançou a Costa. A sua campanha é puramente negativa.

Carmona é a revelação desta campanha. Não por si, claro, que não são precisos casos como o concerto de Toy para nos elucidar sobre o seu carácter. Mas como conseguiu, durante mais de um mês, passar pelos pingos da chuva e não ser incomodado com as questões que levaram Lisboa a umas eleições intercalares. Visto de fora, parece que quem está a ser julgado por este incómodo absoluto que são umas eleições, que todos os lisboetas pareciam defender, é José Sá Fernandes. É dos poucos que se dá ao trabalho de atacar o legado de Carmona, como ontem se viu, e esse não é um ponto menor nesta campanha. Roseta e Costa, esses, pareceram mais entretidos em namorar um acordo pós eleitoral com o homem que esteve à frente da Câmara nos últimos anos. Um pequeno pormenor que revela o calculismo estratégico de Roseta. Não é em três ou quatro semanas que se perdem hábitos, e modelos de pensamento, que se ganharam em 30 anos na direcção dos partidos do bloco central. Não é um defeito em si, convém é não vir com o discurso da cidadania quando se passou uma vida inteira nos corredores do poder.

Dia 15 vamos a votos, de preferência com mais votantes do que os pombos que acompanhavam o debate no ecrã gigante instalado numa deserta Praça do Município.
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publicado por Pedro Sales às 08:22
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Se for como no meu prédio vai ser lindo. Somos seis inquilinos e ninguém se entende com o condomínio
Helena Roseta defendeu a extinção da Gebalis, empresa responsável pelos bairros municipais, defendendo a criação de cooperativas geridas pelos habitantes dos bairros.

publicado por Pedro Sales às 00:01
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2007
Afinal, ainda há ideias parvas de que ninguém se lembrou
O candidato do MPT, que um dia Santana Lopes se lembrou de convidar para deputado, disse que tem uma boa proposta de que ainda ninguém se lembrou: a Câmara deve pedir à Brisa uma compensação por cada carro que entre na cidade.

publicado por Pedro Sales às 22:48
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Claro, tem barcos...
"Deixe-me falar do Porto de Lisboa". Garcia Pereira

"Claro, está englobado na questão dos transportes", Fátima Campos Ferreira e os seus apartes cada vez mais inteligentes.
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publicado por Pedro Sales às 22:43
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Uma campanha subterrânea
Depois do inenarrável hino de apoio a Carmona Rodrigues, Toy voltou hoje a entrar em força na campanha. O mesmo Toy que ainda há dois anos dava espectáculos de apoio à CDU em Setúbal, e que dá entrevistas a dizer que “quem me quiser em campanha tem que pagar”, apareceu ontem como figura de cartaz num concerto da Gebalis. Para quem tem problemas com as siglas, a Gebalis é a empresa que gere os bairros sociais da Câmara de Lisboa, e que é presidida por um candidato da lista de Carmona Rodrigues. O caso, que revela uma nada indirecta forma de pagar a participação do cantor na campanha, deu tanto nas vistas que o concerto foi cancelado.

Numa câmara que tem um pelouro da cultura, a empresa que gere os bairros municipais dedica-se a gastar milhares de euros a organizar espectáculos nos bairros sociais, perpetuando a lógica guetizante de zonas que vivem fechadas sobre si próprias. Não oferece frigoríficos, como Valentim, mas, com menos dinheiro, cria uma rede clientelar junto das pequenas colectividades de bairro que é o sonho de qualquer candidato à câmara. Compreender a forma como se faz esta campanha paralela é compreender porque razão, nos últimos 30 anos, Fontão de Carvalho foi, à vez, vereador do PS, PSD, CDU e PP.

Mais interessante que os truques de Carmona é a forma, exemplar, como este caso nos demonstra como é possível em Lisboa, e no século XXI, realizar-se uma campanha subterrânea em tudo semelhante à que acontece em Gondomar ou num qualquer país da América Latina. Uma campanha que não aparece nas notícias e da qual nada se sabe do “outro lado” da cidade, a não ser quando um caso aparece nos jornais.

Este episódio é revelador por isso mesmo. Por nos dar conta de como, durante anos, a presença nestas empresas municipais foi disputada pelos partidos que governaram a Câmara. Oferecendo pão e circo, elas são a garantia de milhares de votos. Afinal, a Gebalis sempre está à frente de 70 bairros e 25 mil fogos, onde vivem aproximadamente 87.500 moradores. 1 em cada 5 eleitores de Lisboa vive nestes bairros. Com tanto voto em jogo até é de estranhar que o Carmona não tenha contratado a Shakira.
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publicado por Pedro Sales às 00:58
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2007
Contas antigas
A forma como Carmona Rodrigues tentou ontem ganhar dividendos políticos da rejeição, por um juiz, da acusação judicial a Fontão de Carvalho, exigindo um pedido de desculpas a Marques Mendes e lançando as farpas do costume a José Sá Fernandes, é absolutamente eloquente sobre as reais motivações de Carmona e do sempre presente Fontão de Carvalho.

Qualquer que venha a ser a decisão judicial, ainda dependente do recurso já anunciado pelo MP, o centro deste caso nunca passou pelos tribunais. Aparentemente satisfeitos com os resultados de uma empresa que mais parece gerida com os pés, os administradores da EPUL decidiram atribuir-se prémios de gestão que não estavam previstos na lei. Em 2004 e 2005 cada um levou para casa 180000 euros em prémios. Uma decisão politicamente insustentável, mais a mais numa câmara municipal à beira da insolvência.

Que grande parte dos comentadores alinhe no disparate vitimizante de Carmona é que não deixa de ser curioso, mostrando que há por aí muito boa gente que a única coisa que espera destas eleições é um ajustes de contas com Marques Mendes e José Sá Fernandes.
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publicado por Pedro Sales às 08:00
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Terça-feira, 26 de Junho de 2007
Fernando Trapalhão


Excertos da entrevista de Fernando Negrão ao Rádio Clube Português


Fernando Negrão está preocupado com a situação das empresas municipais e, garante-nos, tem um plano para acabar com o desperdício. Extingue o IPPAR, porque este foi incapaz de garantir habitação a preços reduzidos, e está preocupado com os problemas de abastecimento de água à capital causados pela ineficiência da EPUL.

Curiosamente, poucos segundos antes de nos brindar com a sua ostensiva ignorância, Negrão garantia que, com ele na Câmara, a competência será o único critério a presidir às nomeações. Eu, por mim, apenas estou à espera que os lisboetas sigam o mesmo critério e que não deixem este homem ocupar um cargo para o qual já deu suficientes sinais de não ter a mínima preparação.

Depois de Santana, Carmona e Fontão, será que Marques Mendes não percebe que já deveria estar na altura do PSD parar de insultar os lisboetas e arranjar um candidato a sério, e não alguém que parece ter ouvido falar de Lisboa no guia turístico que comprou na free shop do aeroporto?



publicado por Pedro Sales às 09:34
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007
E os Paços do Concelho vão para Belém?


Será que ninguém do PSD reparou que, ao juntar as palavras “governo” e “presidente” no mesmo cartaz, o presidente em que todos pensam é em Cavaco Silva e não no presidente da autarquia? Para um cartaz que pretende criticar a falta de autonomia da António Costa face ao Governo, chamar a atenção para que o PSD tem o mesmo problema com Cavaco não me parece que seja a melhor estratégia.Uma campanha muito “À frente”, está visto.

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publicado por Pedro Sales às 15:38
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