Terça-feira, 22 de Julho de 2008
de novo, dennis

 

"The case for war was based on fraud," he said. "That's the core charge in this impeachment resolution. And it just takes one article to be able to force the administration and the president to the consequences of their deceit."

Kucinich e o caso a favor do impeachment


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publicado por Vasco Carvalho às 03:03
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008
careca, dente amarelado, olheiras de três dias... são comunas de certeza

Com a luta de audiências ao rubro no mercado de cabo norte-americano, a Fox desce a níveis impensáveis e retoca as imagens de jornalistas menos simpáticos com a causa Murdoch. (aqui para Media Matters)



publicado por Vasco Carvalho às 21:04
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Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
"the dissidents continue to broadcast extravagant claims of success"

Arquivos das comunicações da CIA no 25 de Abril de 1974.

(via Spectrum)


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publicado por Vasco Carvalho às 06:00
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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008
O liberalismo escolhe as suas vítimas
Ao longo das últimas seis décadas, o rendimento real das famílias de classe média norte-americana cresceu duas vezes mais com os presidentes democratas do que com os republicanos. Mais significativo, o rendimento das famílias pobres cresceu seis vezes mais depressa quando os democratas estiveram no poder. [New York Times]


publicado por Pedro Sales às 23:13
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Domingo, 27 de Abril de 2008
retratos da crise (1)

Come to think of it, I'm thrilled to be
anywhere with high ratings these days.


Bush, com a popularidade muito por baixo, aparece no Deal or No Deal  para desejar sorte a um soldado condecorado - voluntário, purple heart, três comissões no Iraque, ultimate american - que arrisca tudo por um jackpot milionário que pague a casa dos pais (lindo). O episódio foi um flop, 27% abaixo da audiência média do programa.
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publicado por Vasco Carvalho às 07:37
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Terça-feira, 22 de Abril de 2008
A revolução pixelizada em toca-ecrã

Perceptive Pixel é a empresa que produz estes ecrãs. Para os aficionados das primárias, numa cnn perto de si, a noite eleitoral torna-se menos aborrecida.
Este fim-de-semana estive em Erie, Pensilvânia, e pude experimentar as novas urnas eleitoriais electrónicas, em mostra na biblioteca local. Optei pelo boletim republicano e votei em mim. A revolução será multi-toque, sem rasto de papel.


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publicado por Filipe Calvão às 18:36
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Sábado, 15 de Março de 2008
Crónica de uma morte anunciada (1)

Só para estragar o Sábado, e só para os mais distraídos: é oficial, estamos num "financial meltdown".

Martin Feldstein: "The situation is very bad, the situation is getting worse, and the risks are that it could get very bad"

Paul Krugman: "I used to think that the major issues facing the next president would be how to get out of Iraq and what to do about health care. At this point, however, I suspect that the biggest problem for the next administration will be figuring out which parts of the financial system to bail out, how to pay the cleanup bills and how to explain what it’s doing to an angry public."

Nouriel Roubini: "this is another case where profits are privatized and losses are socialized"

Martin Wolff: "a rising auction of scary scenarios"

publicado por Vasco Carvalho às 20:33
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A parada da vergonha
 
Para não variar, é um programa de humor, o Daily Show de Jon Stewart, quem dá a melhor resposta à insanidade moralista que parece ter tomado conta da politica norte-americana e que, desta vez, levou à demissão e contrição pública do Governador de Nova Iorque porque recorreu aos serviços de uma prostituta.

publicado por Pedro Sales às 17:10
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Terça-feira, 11 de Março de 2008
faster, baby, faster

(mais detalhe, aqui)


publicado por Vasco Carvalho às 04:24
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
Guantánamo é onde o Bush quiser
Os Estados Unidos da América drogaram, entre 2003 e 2007, vários imigrantes para facilitar o processo de expulsão do país. Entre as violentas substâncias utilizadas encontra-se um anti-psicótico, Haldol, utilizado no combate à esquizofrenia. Os serviços de imigração reconheceram que 56 deportados receberam remédios psicotrópicos durante um período de 7 meses, entre 2006 e 2007, apesar de não possuírem nenhum registo histórico de problemas mentais. Vários dos deportados sujeitos a esse tratamento desumano e ilegal colocaram os EUA em tribunal, tendo o assunto já chegado ao Senado dos EUA.
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publicado por Pedro Sales às 19:14
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007
Os eufemismos dos carrascos

Os EUA não recorrem à tortura, garantiu Bush há uns meses. De lá para cá o assunto tornou-se um dos temas da campanha presidencial americana, como o Filipe já aqui chamou a atenção, sucedendo-se as evidências do recurso a métodos ilegais para extrair informação. Mas Bush lá tinha as suas razões. Os EUA não torturam porque, na nova terminologia das suas agências, nada é tortura. O Guardian fez um levantamento dos termos utilizados pelos serviços secretos dos EUA para inventarem nomes mais "suaves" para designar aquilo que toda a gente chama pelo seu nome: tortura. "Gestão do sono" é um dos melhores.

Em cima, vídeo da campanha da Amnistia Internacional contra a tortura nos EUA: Unsubscribe.

publicado por Pedro Sales às 20:43
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007
dando graças

Woody Guthrie , this land is your land, 1945.
In the squares of the city, In the shadow of a steeple;
By the relief office, I'd seen my people.
As they stood there hungry, I stood there asking,
Is this land made for you and me?

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publicado por Vasco Carvalho às 06:37
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007
Uma visita bem sucedida
O prestígio internacional e uma maior aproximação aos Estados Unidos da América foram dois dos principais argumentos invocados pelos defensores do alinhamento português na guerra do Iraque. Os resultados estão à vista. George Bush acaba de vetar uma proposta orçamental do partido democrata, utilizando as aulas de português como segunda língua como o exemplo das despesas inúteis a que pretende pôr cobro. No período em que esta proposta legislativa esteve em discussão, José Sócrates e Cavaco Silva visitaram os Estados Unidos da América. O primeiro-ministro encolheu-se e não reagiu quando ouviu Bush agradecer-lhe "a sua decisão de ajudar o povo do Iraque e do Afeganistão a perceber a bênção da liberdade”. George Bush é pouco amigo dos seus amigos. Pelo menos daqueles que percebe que pode tratar e destratar como lhe apetece. Foi uma visita bem sucedida, disse o primeiro-ministro, mas não para os portugueses a viver nos EUA. Não só ficam sem aulas para os seus filhos, como ainda são gozados por um presidente que é bem capaz de não saber onde fica Portugal.
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publicado por Pedro Sales às 12:46
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007
Not The Daily Show, With Some Writer

Mesmo em greve, os argumentistas do Daily Show continuam a provocar ondas. Aqui, num dos imensos piquetes de greve, desmontam de forma implacável os argumentos usados pelos grandes estúdios. Mesmo sem o Jon Stewart, vale a pena ver.

publicado por Pedro Sales às 20:59
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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007
A "liberdade de escolha" não convence ninguém
Reparo, com algum atraso, que no Utah, um dos estados norte-americanos mais conservadores, os eleitores rejeitaram o tão falado cheque ensino. Foi a décima vez, desde 1972, que uma proposta idêntica foi referendada num estado norte-americano. Foi a décima vez que foi rejeitada pela população. Para quem passa a vida a defender o cheque-ensino com base na suposta liberdade que atribui aos cidadãos, convenhamos que a rejeição sistemática a que estes votam esta proposta devia fazer os seus proponentes pensar duas vezes. Talvez evitassem continuar a defender o cheque-ensino com base numa estapafúrdia comparação entre o sistema de ensino e as padarias.

Na sua coluna de hoje no Público, Pedro Magalhães faz uma justíssima referência a um blogue, dizendo que "é verdadeiramente espantoso como, em poucos dias após a divulgação dos rankings, um blogue de um economista não académico (Miguel Madeira, no Vento Sueste) tenha feito mais pela análise dos resultados que centenas de técnicos do Ministério da Educação e dezenas de professores universitários supostamente especialistas em políticas educativas nos últimos sete anos". Só ontem à noite, numa tardia vista de olhos pelo Technorati, reparei nos dados apresentados pelo Miguel Madeira. Ainda não os li todos com a atenção que merecem. Mas é um contributo imprescindível para uma melhor compreensão dos rankings.

publicado por Pedro Sales às 10:21
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Sábado, 10 de Novembro de 2007
O dólar perdeu o sex appeal
Qual crise do "subprime" qual quê. Se alguém ainda tinha dúvidas de que alguma coisa se passa com a economia norte-americana, ponha os olhos na Gisele Bundchen (reconheço, a piada é demasiado óbvia) que só aceita ser paga em euros ou no vídeo promocional da banda sonora do novo filme de Ridley Scott. Sinal dos tempos, Jay-Z, um dos principais nomes do rap, apresenta um molho de notas de euro como sinal máximo de riqueza. O rap das notas verdes e brutos colares de ouro rendeu-se ao euro. É definitivo: o dólar perdeu o sex-apeal. Pior, as autoridades chinesas já põem em causa o investimento nos títulos da reserva dos EUA – um dos suportes do gigantesco défice criado por Bush para pagar a Guerra e os gigantescos cortes de impostos para os 1% mais ricos. Talvez isso explique porque razão Bush conseguiu o impensável: ter pior índice de aceitação do que Nixon na véspera deste ser destituído.

publicado por Pedro Sales às 15:26
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007
All alone in the Green Zone


A perspectiva de 50 vagas por preencher na missão diplomática em Bagdad está a deixar nervosa a normalmente pouco visível classe diplomática americana. Queixam-se de "sentença de morte" e de que certamente não foi para a única mobilização forçada desde o Vietname que assinaram.

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publicado por Vasco Carvalho às 05:17
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Sábado, 27 de Outubro de 2007
especulação numa ciência oculta

$2,400,000,000,000. 2 milhões de 400 milhões de dólares (ou 2 triliões e 400 biliões?). É até agora a estimativa mais alta do custo da guerra. (disclosure): eu perco-me nos milhares de milhões.

Cada um dá o seu palpite. Há uns meses, o NYTimes fez as suas contas e chegou a 1.2 triliões. Há quem faça contas ao dia (300 milhões de dólares), há quem prefira a longue durée de uma semanita (2 biliões). Até agora, e em investimento aprovado pelo congresso, já se gastaram mais de 350 biliões de usd na ocupação do Iraque. Stiglitz (conselheiro Clinton I, Nobel 2001, autor de Globalization and its Discontents -- mercadoria quentinha) aposta nos 2 triliões. Certo, certo é que longe vai o tempo em que um conselheiro da Casa Branca era despedido por sugerir que o custo total da guerra andaria nos 200 biliões de usd. (NYTimes)

Mas de acordo com estas contas do congresso, e prevendo que os EUA fiquem no Iraque e Afeganistão até 2017, o governo federal Americano enterrará qualquer coisa como 1900 pontes vasco da gama (a 897 milhões de euros cada) ou o equivalente a 4.3 anos do PIB de Portugal (a 229 mil milhões de dólares/ano). Trocado por miúdos, se os EUA decidissem brindar cada cidadão português em nome da paz com soma equivalente, isso dar-nos-ia qualquer coisa como 240 mil dólares. Notem que este truque de bruxaria só inclui o investimento federal, não calculando custos indirectos como o apoio médico aos soldados feridos ou o aumento no preço do petróleo. Só por isso é que é tão optimista: a 200 biliões de dólares/ano, só para o Iraque, mais os custos da ocupação do Afeganistão, não será difícil ultrapassar os 3 biliões de dólares num espaço de 14 anos (2003-2017). Nem vale a pena tentar meter o Irão nestas contas, lá chegaremos.

Eu só sei que não me importaria com os 240 mil dólares. Em nome da paz, claro.

(Hoje houve manifs nas principais cidades americanas)
(Entrevista de Joseph Stiglitz à Rolling Stone)

Um apoio visual, tirado de Crooks&Liars:


Isto são 9 milhões de dólares, à escala humana, e juntando cada nota de dólar.E isto são 315 biliões de dólares. O pontinho preto no canto é a figura anterior. Esta figura vezes 7 e terão a massa física do dinheiro gasto na guerra.

publicado por Filipe Calvão às 22:21
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Não acertam uma
Porque amanhã é 11 de Setembro de 2007 e Bin Laden continua a mandar cassetes de vídeo à malta. Porque hoje, véspera da efeméride macabra, é de novo o dia-D-do-Iraque com o generalíssimo Petraeus a jurar pelo seu manual de contra-insurgência, pela Bíblia e pela Constituição -é tudo o mesmo por estes dias- que "está tudo bem assim e não podia ser de outra maneira". Porque Portugal, muito por culpa das inenarráveis personagens que tinha no governo da altura, também é responsável pela actual situação no Iraque. Porque Durão Barroso foi e será apenas um Barrasshole. Porque Sampaio errou. Porque Paulo Portas não acerta uma.

Por tudo isso, aqui fica a nossa posição enquanto nação em 10 de Junho de 2003, quando Pablo Doors atingia o seu nirvana, recebendo Rumsfeld em Lisboa.

Portas: [In Portuguese.] The only thing that the international community knows is that Saddam Hussein lied to the United Nations and to civilized countries for a decade. I would like to call attention to the fact that the weapons of mass destruction are not an assertion, they are a real problem. For ten years Iraq deceived the United Nations, first hiding them, then showing incomplete lists, then saying they had destroyed them, then moving them to systematically evade the international rules for containing this weaponry. Iraq is a country the size of France. A weapon of mass destruction might be the size of this podium. Finding something the size of this podium in a country the size of France is not something you can do in either a day or a month. But obviously Iraq today is no longer the threat to either the region or to the world that it was when Saddam Hussein was in power.

Negociar uma chefia da NATO, a base dos Azores, polícia para o Iraque, contratos para os Tugas, Donald para cá, piada para lá, Paulo Portas estava enebriado pelo poder; tinha finalmente chegado o seu momento, finalmente o seu pódio. É que as armas de destruição maciça podiam ter sido do tamanho do seu pódio, do seu ódio. Mas não foi assim.
Quatro anos depois Portugal continua a tentar esquecer esta nódoa, admitindo envergonhadamente o seu papel de escala autorizada numa rede internacional de rapto e tortura. Ninguém acertou uma e os Iraquianos que se lixem. Está tudo bem assim. Deixo-vos com a despedida do nosso Pablito ao Donald. Mais um erro para a história.

Portas: [In Portuguese.] Ladies and gentlemen, I'm going to say farewell to Secretary Rumsfeld.

[In English.] I'll just tell you one thing, Donald. You said in Washington that we have two things in common. You were elected to Congress with 30 years old; I was, too. You were Secretary of Defense with 40 years old, the first time; I was, too. But there's a third thing in common: after Iraq, we're still in job. (Laughter.)

Rumsfeld: Very good, very good!

Tão felizes que nós fomos.

PS: Verdade seja feita, Rumsfeld é amigo. Pablo Doors ganhou o "Distinguished Public Service Award" do Departamento de Defesa Americano, em Maio de 2005: " for his leadership and service as Portugal's minister of defense". Ah, e parece que agora tem "large experience and contacts with the major global defence industries (HDZ, EADS, Embraer, Lockeed Martin, Boeing, L3, Allenia, Agusta Westland, Steyer, Mowag, Patria, HK, Colt, Elbit, etc)". Vá lá, ao menos alguém saiu com o CV enriquecido.


publicado por Vasco Carvalho às 01:26
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Terça-feira, 4 de Setembro de 2007
o síndroma do ninho cheio e outros neologismos
Aqui há dias o Cabral, via NYTimes, chamou a atenção para um novo epíteto: a nova geração boomerang (1) dos EUA, jovens adultos que depois da universidade são forçados a regressar a casa dos pais, endividados e sem perspectivas (ver também aqui). Fiquei curioso mas pouco convencido. Seria uma mudança de monta numa sociedade onde viver com os pais depois dos 20 anos vem com uma etiqueta pesada de looser; ou no mínimo, de indolência, objecto fácil de sátira.
% de jovens adultos em casa dos pais; EUA (fonte: CPS, tabela AD1)

Os números da Current Population Survey (CPS) indicam que este fenómeno não aparece nas estatísticas oficiais. É sempre um desafio ver tendências com pouco mais de 20 observações, mas a destacar alguma coisa seria a estabilidade destes números. Ainda pensei ver um efeito cíclico ao menos, mas nada a apontar. Talvez só mesmo o fenómeno inverso para jovens (homens) entre os 18-24 anos. (ver também aqui para a mesma conclusão)

Não sendo óbvio o tal efeito boomerang, quais são então as estratégias de sobrevivência dos jovens americanos?
Bom, deixam de ter seguro de saúde (30% dos jovens americanos - mais de 13 milhões de pessoas- não têm seguro), têm filhos mais tarde, compram a primeira casa mais tarde (ver aqui para o Reino Unido), e são cada vez mais a maioria dos working poor, trabalhando mais horas para pagar a dívida com que saem da universidade (dívida que aumentou 50% na última década, em termos reais). E isto são os sortudos: 20% dos sem-abrigo americanos têm entre 18 a 30 anos (tabela 3-5). Ver aqui para mais informação sobre as condições de vida dos jovens americanos.

Neste contexto, a tal rede de apoio familiar seria muito bem vinda. A inexistência do boomerang só piora a situação e gera outro neologismo: 'disconnected young adults' (ouvir uma reportagem aqui), sem família, sem emprego, sem comunidade de apoio.


(1): No Japão, ao que parece são apelidados de solteiros parasitas.

PS: Este post foi substancialmente alterado, na forma e no conteúdo. Isto porque o Cabral tinha razão na 'big picture', e a versão inicial estava longe de o dizer. Mea culpa.


publicado por Vasco Carvalho às 17:44
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Terça-feira, 28 de Agosto de 2007
No local errado, à hora errada
Daqui a dois dias o Estado do Texas vai executar Kenneth Foster com uma injecção letal, mais um condenado a juntar a uma longa lista com outros 400 nomes. Mas, mesmo no Texas, esta execução é um caso único e inédito. Kenneth não matou ninguém. No seu julgamento ficou provado que não disparou, nem tocou, em nenhuma arma e que estava a mais de 25 metros do local onde decorreu o homicídio que está na origem desta inacreditável decisão judicial.

Mas, apesar do verdadeiro autor do crime ter confessado agir por mote próprio e sem conhecimento dos seus companheiros no assalto que originou o homicídio, Kenneth Foster vai ser executado porque o tribunal considerou que podia ter previsto e impedido uma morte que não foi premeditada. Na origem desta inédita decisão está a “law of parties”, uma controversa lei que elimina a distinção entre o responsável criminal e os seus cúmplices - mais não seja porque os últimos têm a obrigação de prever a possibilidade do crime.

Kenneth Foster não disparou a arma do crime, não o incitou, nem combinou. Condenar alguém pela cumplicidade num crime pressupõe que exista premeditação e conspiração. Ora, a absoluta loucura deste caso é que uma lei concebida para punir a cumplicidade está a ser usada para condenar um homem num crime onde esta não existiu. Uma decisão puramente especulativa que deveria envergonhar mesmo o mais fervoroso defensor da pena de morte. Nos corredores da morte do Texas estão mais 80 prisioneiros à espera de execução com base nesta mesma lei.

publicado por Pedro Sales às 05:38
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A vizinha do Cabral


Miss Teen America 2007, concorrente da Carolina do Sul. such as South Africa, the Iraq and the Asian countries, everywhere like such as and, so that we'll be able to build up our future... for our children. O espantoso não é que não faça sentido. É que esteja quase a fazer, que milhões sigam na TV, ano após ano, a versão articulada da mesma incoerência.

publicado por Vasco Carvalho às 04:47
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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007
The war as we saw it
Marine Wedding, Nina Berman, série Purple Hearts

A poucas semanas de ter de prestar contas sobre a situação desastrosa no Iraque, a campanha de contra-informação da administração Bush intensifica-se. Por isso mesmo, vale a pena ler the war as we saw it, o testemunho de seis sargentos do exército, recentemente publicado nas páginas de opinião do NYTimes.
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publicado por Vasco Carvalho às 02:24
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007
Fragmentos de uma geração
Tens entre 6 a 10 anos, entras em casa e vês pela televisão (com 12 botões dos quais só usas 2) que isto é possível, que o pessoal do outro lado do mundo se move assim, dança assim, veste assim.
Não vos afecta, não nos muda? Em nada? Não sei.
Old skool breakdancing in the Bronx, early 80s.
Também é curioso ver como o Bronx dos anos 80 se parece com
a Arrentela dos 2000s.

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publicado por Vasco Carvalho às 02:39
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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007
A witch, a witch, we found a witch!

Monty Python and the Holy Grail.

WASHINGTON, Aug. 14 — The Bush administration is preparing to declare that Iran’s Revolutionary Guard Corps is a foreign terrorist organization, senior administration officials said Tuesday.
New York Times, US Weighing Terrorist Label for Iran Guards

publicado por Vasco Carvalho às 04:11
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Terça-feira, 7 de Agosto de 2007
Them Old Roots
Whataya gonna do for McDonough?
Whataya gonna do for you?
Are ya gonna carry your precint?
Are you gonna be true blue?
Whenever ya wanted a favor,
McDonough was ready to do.
Whataya gonna do for McDonough,
after what he done for you?


Jingle da eleição de Big Joe McDonough para tesoureiro em Chicago, circa 1932. Big Joe foi o pai político de Richard J. Daley, Mayor de Chicago de 1955 a 1976 (à esquerda na foto), por sua vez pai político e biológico de Richard M. Daley, Mayor de Chicago desde 1989 (à direita).

a.k.a. the Machine.

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publicado por Vasco Carvalho às 04:13
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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007
Escumalha
O soldado Americano que denunciou os abusos cometidos em Abu Ghraib, descobriu, da pior forma, o que é ser um homem perseguido quando o seu anonimato foi denunciado publicamente por Donald Rumsfeld. Uma notícia impressionante, não tanto pela lógica de grupo que preside a estas perseguições primárias, mas pelo facto (revelador) de ser o próprio secretário de Estado da Defesa da Administração Bush que violou o compromisso de anonimato assumidos pelas forças armadas norte-americanas, denunciando um soldado exemplar, e a sua família, à irracionalidade da turbe. Uma única palavra define Bush e a gente que o acompanha: escumalha.
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publicado por Pedro Sales às 17:50
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Sábado, 14 de Julho de 2007
Para abrir o apetite


Em estreia absoluta, o Arrastão e o Zero de Conduta lançam aqui um resumo de 12 minutos do filme que está a deixar, mais uma vez, a direita americana irritada. Realizado pelo homem que mais comichão lhes faz. É o melhor filme dele e está a relançar o debate sobre o serviço nacional de saúde nos EUA.
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publicado por Pedro Sales às 02:11
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2007
Boa vizinhança

Uma mulher, de 70 anos, foi agredida, detida e encarcerada, no estado norte-americano de Utah, depois de uma discussão com um polícia que se preparava para a multar por causa do aspecto desleixado do seu jardim. O polícia, da Brigada para a Preservação da Vizinhança(!), alega que o relvado acastanhado e pouco regado da senhora violava os regulamentos municipais para a preservação do espaço público. O Utah é um estado semi-desértico a viver uma das piores secas da sua história.

Levada à esquadra, a senhora queixa-se de que as forças policiais, antes de a libertarem, a maltrataram e negaram-lhe água para beber e lavar-se. Parece que a gastaram toda a regar as plantas do jardim...



publicado por Pedro Sales às 18:45
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2007
Mecânica Celeste

Padrões de vôos nos EUA.
Projecto de Aaron Koblin em UCLA.

publicado por Vasco Carvalho às 06:24
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