Terça-feira, 22 de Julho de 2008
de novo, dennis

 

"The case for war was based on fraud," he said. "That's the core charge in this impeachment resolution. And it just takes one article to be able to force the administration and the president to the consequences of their deceit."

Kucinich e o caso a favor do impeachment


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publicado por Vasco Carvalho às 03:03
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008
Vai uma aposta?

Um relatório do Senado dos EUA considerou que as torturas deixaram sequelas físicas e psicológicas nos ex-prisioneiros de Guantanamo. Antonio Taguba, o general que liderou a investigação a Abu Ghraib, considera que é hoje evidente que a "administração Bush cometeu crimes de guerra". "A única dúvida que permanece é a de saber se serão julgados aqueles que autorizaram as práticas de tortura".


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publicado por Pedro Sales às 15:13
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Sábado, 31 de Maio de 2008
Já só faltam cinco meses

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publicado por Pedro Sales às 23:30
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
O segredo mais mal guardado do mundo

De acordo com o ex-secretário de Estado de Imprensa da Casa Branca, "Bush recorreu à propaganda e à manipulação para vender a guerra do Iraque". No Verão de 2002, os assessores de Bush começaram uma campanha cuidadosamente orquestrada para vender agressivamente a guerra, recorrendo à manipulação das fontes em proveito da versão defendida pelo presidente dos EUA, escreve Scott McClellan, que reconhece ter prestado informações falsas ao corpo de imprensa da Casa Branca.


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publicado por Pedro Sales às 18:21
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Domingo, 27 de Abril de 2008
retratos da crise (1)

Come to think of it, I'm thrilled to be
anywhere with high ratings these days.


Bush, com a popularidade muito por baixo, aparece no Deal or No Deal  para desejar sorte a um soldado condecorado - voluntário, purple heart, três comissões no Iraque, ultimate american - que arrisca tudo por um jackpot milionário que pague a casa dos pais (lindo). O episódio foi um flop, 27% abaixo da audiência média do programa.
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publicado por Vasco Carvalho às 07:37
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
Perseguição política é isto
O jornalista do New York Times que revelou o programa ilegal de escutas, autorizado por George Bush, foi intimado para revelar as fontes a que recorreu para escrever um capítulo do seu livro sobre o programa nuclear iraniano. Se não o fizer, será preso. Não é a primeira vez que um jornalista do Times é detido por se recusar a revelar as fontes de notícias que embaraçaram a administração Bush. Embora o caso não seja o mesmo, não há como negar que este processo é mais uma tentativa de perseguição política sobre a imprensa que ainda investiga o que se passa nos pouco recomendáveis bastidores da dupla Bush-Cheney.

publicado por Pedro Sales às 16:39
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008
Anyone but Bush
(Dados até 2006. Informação mais detalhada no Wall Street Journal)
A verdade é que para demasiada gente, não importa quem vai entrar na Casa Branca. O que importa é quem vai sair: Bush. (...)Tal como aconteceu com Bill Clinton em 2000, não há neste momento quem não tenha queixas contra Bush.

A tese de Rui Ramos é simples. Todas as eleições nos EUA são um plebiscito ao presidente cessante. O que está a acontecer com Bush este ano não tem nada a ver com a natureza das suas políticas, mas sim com a forma como a política norte-americana está estruturada. É sempre assim, e já o mesmo tinha acontecido anteriormente com Clinton. Nada mais falso. Como se pode ver no gráfico acima, que agrega as taxas de popularidade de todos os presidentes norte-americanos desde o pós-guerra, Clinton foi o único que abandonou o cargo com uma taxa de aprovação superior à do dia que tomou posse. Desde que a Gallup faz estes estudos, aliás, ninguém abandonou o cargo com um popularidade tão elevada. Mas Rui Ramos recorre a outra analogia para defender Bush. Só podemos analisar o seu legado daqui a umas décadas, pois o que agora se diz de Bush já antes se dizia de Reagan, a quem foram precisos 20 anos para "toda a gente reconhecer virtudes a um outro “cowboy estúpido”, cuja presidência aliás também terminou de rastos". Não sei, novamente, onde é que Rui Ramos foi arranjar estes dados, mas está outra vez errado. Reagan acabou a sua presidência com índices de popularidade próximos dos 60%, sendo mesmo o presidente republicano mais popular das últimas seis décadas, enquanto Bush anda pelos vinte e pouco por cento (abaixo de Nixon quando este foi destituído).

Compreende-se o embaraço dos guerreiros de sofá que apoiaram Bush na mentira do Iraque, e em sucessivos abusos em nome da "guerra ao terror", com a rejeição popular sem precedentes de que goza o "seu" homem. De resto, a forma como Rui Ramos recorre à mistificação mais absurda - ignorando ou "esquecendo" todos os dados conhecidos - é bem reveladora da forma como, contra todas as evidências, continuam agarrados à defesa acrítica do homem que um dia aterrou nas Lajes para abraçar Durão e envolver meio mundo numa mentira sem nome.

publicado por Pedro Sales às 23:29
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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007
Blair encontra os seus pequenos irmãos

Quandos os idiotas se querem fazer passar por idiotas fazem vídeos assim.
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publicado por Pedro Sales às 10:27
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
Dejà vu
Dois dias depois de ser conhecido um relatório das 16 agências de informação dos EUA indicando que o Irão não tem capacidade para desenvolver uma arma nuclear e que suspendeu, desde 2003, o programa para a obter, George Bush apareceu em público para reafirmar que o Irão permanece uma ameaça. Este relatório, que foi mantido secreto durante mais de um ano por pressão da sua administração, não impediu Bush e a sua equipa de ter passado os últimos meses a acusar o Irão de pretender desencadear a III Guerra Mundial. Compreende-se. Se a mentira funcionou no Iraque, porque razão não havia de funcionar com o Irão? No fundo, Bush é como Pacheco Pereira. Também é da “escola” que se recusa a dar o “braço a torcer”. É a guerra, é a guerra.
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publicado por Pedro Sales às 18:34
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
Um relatório inconveniente
O João Miranda tem razão numa coisa. Existe um preocupante sinal de "politização da academia e do desrespeito pelas regras tradicionais de debate". Não tem é nada a ver com o caso Watson. Está na capa de hoje do Washington Post. O relatório sobre a consequência para a saúde humana do aquecimento global, elaborado pela agência federal dos EUA responsável pela prevenção e estudo das novas doenças, foi "editado de forma significativa" pela Casa Branca. Resultado, um estudo original de 14 páginas foi amputado da maioria do seu contéudo, tendo sido entregue aos congressistas e imprensa um documento com 6 páginas.

Testimony that the director of the Centers for Disease Control and Prevention planned to give yesterday to a Senate committee about the impact of climate change on health was significantly edited by the White House, according to two sources familiar with the documents. Specific scientific references to potential health risks were removed after Julie L. Gerberding submitted a draft of her prepared remarks to the White House Office of Management and Budget for review. Instead, Gerberding’s prepared testimony before the Senate Environment and Public Works Committee included few details on what effects climate change could have on the spread of disease. A CDC official familiar with both versions told the AP that Gerberding’s draft “was eviscerated.”

O politicamente incorrecto a censurar a ciência, quem diria, meu caro Watson. E o pior é que este está longe de ser o primeiro caso.

publicado por Pedro Sales às 18:41
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007
Outra vez a mesma história
Seymour Hersh analisa, na última edição da New Yorker, os planos de Bush para o Irão e a forma como a sua administração está a reutilizar as mesmas tácticas utilizadas para justificar a guerra no Iraque. Há uns anos era preciso atacar o Iraque por causa das suas ligações à Al-Qaeda, agora é preciso atacar o Irão por causa da sua intromissão no Iraque.

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publicado por Pedro Sales às 18:44
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007
Pistoleiros
O Governo iraquiano vai expulsar do país os mercenários da Blackwater, retirando a licença à maior empresa de "segurança privada" a actuar no país. Estas empresas desempenham, desde o início, uma parte fulcral na ocupação militar do país, calculando-se que existam 30 a 50 mil mercenários a soldo das autoridades norte-americanas. De acordo com o partido democrata, quase metade do dinheiro gasto pelos EUA no esforço militar no Iraque vai para estas empresas, apesar de ninguém saber quais são as suas operações, métodos ou objectivos.

Apesar do segredo ser a alma do negócio, os constantes abusos chamaram a atenção internacional perante estes mercenários que não respondem perante os tribunais nem cumprem qualquer tipo de convenção internacional. O New York Times chama mesmo a atenção para que, de acordo com a lei em vigor, o governo iraquiano não tem capacidade para julgar os crimes cometidos por estes mercenários no seu país.

Ficam aqui dois vídeos sobre o modus operandi destas empresas. O primeiro, que originou uma investigação das autoridades dos EUA, revela a forma muito peculiar como estes senhores se divertem nos tempos livres. O segundo é uma reportagem da Nation sobre a Blackwater.



Ontem, George Bush agradeceu o apoio português nas intervenções militares no Iraque e Afeganistão.

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publicado por Pedro Sales às 13:50
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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
Descubra as diferenças
"We´re not occupying Iraq, we were invited!", diz a porta-voz da Casa Branca numa patética operação da administração Bush para reescrever a história. Vídeo encontrado no Bitoque do costume.



publicado por Pedro Sales às 13:19
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Sábado, 25 de Agosto de 2007
"Iraq is just like Vietnam, but in a good way"





"In what is perhaps the strangest turn in the president's effort to rally support, he agreed that Iraq is just like Vietnam, but in a good way -- and that our only mistake was not starting that war, but ending it." Jon Stewart, responde à declaração de George Bush, comparando a eventual retirada do Iraque com o Vietname. A intervenção de Bush pode ser vista aqui.
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publicado por Pedro Sales às 12:04
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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007
Uma comparação que deve ter sossegado os americanos...




George Bush é um homem desesperado. Ontem, falando numa convenção de veteranos de guerra no estrangeiro, comparou a guerra no Iraque com o Vietname, uma analogia que recusou durante vários anos. Para Bush, a retirada das tropas terias as mesmas consequências desastrosas que o fim da presença militar americana no Vietname. Vale a pena ver a excelente cobertura que a MSNBC fez destas polémicas declarações.

O discurso, integral, de George Bush pode ser lido aqui.

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publicado por Pedro Sales às 15:28
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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007
A witch, a witch, we found a witch!

Monty Python and the Holy Grail.

WASHINGTON, Aug. 14 — The Bush administration is preparing to declare that Iran’s Revolutionary Guard Corps is a foreign terrorist organization, senior administration officials said Tuesday.
New York Times, US Weighing Terrorist Label for Iran Guards

publicado por Vasco Carvalho às 04:11
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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007
Escumalha
O soldado Americano que denunciou os abusos cometidos em Abu Ghraib, descobriu, da pior forma, o que é ser um homem perseguido quando o seu anonimato foi denunciado publicamente por Donald Rumsfeld. Uma notícia impressionante, não tanto pela lógica de grupo que preside a estas perseguições primárias, mas pelo facto (revelador) de ser o próprio secretário de Estado da Defesa da Administração Bush que violou o compromisso de anonimato assumidos pelas forças armadas norte-americanas, denunciando um soldado exemplar, e a sua família, à irracionalidade da turbe. Uma única palavra define Bush e a gente que o acompanha: escumalha.
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publicado por Pedro Sales às 17:50
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Domingo, 22 de Julho de 2007
os novos amigos de Bush

"O nosso país segue uma nova estratégia no Iraque e peço-vos que lhe dêem uma oportunidade para funcionar", disse George Bush no último Estado da União. Afinal, é a estratégia mais velha da política externa norte-americana. Financiando os velhos inimigos sunitas, a administração Bush tem apoiado as suas milícias para estas combaterem a Al Quaeda. O problema é que, com o dinheiro e armamento, estes rapazes colocam cada vez mais problemas ao governo xiita, de inspiração iraniana, mas apoiado pelos EUA.

Depois dos EUA terem armado os taliban para combater a presença soviética no Afeganistão e apoiado Sadam contra o Irão, era suposto que a administração Bush aprendesse com os erros e percebesse que, amigos destes, serão os próximos a meter-lhes uma bomba no quintal mal tenham a oportunidade e vontade. Mas, isso é daqui a uns anos e o horizonte de Bush, Rumsfeld e companhia mede-se cada vez em dias.
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publicado por Pedro Sales às 18:42
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Quarta-feira, 18 de Julho de 2007
Com amigos destes...
Quase metade dos estrangeiros detidos em prisões geridas pelos EUA no Iraque são cidadãos sauditas. 45% dos estrangeiros responsáveis pelos ataques e atentados às tropas americanas e a civis iraquianos são sauditas. Metade dos combatentes sauditas actualmente no Iraque são bombistas suicidas, a percentagem mais elevada de todas as nacionalidades presentes no atoleiro iraquiano. Nos últimos seis meses, esses ataques mataram ou feriram 4000 iraquianos. Os números foram avançados, esta semana, pelo Los Angeles Times. Para quem não se lembra, 19 dos autores do 11 de Setembro eram cidadãos do grande amigo saudita e Bush continua a acusar a Síria e o Irão de promoverem o terrorismo.

p.s: Esta entrada foi corrigida. As alterações estão a bold, mas, no essencial, o sentido do post mantém-se inalterado: uma parte muito significativa dos responsáveis pela violência sectária que grassa no Iraque são cidadãos sauditas.
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publicado por Pedro Sales às 22:45
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Domingo, 15 de Julho de 2007
E tudo começou com uma mentira
Pretendendo conhecer como é que a guerra tem afectado o dia-a-dia dos civis iraquianos, uma equipa de repórteres da “Nation” passou os últimos meses a entrevistar 50 veteranos das tropas americanas. O resultado é um dossier impressionante. Relatos de guerra na primeira pessoa, a desumanização do “outro” só possível quando se encaram todos os civis como potenciais agressores. Absolutamente a não perder. As histórias que raramente lemos, e muito menos vemos, sobre a brutalidade de uma ocupação que começou em nome de uma mentira.
Fotogaleria no Guardian.
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publicado por Pedro Sales às 00:32
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Terça-feira, 10 de Julho de 2007
Bom Dia, faltam

560 DIAS PARA A QUEDA DE DICK CHENEY


20 de Janeiro de 2009. É a data marcada para a redenção dos EUA, com a retirada de cena da administração Bush-Cheney e o juramento de bandeira de novo dynamic-duo. 560 dias portanto para imaginar embates como Gore-Obama vs. Bloomberg-Schwarzenegger, êxito de bilheteira garantido. Sobretudo 560 dias de política para além do freak show bicéfalo, Bush-Cheney.

Ou não? As possibilidades são infinitas e vão desde a miragem neo-Nixon de uma destituição de poderes em pleno mandato (ver também aqui ou aqui) a um final de mandato à Guerra das Estrelas: intensificar no Iraque, manter o Afeganistão e, mesmo no finalzinho, quando já ninguém espera, bombardear o Irão 'back to the Stone Age'. Buum, explode a Estrela da Morte, e final de filme.

Infelizmente, esta segunda possibilidade parece bem mais factível que a primeira. Os planos são conhecidos e a vontade de Cheney já expressa (ver aqui ou melhor e com detalhe aqui). Quem considere isto improvável ou duvide da força do Vice-Presidente pode começar por repensar o impacto da personagem na história recente, lendo esta sequência de artigos de antologia no Washington Post.

É favor conservar-se sentado, apertar o cinto e agarrar-se à cadeira, que a aproximação à pista pode ser turbulenta.


publicado por Vasco Carvalho às 22:49
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Terça-feira, 3 de Julho de 2007
Prelúdio a um 4th of July

3 de Julho nos EUA. Um pouco por todo o lado, a azáfama que precede o ritual da Independência toma conta da terra abençoada. O dia que se segue é complexo e há que estar preparado: são os direitos inalienáveis e os saldos do 4 de Julho pela manhã, é a liberdade e o barbecue pela tarde, é a constituição e o jogo de baseball pela noite. Tudo com muito fogo de artifício, muita Star-Spangled Banner e muitas preces pelos homens que defendem a democracia imperial lá longe, nesse além-mar povoado de bestas, barbudos e bombistas.

Bush entretanto segue o seu próprio ritual de família e perdoa o obscuro Scooter Libby, tal como o seu pai havia perdoado o secretário de defesa no escândalo Irão-contras: afinal de contas é só perjúrio e a prisão parece-lhe 'excessiva'. Sim, afinal o que é essa mentirinha no meio de tantas? E já agora, evita-se a chatice de dar motivos para falar a alguém que sabe demais. Elementary, my dear Watson. Ou no vernáculo do Presidente: 'it's just the one finger victory salute'.

A História não o preocupa: sabe que lhe será bondosa tal como foi com o novo pai da pátria, Reagan. E no entretanto, há mais que fazer. Há que virar as costeletas na brasa e urrar USA.



publicado por Vasco Carvalho às 05:20
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Quarta-feira, 27 de Junho de 2007
Conhecer este senhor deve ter ajudado
Uma sondagem, publicada hoje pelo New York Times, indica que os jovens norte-americanos estão a virar-se para o partido democrata, sendo cada vez maior o número que defende a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, um sistema nacional de saúde e uma política de imigração menos restritiva.
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publicado por Pedro Sales às 23:26
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007
Jack Bauer, um herói republicano

A ficção tomou, definitivamente, conta da vida politica norte-americana. Depois de um candidato presidencial republicano ter defendido Jack Bauer, e os métodos pouco ortodoxos utilizados pelo agente anti-terrorista da série “24”, agora foi a vez de um dos todo poderosos juízes do Supremo Tribunal dos EUA provar que é um fã incondicional da tortura para combater o terrorismo.

Em tempo de crise, os agentes federais precisam de uma maior liberdade para poderem fazer o seu trabalho, defendeu Antonin Scalia num recente colóquio internacional que teve lugar no Canadá. “Jack Bauer salvou Los Angeles...salvou centenas de milhar de vidas”, justificou.

Provando ser um profundo conhecedor da série, deu como exemplo o episódio onde as brutais técnicas de interrogatório evitaram o que parecia ser um eminente ataque nuclear à Califórnia. Interpelando os seus colegas canadianos, perguntou-lhes se “condenavam Jak Bauer?”. “Diziam que a lei está contra ele?”, “que tem o direito a um julgamento?”. “Havia algum jurado que condenasse Jack Bauer? Não me parece.”

Antonim Scalia não é um juiz qualquer. É, há mais de 20 anos, um dos 9 poderosíssimos juízes do Supremo Tribunal dos EUA, a quem compete defender e interpretar a constituição da única superpotência mundial. Scalia percebe muito bem a diferença entre realidade e ficção. Se usa Jack Bauer como exemplo é porque sabe que o dramatismo das escolhas morais da série - potenciado pela aceleração do tempo de uma sucessão de crises que decorrem em 24 horas - é o caldo certo para aceitar a capitulação dos direitos civis.

É este maniqueísmo moral, imposto pela administração Bush desde o 11 de Setembro, que ajuda a perceber que Gantanamo, pese embora o seu carácter excessivo, não é uma anormalidade no sistema. É o Gulag desta administração, só possível porque o clima mental que se foi criando é o da compreensão de que, em tempos de crise, são necessárias medidas exemplares que justificam a suspensão da lei e do Direito.

A separação de poderes, assente num rigoroso sistema de checks and balances, foi a principal vítima da cruzada maniqueísta imposta pela dramatização moral organizada por Bush no pós 11 de Setembro. Em seu nome, e depois do Patriot Act, liberdades civis dadas como imutáveis há poucos anos foram sendo desmanteladas, uma a uma. De um e do outro lado do Oceano Atlântico.

Foi essa, e não a cénica destruição das torres gémeas, a maior vitória dos terroristas no dia 11 de Setembro. Que Jack Bauer se tenha tornado no seu rosto predilecto não é de admirar.

publicado por Pedro Sales às 10:35
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