Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007
Importa-se de repetir?
O vice-presidente da Câmara de Gaia e presidente da distrital do PSD/Porto, Marco António Costa, responsabilizou hoje o governo pelo assassínio de mais um segurança da noite, considerando que se está a "reeditar a Chicago dos anos 30". Curioso. É que a Chigaco dos anos 30 só foi possível com a eleição de um mayor fantoche de Al Capone e com o seu apoio e envolvimento nos esquemas de corrupção. Desculpem lá, mas o que é que Marco António Costa está a querer dizer?

publicado por Pedro Sales às 19:58
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
Anedota com laranja
O PSD, que usou e abusou de uma maioria absoluta na Assembleia Municipal que não representa a vontade do eleitorado para criar uma crise artificial na capital, apresentou uma solução de compromisso para aceitar o empréstimo para saldar as dívidas que o próprio PSD deixou. 400 milhões de euros e não se fala mais nisso. Uma redução de 100 milhões. No final, o acordo proposto pelo PSD foi aprovado com a abstenção dos deputados...do PSD. Começa a não haver palavras para descrever as trapalhadas deste partido.
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publicado por Pedro Sales às 19:52
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Sábado, 1 de Dezembro de 2007
O vazio como imagem de marca
Pelo que tem vindo na imprensa, e pelas declarações dos dirigentes do PSD, torna-se claro que foi Luís Filipe Menezes quem forçou os vereadores do seu partido a darem o dito por não dito, forçando-os a votar contra um empréstimo que tinham aceite dois meses antes quando aprovaram o plano de saneamento financeiro da capital. Ao Diário de Notícias, uma fonte do PSD garantiu que "O dr. António Costa tem que fazer gestão e poupar, como todos os outros autarcas”. Todos, menos Menezes, que preside à segunda autarquia mais endividada do país. Como já se viu, a crise em Lisboa é totalmente artificial e não passa de uma desesperada tentativa do PSD para provar que está vivo. Que diz que não cede e que vai obrigar António Costa a negociar. Palavras fortes para quem se arrisca a não ter cartas para continuar o jogo. Quem está na Assembleia é Teixeira da Cruz que, tudo o indica, pretende viabilizar o empréstimo. Toda a restante oposição vai votar com António Costa. O PSD está preso por seis votos. Dos 56 deputados laranja, 33 são presidentes de junta de freguesia. Que precisam que se pague aos fornecedores para terem acesso aos seus serviços. Não parece haver grande solução para Negrão e Menezes. Ou o partido cede, percebendo-se que não tem poder negocial, ou não desiste e perde, mostrando que se tornou irrelevante. Em dois meses de liderança de Luís Filipe Menezes, o homem que ia provar o que era fazer oposição arrisca tornar-se numa anedota. No Orçamento ninguém viu o PSD, reduzido ao lamentável show Santana. Era contra os pactos, e não faz outra coisa todos os dias. Está em todos os noticiários, mas ainda não se lhe conhece uma proposta ou ideia. Hoje, DN e Expresso dão conta das críticas de Menezes à forma como o governo tem vindo a adiar uma decisão sobre a televisão digital terrestre. A sua solução. Não se sabe. Só em Janeiro. Começa a ser a sua imagem de marca.
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publicado por Pedro Sales às 18:06
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2007
Diz que é uma espécie de cartão amarelo
Naquela que foi a sua primeira acção de campanha como líder do PSD, Luis Filipe Menezes participou na campanha intercalar para uma junta de freguesia de Santa Maria da Feira garantindo que "votar em Alexandre Pinto é também votar no PSD em 2009, é mostrar um pequeno cartão amarelo ao Governo". Empolgado, afirmou mesmo que, a partir de São Jorge das Caldas, esta seria a primeira de “a primeira de muitas vitórias” do PSD. As eleições tiveram lugar no passado domingo. O PSD perdeu a junta de freguesia, que detinha, para uma lista de independentes. Menezes é capaz de ter razão. São Jorge das Caldas arrisca-se mesmo a ser o primeiro passo para 2009.
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publicado por Pedro Sales às 12:12
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007
Afinal, ele é que é o Perouuuzidente da Juncta
De acordo com o Expresso, Luís Filipe Menezes arranjou uns especialistas internacionais em marketing político que, a partir de Espanha, lhe enviam três ideias e dez frases, dia sim dia não. Tanto estratega, especialista e assessor para guiar o mais pequeno passo do partido e, no entanto, ninguém parece ser capaz de avisar Menezes das coisas mais simples. É patético, para não dizer confrangedor, ver o líder do maior partido da oposição a fazer campanha nas eleições intercalares de uma pequena junta de freguesia de Santa Maria da Feira, como se estivesse a disputar o lugar ao primeiro-ministro. Falando para meia dúzia de pessoas, mais interessadas nas castanhas que distribuía, Menezes garantiu que esta será “a primeira de muitas vitórias” e que votar no candidato do PSD à junta é “mostrar um pequeno cartão amarelo a José Sócrates”. Se estavam a pensar criar a percepção de uma suposta dinâmica de vitória e de transição politica esqueçam. Dá só a ideia do fosso que separa o primeiro-ministro de Menezes. Enquanto um governa o país, o outro contenta-se em ganhar uma junta de freguesia. O ridículo pode mesmo matar.

publicado por Pedro Sales às 23:44
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007
É mesmo o regresso ao passado
O Grupo Parlamentar do PSD, desde que Santana Lopes assumiu a liderança da bancada, reúne nas instalações do Museu da Assembleia da República.
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publicado por Pedro Sales às 19:54
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007
Showoff Menezes
Durante mais de dois anos, nos vários espaços de opinião de que dispunha, Luís Filipe Menezes nunca se preocupou em contestar as opções politicas de José Sócrates. A sua oposição era a Marques Mendes. Uma a uma, todas as posições do então líder do PSD foram sendo contestadas por Menezes. Foi assim com a Ota, TGV ou o encerramento de maternidades. O livrinho com as colunas de opinião assinadas por Menezes é o melhor aliado do Governo, como Santos Silva já demonstrou no debate do Orçamento. É por isso mesmo que Menezes se tem entretido, desde que está à frente do maior partido da oposição, em propor pactos de regime para tudo o que mexe e pronunciar-se ao lado das questões de fundo nos dossiers mais polémicos - como é o caso do novo aeroporto.

Menezes precisa de uma nova agenda. Na que tem ramificações nas decisões políticas dos últimos dois anos está demasiado colado às posições do PS. É a essa luz que a eternidade que demorou a perceber a importância política da concessão das Estradas de Portugal, e as possibilidades que esta abre para a desorçamentação das contas ou à cobrança de portagens na rede rodoviária, são um mau sinal sobre a sua capacidade de fazer oposição ao governo. Era a oportunidade que tinha para se opor ao partido socialista numa das raras matéria em que não existe nenhum artigo a comprometer as suas posições. Já nem se fala das propostas, que ainda não se conhece nenhuma do PSD ao Orçamento de Estado. Como disse Marcelo Rebelo de Sousa na sua coluna do SOL, um a um, o Grupo Parlamentar do PSD deixou escapar todos os temas importantes do Orçamento para os três partidos mais pequenos. Para lá do showoff Santana, o saldo não foi brilhante. Mas, cá fora, o treinador de bancada que dirige os destinos do partido laranja também não esteve melhor.

publicado por Pedro Sales às 20:08
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007
A arte da fuga
O PSD é um partido cada vez mais estranho. O líder é Luis Filipe Menezes. Na prática, quem dá a cara é Santana Lopes. Como o "debate do ano" com Sócrates foi um desastre, daqui a uns minutos vai ser Patinha Antão a fazer a intervenção de fundo do partido. Isto ainda acaba no presidente da concelhia de Moimenta da Beira.

publicado por Pedro Sales às 17:38
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
Na Rússia, como na JSD, não há liberdade nem verdade
JSD cancela iniciativa `Sem Liberdade, não há Verdade. A JSD cancelou a iniciativa agendada para sexta-feira que previa a colocação de uma faixa em frente ao Convento de Mafra, onde decorrerá a Cimeira UE/Rússia, denunciando a violação da liberdade de imprensa na Rússia. "Para que se não diga que algo correu mal devido à iniciativa que nos propusemos, optámos por suspender a acção `Sem Liberdade, não há Verdade`", informou a JSD.
(via Blasfémias)

publicado por Pedro Sales às 20:26
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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007
Não havia necessidade
Poucas propostas são mais significativas sobre o continuado disparate que vai ser a liderança de Luís Filipe Menezes do que as suas propostas para a elaboração de uma nova constituição e a extinção do Tribunal Constitucional. Posto isto, não se compreende que o Tribunal Constitucional tenha decidido responder à intervenção de Menezes. Por muita razão que o presidente do TC tenha nos reparos que faz ao líder do PSD, deveria perceber que, dado o cargo que ocupa, era a última pessoa que podia responder às propostas de um partido político. Ao entrar desta forma no debate partidário, a única coisa que conseguiu foi dar uma “borla” a Menezes e permitir que o mesmo continue a proclamar o carácter politico e partidário do actual Tribunal Constitucional. Desta vez com alguma razão.

publicado por Pedro Sales às 17:18
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"D" de demagogia
Luís Filipe Menezes foi ontem a Bruxelas para se reunir com Durão Barroso. À saída, questionado pelos jornalistas sobre a posição do seu partido sobre o referendo ao tratado europeu, disse que não se pronunciava antes do PS anunciar a sua posição. "É o partido socialista que está no Governo, é a ele que lhe compete dizer o que pretende fazer". Claro que a posição de Menezes é marcada pelo mais genuíno oportunismo político, mas, se a moda pega e o partido socialista continuar no governo, ainda vamos ver o PSD a dizer que não tem nada para dizer aos portugueses sobre impostos, aumentos salariais, educação, saúde, justiça e por aí fora. Menezes ganhou o PSD para o tranformar no PS com um D no fim.

publicado por Pedro Sales às 10:31
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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007
O menino está de volta

Pedro Santana Lopes anunciou hoje a sua candidatura à liderança do grupo parlamentar do PSD.
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publicado por Pedro Sales às 13:48
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Domingo, 14 de Outubro de 2007
Recuperar os melhores valores do partido
Zita Seabra, Mendes Bota, Cousto dos Santo, Rui Gomes da Silva. São estes os nomes da prometida renovação de Luís Filipe Menezes. Mas não se julgue que foi apenas para a direcção que Luís Filipe Menezes foi ao baú das memórias. O congresso que agora termina marca o regresso da seta estilizada pela Novodesign para a campanha de Durão Barroso para a Somague. Desculpem, que a Somague pagou ao PSD.
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publicado por Pedro Sales às 14:26
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Sábado, 13 de Outubro de 2007
Sempre a pensar no melhor para o país
Manuela Ferreira Leite entende que o PSD não deve defender a diminuição dos impostos porque, se o fizer, está a "avalizar a política do PS". "Estamos a dizer que são tão bons que entre 2005 e 2007 passaram de um défice de seis por cento para três". E isso é grave, acrescenta, pois quer dizer que "se fossemos para o Governo não teríamos condições para baixar os impostos".

O PSD está dividido entre populistas eleitoralistas e tacticistas oportunistas à espera de dar a boa nova na véspera das próximas eleições. Não vislumbro grande diferença.
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publicado por Pedro Sales às 23:51
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No congresso de Menezes, o PSD continua à espera de Santana



publicado por Pedro Sales às 18:44
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007
Até tem vindo a melhorar, o Santana Lopes foi primeiro-ministro com o voto de 50 portugueses
Nas directas do PSD, vinte mil militantes apenas escolheram um provável futuro primeiro-ministro. Menos de um por cento da população designa, em eleições primárias, quem pode vir a dirigir os destinos do país. Já assim tinha sido no PS, na aclamação interna de Sócrates. CAA, no Blasfémias, excerto de um artigo originalmente publicado no Correio da Manhã.
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publicado por Pedro Sales às 22:24
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Domingo, 30 de Setembro de 2007
este homem é um senhor
Senhores jornalistas, sabeis o que é
o tripanário?
e a estátua do Pinto-Rei?
e a nova ponte que vai ligar o Porto a Viana, por mar,
e que é elíptica? Hum?

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publicado por Vasco Carvalho às 21:33
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Santana 2.0
Desde que António Guterres ganhou as eleições em 1995, o PSD esteve três anos no poder, e, mesmo aí, apenas em coligação com o PP. Se atendermos a que as próximas eleições legislativas só terão lugar em 2009, são 11 anos fora de São Bento. Muito tempo para um partido cuja referência ideológica é o poder e a sua base programática o seu exercício. Sem a sua expectativa, ou mesmo ilusão, o partido dilui-se em pequenos grupos e perde as suas referências políticas.

A degradação política e ética do partido, bem patente nos sucessivos episódios das “directas”, vem daí. O partido tem pressa em chegar ao poder, os métodos pouco importam. As “bases”, essa imanação “pura” da politica, impoluta e sem interesses obscuros, ratificou o seu novo salvador. Não aguentam mais continuar a assistir às nomeações dos deputados municipais e vereadores socialistas para centros de saúde ou direcções gerais ou regionais da administração pública. Já deram muito ao partido e querem o retorno. Menezes, o homem que “ganha eleições”, foi o seu escolhido, como antes tinha sido Santana pelas mesmíssimas razões. Foi este povo que encheu a sede de candidatura de Menezes na sexta-feira à noite, com evidente consternação nos jornalistas que não encontravam ninguém “conhecido” para entrevistar nos directos que se seguiram à vitória de Menezes.

Não falta quem aponte a vitória de Menezes à omissão dos barões, senadores, notáveis ou às elites do PSD, terminologia distinta para designar todos os “conhecidos” que não estiveram no Sheraton. Sabendo que José Sócrates deverá ganhar em 2009, resguardaram-se e não deram a cara nas “directas”. É verdade, mas convém ter os pés assentes no chão. A sobrevalorização da influência dos “barões” na vida interna do PSD é uma das maiores construções sociais e mediáticas dos últimos tempos. Wishful thinking de quem ainda divide o PSD entre a boa e a má moeda. Sem a ilusão da vitória nas eleições, nenhum notável arrasta as bases do partido com base no seu belo nome, valendo tanto como qualquer outro. Um voto. E votos há muitos, seja no multibanco da esquina ou nas promessas que se fazem para as próximas listas eleitorais.
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publicado por Pedro Sales às 15:35
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Solidariedade Inter-Blogues
Pacheco, amigo, a malta está contigo.


publicado por Vasco Carvalho às 05:30
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Sábado, 29 de Setembro de 2007
Bom dia,
são 5:30 da manhã de Sábado, 29 de Setembro de 2007. O Zero de Conduta anuncia, com algum pesar, o regresso em força desse PSD achinelado, expressão trágico-cómica da via pop-chunga para a Social Democracia Portuguesa.

Fontes próximas da nova liderança asseguram o ZdC da existência de intensos contactos de bastidores, no que parece ser um esforço para formar rapidamente o governo sombra de Dr. Menezes. Apesar dos muitos rumores, o nome que todas as fontes parecem confirmar é, como já poderiam adivinhar, o de Alexandre Frota.

Alexandre Frota - Secretário de Estado para a Baixa Cultura

PSD
Por um Portugal Pop-Chunga
(e acabou a conbersa carago)


publicado por Vasco Carvalho às 05:23
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Cheira a futuro
"O democrático calça seu aperto de mão de camurça anti-séptica e tira macacos do nariz da criança para os comer em público. Delirantes os pais servem-lhe as crias numa travessa azul andorinha com um requerimento espetado na boca. O democrático que fez constar que a liberdade é o democrático gostar de leitão ingere a criança tostada numa mastigação que os microfones traduzem numa língua para falar às baratas e dá finalmente um arroto. «Cheira a futuro» dizem os pais com a mão na algibeira acariciando o seu orgão de continuidade. E cantam hinos até a polícia vir. (...) Felizmente o democrático não é outra coisa além do que não é. Se o democrático fosse uma oleografia de Nosso Senhor Jesus Cristo, encimava as camas de todos os bordéis latinos, cristianissimamente pendurado pelo fervoroso mau gosto das prostitutas."
(Natália Correia, Poesia Completa, 2ª edição, p. 334)


publicado por Vasco Carvalho às 02:44
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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007
Falar para o boneco
Depois de uma acutilante, e certeira, intervenção do deputado Paulo Rangel sobre os perigos da instrumentalização política da base de dados com os perfis de ADN, o PSD votou favoravelmente a proposta do Governo. O tacticismo mais despudorado parece ter tomado deste partido. Ainda há poucos dias, Marques Guedes desdobrava-se em elogios ao veto presidencial sobre a proposta de responsabilidade civil extra-contratual do Estado, um diploma que contou com o voto favorável da sua bancada parlamentar. Doravante, quando um deputado do PSD se levantar para falar, ficamos sem saber se a coisa é para levar a sério ou se é só para aparecer um boneco nos jornais e nas televisões a fingir que estão a fazer oposição ao governo.
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publicado por Pedro Sales às 15:34
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Qualquer semelhança com o que se vai passar hoje não é coincidência

"Well, this is largely as I predicted... except that the Silly Party won."
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publicado por Pedro Sales às 00:14
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
Not so fast
O Francisco Almeida Leite defende que, perante a crise de legitimidade resultante das eleições do PSD, a solução é “fechar aquilo e depois abrir de novo, com novas ideias, outras gentes e um programa mais ambicioso”. Como aconteceu em França, onde o RPR se "reconverteu e transfigurou" na UMP de Nicolas Sarkozy. A ideia pode parecer atraente, e até nem é nova, mas esbarra num pequeno problema que me parece que o Francisco não está a considerar devidamente. O sistema político português é praticamente inamovível. Nos últimos 30 anos, apenas surgiram dois novos partidos, o PRD e o Bloco, e o primeiro foi um fogacho. Manuel Monteiro, que no PP valia eleitoralmente o dobro de Paulo Portas, está condenado a resultados abaixo do 1% no PND. Já que falamos no PP vale a pena ver como, depois de prometer uma nova agenda e uma revisão programática, o partido continua dependente das velhas bandeiras de sempre: a segurança e a autoridade.

Ou muito me engano, ou ninguém vai sair do PSD para fazer um novo partido e refundar a direita. Os nomes anunciados pelo Francisco, à excepção de Rui Rio, ou não têm dimensão para liderar um partido ou estão mais interessados na sua vida profissional e empresarial. Não é por acaso. Grande parte dos “barões” do PSD já não precisa do seu partido para cumprir aquele que tem sido o seu papel histórico: agir como porta-voz dos interesses da classe empresarial e da elite económica nacional. Esse papel está, em grande parte, esgotado. O PS, com José Sócrates, invadiu o seu espaço ideológico e cumpre o seu programa. Não deixa de ser sintomático verificar que, hoje, é no espaço de iniciativas como o Compromisso Portugal e das associações empresariais que se mexe grande parte da elite laranja.

O PSD que nós vemos nesta desgraçada campanha é o PSD que existe. E não me parece que vá desaparecer para dar espaço a novos personagens, como acredita o Pedro Correia. Não há grande espaço para uma alternativa, a não ser a assumpção de um programa genuinamente liberal. Uma impossibilidade num país conservador, pobre e desigual como o nosso, como até Paulo Portas reconheceu depois de sair do governo e descobriu que "Portugal não é Chicago". O PSD vai seguir o seu caminho, entregue a actores secundários, enquanto não vislumbrar o tempo para tomar o poder (que deve demorar). O seu termo de comparação não é a refundação francesa, mas a travessia do deserto dos conservadores britânicos.
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publicado por Pedro Sales às 21:47
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007
Rabos de palha
Fotografia: (metrografismos)

Há pouco mais de uma semana, Marcelo Rebelo de Sousa disse que os dois candidatos à liderança do PSD deviam falar dos seus “rabos de palha”. Não foi preciso esperar muito, eles por si. Se a campanha já tinha demonstrado um vazio ideológico e programático que ficou bem espelhado no triste e inócuo debate televisivo, as notícias dos últimos dias são elucidativas sobre o estado a que chegou o PSD.

Quando são os próprios dirigentes que falam em “arrebanhamento de votos”, as regras eleitorais são alteradas para permitir que os militantes açorianos (que se pensa irem escolher Marques Mendes) possam votar sem terem as quotas em dia, ou se assiste a uma corrida às caixas multibanco, a altas horas da noite, para pagar centenas de quotas, dá para perceber quão ilusória é a ideia de que um dia a boa moeda tomará conta deste partido. A deriva populista de Menezes ou a ausência de estratégia de Mendes são o PSD que existe. Vazio, e sem nada para oferecer que o distancie programaticamente de um partido socialista que invadiu a sua área política. É essa a razão da crise do PSD. Marques Mendes e Luís Filipe Menezes são os protagonistas secundários.

Há demasiados anos que o PSD oferece este espectáculo. Santana Lopes, no país, ou Carmona Rodrigues, em Lisboa, são memórias bem frescas para alguém acreditar que a boa moeda aparecerá num qualquer dia de nevoeiro. O PSD há muito que está tomado pela má moeda. É ela que paga as quotas às duas da manhã e é ela que decide quem será o novo líder. A lógica é exemplarmente descrita hoje, no Diário de Notícias, por esse vulto do santanismo, Rui Gomes da Silva, que vota Menezes porque este é o "único capaz de ganhar eleições". É a única coisa que move esta gente. Voltar ao poder, ganhando eleições. Não espanta, pois, que nenhum dos candidatos tenha apresentado um programa eleitoral e se tenha importunado em apresentar alguma proposta para o país. Isso são minudências que não tiram o sono a esta gente. A essa hora estão nas caixas multibanco a lutar pela sua perpetuação no aparelho do partido.

publicado por Pedro Sales às 17:21
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
É o que dá ganhar no casino, dá a volta à cabeça das pessoas
O arrebanhamento de votos no PSD continua. Segundo o Diário de Notícias, quatro militantes terão pago as quotas a mais de 3000 militantes. Na Figueira, por exemplo, alguém pagou mais de 200 quotas de militantes, no mesmo terminal de multibanco, por volta das duas da madrugada - tudo num intervalo de poucos minutos.”

publicado por Pedro Sales às 18:35
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A autonomia regional, versão PSD: nos Açores não se paga, na Madeira pagamos nós
Apenas 36 dos 8217 militantes do PSD nos Açores têm as quotas em dia. Segundo a direcção do PSD, faz parte das tradições do partido não pagar as quotas nos Açores, em nome da autonomia regional.

publicado por Pedro Sales às 18:34
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007
A derradeira proposta do PSD para acabar com o serviço público de televisão
Luís Filipe Menezes exortou Marques Mendes, no final do debate mais vazio e confrangedor de que há memória recente, a aceitar um novo confronto, desta vez em canal aberto, na RTP.
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publicado por Pedro Sales às 23:47
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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007
Uma campanha edificante
Na próxima terça-feira, Marques Mendes e Luís Filipe Menezes irão defrontar-se num debate organizado pela SIC Notícias. “Ao longo da semana vamos falar com os dois para definir o que será debatido, declarou o director do canal, Ricardo Costa, à revista Sábado. Assim de repente, e sem querer ser exaustivo, parece-me que o debate tem vários motivos de interesse sobre os quais importa esclarecer os portugueses.

O folhetim das quotas do partido; a deputada que se queixa das ameaças de morte feitas aos seus filhos por causa das directas; a amiga de uns militantes que pagou as quotas a mais de 400 pessoas; o alegado assédio sexual do porta-voz de Marques Mendes a uma empregada da Câmara Municipal de Tavira; o plágio no blogue “pessoal” de Menezes; a bancada parlamentar que, segundo o líder do partido, foi escolhida numa noite de nevoeiro; o avião do amigo de Menezes que tem negócios em Gaia e o Citroen alugado de Marques Mendes que, afinal, foi emprestado por outro empresário amigo. A campanha tem sido rica na definição ideológica e programática no maior partido da oposição. Tem tudo para ser um bom debate.

publicado por Pedro Sales às 14:46
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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
Com a verdade me enganas
O Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa considerou "não se verificarem, por ora, os pressupostos que fundamentam a abertura de inquérito criminal" ao financiamento ilícito da Somague ao PSD. Uma situação que se poderá alterar se "forem conhecidos, por qualquer via", novos elementos. Isto é, se a imprensa descobrir qualquer coisa, o DIAP preocupa-se com o assunto. Assim, como está, adormece no segredo dos deuses e espera-se que não chamusque ninguém graúdo.

Curioso é que, o mesmo Marques Mendes andou dias a dizer que não sabia sobre o assunto, respondeu em poucos minutos dizendo que é uma “boa notícia” que prova que não houve qualquer intenção nem qualquer comportamento de natureza criminosa no financiamento do seu partido. Bom jogo de palavras para tentar desvalorizar o sucedido e esconder o óbvio. É que o comportamento só não teve uma “natureza criminosa” porque ocorreu em 2002 - coisa que Marques Mendes sabe muito bem -, porque se tivesse lugar nos dias que correm era isso mesmo:“um comportamento de natureza criminosa”. Mudam-se as leis, mudam-se os “comportamentos”.

publicado por Pedro Sales às 18:42
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