Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
Diz o roto ao nu

"Eu não tenho dúvidas. São atitudes como estas dos partidos políticos, e esforços como estes, que credibilizam a política em Portugal. É o esforço de tanta gente, que quer dar o seu melhor para procurar novas ideias e novos projectos, que credibiliza e dá confiança à política no nosso país. Do que eu não tenho dúvidas é que o que não dá credibilidade à politica é o discurso do negativismo, é o discurso da maledicência, é o discurso do pessimismo, é o discurso do bota-abaixo, é o discurso de que “nada é possível fazer no nosso país”. Não. Esse é um discurso medíocre, que nada tem a oferecer ao país, e que só convida à desistência e ao conformismo". José Sócrates, 8 Setembro 2008, no lançamento da fundação Respública.


A oposição quando faz oposição ao governo é maledicente e bota-abaixo, mas quando o primeiro-ministro aproveita o lançamento de um clube de reflexão para chamar medíocre à oposição está certamente a cumprir os anunciados objectivos da nova Fundação, oferecendo “o seu melhor para procurar novas ideias e novos projectos”.



publicado por Pedro Sales às 11:36
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Comentários:
De Jeronimo a 9 de Setembro de 2008 às 17:03
Pelo que leio da sua citação, o que foi classificado de medíocre foi o género de discurso, não quem o emitiu. Parecendo que não, faz muita diferença ...


De Teresa Coutinho a 9 de Setembro de 2008 às 17:32
È verdade que não devemos ser péssimistas negando sempre tudo, mas na realidade os políticos que temos não nos deixam muitas hipóteses. É um facto que a conjuntura geral do país não está bem e não será para contrariar que diremos o contrário.


De MFerrer a 9 de Setembro de 2008 às 17:42
Parece que o barrete serviu?!
Está mesmo à medida, não é?
Cumprimentos
MFerrer


De Pedro Sales a 9 de Setembro de 2008 às 20:04
É, como sabe, quem não concorda com o governo não é bom chefe de família nem bom patriota.


De reb a 10 de Setembro de 2008 às 23:42
Mal de nós se não se pudesse criticar.
Já que, com maioria absoluta, só um partido pode decidir, aos outros resta a denúncia. Mas não há dúvida que, nos partidos do centrão, a voz crítica só depende do lugar em que se encontram. As práticas são cada vez mais semelhantes...


De Anónimo a 11 de Setembro de 2008 às 21:55
Nu não tem acento, pá.


De MFerrer a 12 de Setembro de 2008 às 00:05
Então caro Pedro Sales, vc acha mesmo que o direito a criticar foi beliscado? e como foi isso?
Ná. O que foi e deve ser motivo de crítica, é não haver crítica, mas apenas julgamento de intenções, pois atira pedras e não apresenta uma única medida alternativa.
Coitada da dama. Vai ter de representar um papel para o qual não tem guião, nem imaginação.
Venha de lá um programa alternativo ao do PS para governar. Não lhe pedimos nada mais. As pedradas incertas e as insinuações certeiras só podem aumentar o fosso que nos separa da média europeia...
MFerrer


De Paulo Mouta a 12 de Setembro de 2008 às 00:27
Não é possível apresentar um programa alterativo ao do PS sob pena de internamento psiquiátrico convencidos que estão de que esta é a única possível solução de governação. Solução essa partilhada pela pretensa oposição sob a identidade fraudulente de partidos diferentes com ideias comuns. Uma espéce de totalitarismo multipartidário em que todos pensam o mesmo, decidem o mesmo e apresentam as mesmas soluções. Dizem-nos que não existem outras e que só numa mente mesmo muito louca ou terrivelmente conspirativa poderão estar propostas e projectos de sociedade alernativos à merda que nos impingem como verdade única.

O PS, como maior máquina geradora de ideias cópias de outras ideias que já erma cópias de outras ideias sempre na mesma direcção mas com o selo do socialismo, é também o maior distribuidor de carreiras e de carneirismos. É a maior escola de lambe-botas e beija-luvas na boa tradição nacional que em muito faz lembrar outros tempos. É fértil em apoiar os amigos e em dar a devida palmadinha nas costas dos inimigos. É um partido do povo com soluções iguais a todas as outras as que vierame que virão. É assim o ciclo das coisas nesta gigantesca fraude que alguns ainda têm a desplante de designar por democracia.


De Isabela a 14 de Setembro de 2008 às 01:17
Hoje ao ouvir o telejornal também lhe achei graça quando dizia que os partidos da oposição vinham para a televisão dizer mal do poder.
Ele gostaria de ser primeiro-ministro em Angola e na China , para andar tudo caladinho.


De Paulo Mouta a 14 de Setembro de 2008 às 01:24
Não teria competência nem capacidade para governar países como Angola ou a China... nem Portugal...


De caodeguarda a 19 de Setembro de 2008 às 16:20
o outro também nunca se enganava e veja-se o estado em que deixou o país... e ainda o elegeram PR...


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