Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008
Estava escrito nas estrelas

Para além de serem conhecidos na Polónia, o que é que Cavaco Silva e o BCP têm em comum? Ambos descem à mesma velocidade. O gráfico é elucidativo. Nos últimos cinco meses, Cavaco Silva passou de uma taxa de aprovação de 51 pontos para 33,4%. Nem as férias de Verão valeram ao Presidente. Com a desastrada comunicação sobre os Açores e ao veto à lei do divórcio, foram mais 5 pontos que se foram. E isto apesar do abnegado esforço dos cavacologistas, especialistas em vislumbrar o dedo do Presidente da República em todas as hesitações e recuos do Governo. Pelo andar da carruagem, e apesar de ainda estarmos a quase 3 anos das presidenciais, não falta muito para começar uma nova narrativa. Será Cavaco Silva o primeiro Presidente da República a não ser reeleito depois do 25 de Abril? Poucos se têm esforçado mais do que o próprio nessa meritória tarefa.


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publicado por Pedro Sales às 15:14
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Comentários:
De José Manuel Faria a 5 de Setembro de 2008 às 18:18
Onde estão as alternativas de esquerda a Cavaco. A esquerda vai apresentar 4 ou 5 candidatos contra Cavaco à espera de uma 2ª volta tipo Soares em 86 ou Sampaio, esses foram outros tempos.


De Anónimo a 5 de Setembro de 2008 às 18:19
O gajo não se recandidata. A despercebida história da doença pode ter implicações.


De Anónimo a 5 de Setembro de 2008 às 19:37
Claro que o muito pouco consistente Manuel Alegre terá hipóteses. Cavaco ganhou por pouco as últimas eleições e tem alienado eleitorado. Tornou-se o candidato do PS, capaz de ir buscar os socialistas descontentes com Sócrates e também os outros. Federa o BE, sem dificuldades, num tipo de candidato que atrai o eleitorado bloquista. Pragmáticos, os comunistas também não terão problema em apoiá-lo. Muito centro também ficará desgostoso com a aproximação de Cavaco ao PSD, que lembra mais do mesmo e de Sócrates. Isso rouba-lhe votantes. E Alegre está longe de assustar o centro.


De aviador a 5 de Setembro de 2008 às 23:15
Eu, se fosse ao Pedro nem falava nisso.

Deixe-o pousar!


De Jorge A. a 6 de Setembro de 2008 às 11:15
Pedro,

pode-me dizer qual a fonte dos dados?


De Pedro Sales a 6 de Setembro de 2008 às 12:17
É a sondagem Expresso, Sic, Renascença. A última está hoje publicada no Expresso, mas também se pode encontrar no site da SIC. Na "etiqueta" Cavaco Silva do blogue, já tenho destacado as sondagens dos últimos dois meses. O gráfico, contudo, fui eu que fiz.


De tric a 6 de Setembro de 2008 às 16:52
Cavaco Silva, foi eleito com que taxa de aprovação ?

uma coisa é certa, ha poucos meses, antes de Manuela Ferreira Leite assumir a liderança, o PSD tinha, segundo a eurosondagem, 26,9 % hoje ja tem 33% ! em três meses( +- ) cresceu 6 %



De Jorge A. a 7 de Setembro de 2008 às 15:19
Mas caro Pedro,

a taxa de aprovação de Cavaco Silva na sondagem do Expresso é de 50,8%:
http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/400430

na anterior era de 54,7%:
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/383630

Como é que você se refere a uma taxa de aprovação de 33,4%? Fazendo a diferença entre actuação positiva e actuação negativa? É a isso que chama taxa de aprovação? Como costuma dizer um comentador conhecido da blogosfera nacional, um pouco de seriedade, se faz favor.


De Pedro Sales a 8 de Setembro de 2008 às 03:08
Sim. O método é exactamente o mesmo que o Expresso utiliza com todas as outras figuras políticas. Em todo o caso, independentemente do método, os resultados são claros. Há cinco meses que Cavaco Silva desce a pique e os seus resultados são inéditos para um PR.

Jorge Sampaio abandonou Belém com 55% de aprovação e Soares andou sempre pelos 70 e muitos.


De Jorge A. a 8 de Setembro de 2008 às 13:12
Caro Pedro,

"Sim. O método é exactamente o mesmo que o Expresso utiliza com todas as outras figuras políticas."

Mas o Expresso tem o cuidado de falar em saldos e indices de popularidade - nunca fala em taxas de aprovação (e se fala, erra). De resto, e concordando contudo com o seu ponto, o de que Cavaco arrisca-se a não ser eleito para segundo mandato, não sei contudo se apresentaria tal como uma desvantagem. Se o presidente é eleito somente para granjear simpatia, mais vale acabar com o cargo.


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