Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
Marlboro MenS

O MMS, um novo partido que promete ser ainda pior do que aqueles que já conhecemos, defende um verdadeiro “combate e repressão à criminalidade”. Como? Com o abandono dos tabus da polícia na utilização de armas de fogo, a ideia peregrina de que a vítima deve ter uma palavra na escolha da pena do seu agressor, ou a convicção de que têm que ser os detidos a pagar os encargos do sistema prisional. Para defender esta barbaridade, como a classifica um conhecido constitucionalista, não é preciso um nome modernaço. O que não falta são modelos históricos de “combate e repressão à criminalidade”, como a entende o MMS, desde o faroeste das pradarias norte americanas até aos gulags, rapidamente entendidos por Estaline como uma forma de colocar os presos a pagarem os custos da sua detenção.



publicado por Pedro Sales às 19:27
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Comentários:
De Chico da Tasca a 27 de Agosto de 2008 às 21:41
Um bandalho mata um cidadão a tiro para lhe roubar os parcos rendimentos, como aconteceu ontem em Setuebal, aconteceu há meses em Oeiras e logo a seguir em Sacavém.

Ao matar essas pessoas que seguiam pacatamente as suas vidas sem chatear ninguém, o bandalho roubou-lhes a possibilidade de viverem, de verem os seus entes queridos seguirem o seu caminho, e você acha que tenho de ser eu ou outro qualquer trabalhador e contribuinte a sustentar o bandalho para o resto da vida !

Provavelmente também achará que ainda temos a obrigação de pagar cursos de formação e de reintegração ao bandalho, para que este possa, passados meia dúzia de anos, vir a usufruir daquilo que negou aos outros que assassinou !

É preciso ter lata !


De Paulo Mouta a 27 de Agosto de 2008 às 22:23
Tendo muita pena por ter de dizer isto, mas aquilo que diz é uma realidade. Poderia ser diferente se as pessoas fossem diferentes mas ter gente que trabalha a sustentar a boa vida dos que matam e roubam só descredibiliza o nosso projecto de sociedade. Se todos têm de trabalhar para ganhar a vida porque não terem de trabalhar também aqueles que são encarcerados justamente por quererem ganhar a sua à custa do labor dos outros? Como já disse antes não podemos cair no erro de dizer que é tudo culpa da sinjustiças sociais quando na realidade é culpa do carácter e da humanidade ou da falta destes.


De Pedro Sales a 28 de Agosto de 2008 às 02:57
O melhor mesmo é instaurarmos a pena de morte. assim só pagamos a conta da electricidade da cadeira ou o dinheiro das balas. Ou podemos fazer como os chineses faziam até há meia dúzia de anos: mandar a conta das balas para os familiares pagarem.


De Chico da Tasca a 28 de Agosto de 2008 às 09:23
E que pena é que você acha que seria a mais justa para os trastes que assassinaram a idosa de 80 anos com pancada, na sua própria casa, a semana passada, para lhe roubarem uma caçadeira , senão a pena de morte?

É que a esquerda bem pensante, amiga dos bandalhos e da escumalha, pretende sempre fazer crer que os criminosos são as vitimas e as vitimas os criminosos. Se tem alguma dúvida basta ler o inenarrável texto do João Teixeira Lopes do BE.

E se as vitimas forem da classe média, para a a esquerda caviar, que acha que isso é uma espécie de pecado original, a violência é perfeitamente justificável, porque se trata de burgueses e os burgueses são os culpados de todos os males do mundo .



De Macaco Zarolho a 27 de Agosto de 2008 às 22:58
O Macaco Zarolho está disponível para criar um novo partido chamado e pede o vosso auxílio (assinaturas e doações). O nome desta nova força política será Mega-MMS. Competência, seriedade, mérito e sociedade. A primeira proposta do Zarolho é radicalizar o MMS. Que ideia peregrina esta de liberalizar o uso da arma de fogo. O Macaco é a favor da monopolização da arma de fogo pelas forças do estado. Contudo, o Macaco Zarolho acredita que o Ministro da Administração Interna deve dar ordens concretas à PSP e à GNR. O Macaco sugere que cada polícia seja instruído com princípios básicos da estatística e da escolha aleatória de sujeitos. Cada elemento das forças de segurança publica deve atirar a matar 1 em cada 10 indivíduos que frequente espaços públicos, supermercados e centros comerciais de 30 em 30 minutos. Com uma velocidade astronómica, o número de crime diminuirá. Se contarmos que a PSP tem 21 320 polícias no activo, numa hora serão mortos 426 400 potenciais criminosos e em 24 horas cerca de 10 milhões de mafiosos perderão a sua vida. O Zarolho advoga que com o extermínio da população nacional o crime diminuirá para cerca de zero porcento.

Vota Macaco, vota Zarolho, vota Mega-MMS



De carlosbarbosaoli a 28 de Agosto de 2008 às 00:03
Como sempre acontece na sociedade portuguesa, as posições extremam-se e falta um pouco de equilíbrio para anailsar as situações. O MMS ( mas isso não é para os telemóveis) pensa que estas ideias que defende lhe vão trazer votos e dar projecção. Não duvido que isso aconteça, se os jornais fizerem eco das parvoíces que dizem


De Nuno a 28 de Agosto de 2008 às 11:29
Quando os partidos mais recentes alinham também nos disparates mediáticos dos que os precedem só fica confirmado de que os portugueses imunes ao "clubismo" partidário ( a maioria espero) irão votar nestas eleições no que considerarem ser o mal menor.

Cada vez mais o voto branco faz sentido como protesto para este vácuo ideológico...


De armenio a 28 de Agosto de 2008 às 16:36
Pedro, parabéns.
Conseguiste reunir aqui neste post a nata da sociedade e futuros votantes do SMS, digo MMS.
Ehehehe.
O que é ainda mais incrível é que esta gente existe e apesar da educação na escola e as aulas de educação cívica (se bem que de forma transversal) não terem sido assistidas, esta gente ignorante sabe escrever.
Mérito para eles. Mérito.


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