Comentários:
De Paulo Mouta a 27 de Agosto de 2008 às 00:46
Não me recordo de ter lido nada sobre esse suposto efeito dissuasor e parece-me que a exagerada divulgação deste tipo de imagens pode mesmo ter um efeito impulsionador para o cometimento deste tipo de crimes.

Não confundir isso com o facto de que a polícia agiu bem e cumpriu na sua plenitude o trabalho e muitos foram aqueles que apoiaram a intervenção e o seu desfecho. Se continuamos a insistir que todos os criminosos são pobres vítimas das injustiças do mundo corremos o risco de vulgarizar o comportamento criminoso e desvalorizar as vítimas de actos por vezes brutais.



De Pedro Sales a 27 de Agosto de 2008 às 02:39
Paulo Mouta,

Deixei dois links , podiam ter sido mais. Uma coisa é a polícia agir correctamente, como tudo indica que tenha sido o caso em Campolide, outra, bem diferente, foi o embandeirar em arco com o "sucesso" da operação. O sentimento dominante, durante pelo menos uma semana, foi o "Agora que a polícia já dispara é que os criminosos vão ver como elas piam fino e vamos ter segurança a sério". Lamentavelmente, as coisas não são assim tão simples, como não demorou muito a tornar-se notório.


De Paulo Mouta a 27 de Agosto de 2008 às 22:33
Certo. Essa relação causa-efeito de que estas imagens iriam ditar o desaparecimento dos assaltos provou-se até ser exactamente o contrário. Mas diabolizar o papel das polícias quando estão a cumprir o seu dever pode muito bem ser um perigo para a democracia e liberdade dos cidadão. É que, devo recordar que a liberdade não é apenas podermos dizer todas as alarvidades que nos vêm à cabeça, e todos nós dizemos alguma spor vezes. Liberdade é sobretudo termos a noção qb de segurança sem o exagero de um sistema securitário. É que corremos o risco de terminar sem alternativas a isso mesmo.

A acção da polícia foi a correcta. A acção dos media, como é habitual foi e continua a ser a incorrecta. E o sistema judicial não ajuda.


De Chico da Tasca a 27 de Agosto de 2008 às 11:07
O problema não é esse. O problema é o excesso de garantismo, a ideia de que as pessoas são todas intrinsecamente boas e que só cometem crimes devido a dificuldades económicas, e que são na sua maioria recuperáveis.

Tudo isto são tretas como todos sabemos, são ideias contaminadas pela ideologia de esquerda, a esquerda laxista, que preza a bandalheira e que acha que os criminosos são uns coitadinhos explorados pela burguesia da classe média e que portanto esta tem de acatar comn servidão a violência ou então subsidiar do seu bolso, com o fruto do seu trabalho e dos seus impostos, a boa vida dessa gente.

Não é assim, não tem de ser assim, eu não estou na disposição de subsidiar maltrapilhos nem de ser paternalista para com eles.

Se as prisões são pequenas e não cabem lá todos, faça-se um campo de concentração de segurança máxima e regime de trabalho no duro, e, todos aqueles que reincidirem em crimes violentos, nomeadamente os que envolvem armas, e ameaças à integridade fisica, são metidos lá dentro ad-eternum.

Mas para trabalharem no duro porque eu, que me levamto todos os dias às 6 para me poder sustentar e pagar os impostos, não tenho que andar a sustentar essa gentalha.

Já agora, o Sr. Ministro da Admnistração Interna, aquando dos incidentes da Quinta da Fonte, veio para os meios de comunicação dizer que os sujeitos que andavam aos tiros com armas ilegais, e que todos vimos na TV, seriam detidos e responsabilizados. Eu pergunto, quantos é que o foram até agora ?

Ou a idéia será aumentar-lhes os subsidios e dar-lhes casas maiores e com melhores vistas, para que não tenham o incómodo de terem de trabalhar e, talvez, se dignem entregar as ditas armas ilegais, pagas com o nosso dinheiro ?


De laranjo a 27 de Agosto de 2008 às 19:02
Pois é chico, mas a verdade é que vais ter de continuar a contribuir para a "gentalha". É este o preço que pagas para viver em democracia.
Se queres campos de concentração vai até Bergen Belsen que eles, com jeito, ainda põem um forninho a aquecer só para ti.


De Fernando Penim Redondo a 27 de Agosto de 2008 às 12:37
O post tem uma falha de lógica.
Desde o caso do BES não tornou a haver tomada de reféns, os assaltantes cavam sempre antes de chegar a polícia.
Pode portanto argumentar-se que aprenderam que fazer chantagem com a vida de inocentes pode ser-lhes fatal.


De Pedro Sales a 27 de Agosto de 2008 às 14:50
O argumento não era esse, mas sim que, depois da reacção musculada da polícia, os criminosos iam pensar duas vezes. Está visto que não, pelo que me parece.


De polvorosa a 27 de Agosto de 2008 às 17:07
Sentimos ultimamente um clima de insegurança no nosso pais. Foi o caso do sequestro no B.E.S., foi depois a morte daquela criança que ia no carro baleado pela polícia depois do pai(foragido da cadeia) ter feito um assalto para "gamar" materiais de construção e hoje mesmo nesta madrugada uma rixa entre gangs culminou na morte de uma pessoa e quatro feridos.

Tenho assistido a um debate entre a esquerda e a direita sobre se as polícias devem ou não intervir com recurso às armas de fogo. Como sabemos este debate não é de agora, mas estes casos vêm reacender a discussão. Pessoalmente acredito nas polícias, estes agentes da autoridade apenas atiram em último caso, temos todos de perceber que estes são pessoas e seres humanos de carne e osso como nós. Depois de muito treino eles estão preparados para intervir, não acredito que gostem de matar pessoas, como tal não podemos condenar aqueles profissionais no exercício do seu dever profissional que apenas tentam salvar pessoas e bens. A extrema esquerda perde a razão quando condena os "danos colaterais" infligidos pelas polícias, atacar as polícias e defender a criminalidade não é uma boa política.

Dito isto, também não deixa de ser verdade uma outra questão intimamente relacionada, as polícias não podem só disparar, ou seja, atirar a matar a torto e a direito em tudo o que mexer como alguma extrema direita parece postular. Não pode ser assim, atirar a matar deve ser o fim de linha, isto é, só depois das outras opções estarem esgotadas e tiverem sido tentadas.

A acrescentar a isto, importa ressalvar o seguinte, é realmente importante a educação, a integração, inclusão, a cidadania e afastar de comportamentos de risco os jovens dos bairros mais problemáticos, nesse sentido é essencial haver algum esforço político e económico do governo e sociedade civil. Mas não vamos tapar o sol com a peneira, a vida nesta Sociedade de Risco não é só cor-de-rosa como se vê nas novelas, cá fora é a doer, atacar a pequena criminalidade, não permitir certas práticas criminosos e delitos é meio caminho para atacar o problema, foi asim que se resolveu o problema em grandes cidades como Nova York, o Procurador Geral da República sabia o que dizia, ouçamo-lo. Vamos evitar é o histerismo e os efeitos em cadeia que ambos os extremismos tendem a alimentar, normalmente ao meio está a virtude.

http://polvorosa.blogs.sapo.pt


De Nuno a 28 de Agosto de 2008 às 11:32
O caso do BES teve a solução possível para a PSP que, ao contrário da generalidade do público e dos media, não se babou com o banho de sangue.

Ensinou a todos os condidatos ao crime violento que é preciso ser rápido e brutal porque todas as situações são de vida ou morte.

Acendeu-se um rastilho...


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