De abrasivo a 23 de Agosto de 2008 às 00:00
Não se trata de um exemplo limite. Nem é preciso ir tão longe.
A detentora da melhor marca mundial do ano em salto em comprimento, Naide Gomes, não conseguiu classificar-se para a final dos Jogos Olímpicos depois de dois saltos nulos. No mínimo, acusaram-na de incompetente.
Adam Nelson dos EUA, o principal candidato a uma medalha de ouro no lançamento do peso, não conseguiu classificar-se para a final após três lançamentos nulos na mesma manhã em que Fortes lançou pouco mais de 18 metros. Fortes, sem perceber o que lhe tinha acontecido, talvez acreditasse mesmo que ainda estava na caminha. Nelson, Adam e não Évora, se pensou o mesmo só ele o sabe. Mas não o confessou a ninguém.
O 2.º e 3.º classificados da final dos 200 metros foram desclassificados porque pisaram a linha que limita as pistas. Os americanos, principais candidatos à vitória da estafeta 4x100 (masculinos e femininos), nem sequer foram à final. Ainda agora não devem saber como falharam a passagem do testemunho. A equipa feminina dos 4x100 metros de Jamaica ainda não deve ter percebido como atropelou a equipa da Grã-Bretanha e, na final, entregou a vitória à equipa da Rússia.
Eu sei como foi difícil à Naide, ao Gustavo, ao Emanuel, à Telma, ao Fortes, à Jessica, ao Nelson, à Vanessa e a todos os outros ali chegar. Mas eu não sou português.


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