Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
A palavra aos especialistas

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa considera o novo regime do divórcio “ofensivo do valor da religião para a estabilidade das relações afectivas”. Deixando de lado a óbvia tentativa de imposição das orientações morais de uma confissão religiosa como lei, o que choca é a mundividência e arrogante convicção de que a religião é um valor necessário para a existência de relações afectivas. Estáveis, claro, até porque os ateus são todos uns empedernidos badalhocos, sem afecto e sem moral.  Haja paciência, que já começa a faltar.



publicado por Pedro Sales às 02:33
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Comentários:
De Ibn Erriq a 22 de Agosto de 2008 às 14:38
Pedro o que o leva a pensar que os seus princípios de vida são melhores que os dos outros?

"Estáveis, claro, até porque os ateus são todos uns empedernidos badalhocos, sem afecto e sem moral.
São estes os seus argumentos?

agora sou eu que digo

Haja paciência, que já começa a faltar.


De Pedro Sales a 22 de Agosto de 2008 às 18:33
Eu não os pretendo impor a ninguém, ao contrário do outro senhor que diz que a religião é um valor necessário para ter uma relação afectiva estável.


De Ibn Erriq a 22 de Agosto de 2008 às 20:55
Não tenta que curioso! Olhe que quase parece que sim! Em meu entender só podemos criticar aqueles aos quais não imitamos o tiques não acha?

Não encontrei em sitio nenhum da noticia do publico a frase que atribui ao Sr, extrapolar isso é abusivo e pouco honesto!

mas diz isto “o regime jurídico deve defender a unidade da família porque ela é um bem para a sociedade” com o qual concordo plenamente. E olhe que eu sou um agnóstico convicto, mas não me oponho ferozmente à religião!


De Pedro Sales a 22 de Agosto de 2008 às 22:35
Antes de acusar os outros de desonestidade, talvez fosse melhor ler correctamente as notícias linkadas:

Para Carlos Azevedo, o preâmbulo deste novo regime jurídico do divórcio era “ofensivo do valor da religião para a estabilidade das relações afectivas, da capacidade de perdoar e de manter os compromissos, mesmo quando as condições mudam e exigem sacrifício”.

Ninguém extrapolou nada, muito menos foi desonesto. Parece-me que perdeu uma boa ocasião para estar calado.


De Inb Erriq a 22 de Agosto de 2008 às 23:07
Caro Pedro,

Tinha colocado um comentário que agora não aparece :-(
Novamente:

Pois é o problema é que li e tanto li que comentei daquela forma!

O que o Sr disse e como o Pedro refere " “ofensivo do valor da religião para a estabilidade das relações afectivas, da capacidade de perdoar e de manter os compromissos, mesmo quando as condições mudam e exigem sacrifício”

Mas o Pedro tira do texto esta conclusão: "... o que choca é a mundividência e arrogante convicção de que a religião é um valor necessário para a existência de relações afectivas"
Ou seja, parece querer dizer que o Sr em causa afirma que se não fosse a religião não existiam relações afectivas, quando em parte alguma do texto do jornal público eu vejo issi.

Chama a isto o quê honestidade? Correcção? Bom, se sim então nós temos valores bem diferentes, eu prezo imenso a justeza e o rigor dos argumentos e o Pedro?

Afinal quem perdeu a oportunidade, já agora, não de estar calado mas sim de não escrever ;-)


De Pedro Sales a 23 de Agosto de 2008 às 01:09
Desculpe lá, mas reiteiro. Desde quando é que a religão tem algum valor, ou importância, para a existência de relações afectivas?


De Ibn Erriq a 23 de Agosto de 2008 às 06:35
LOL,

Assim está ligeiramente melhor, reitero ;-) como diria ou outro, "contudo anda á volta do sol" ;-)

"Desde quando é que a religião tem algum valor, ou importância, para a existência de relações afectivas?" Pois, isso depende de cada uma não acha? Para mim não tem qualquer valor, para o outros não consigo avaliar, o Pedro consegue? Gostaria de saber a sua opinião, mas pense bem antes de responder!



De Pedro Sales a 23 de Agosto de 2008 às 15:46
acredito que exista muito boa gente para quem a religião tenha importância nas relações afectivas. Para uns tem, para outros não. Eu não consigo, nem quero, avaliar essa importância. Pelo contrário, a Igreja invoca esse facto para defender o veto de uma lei de um estado laico. A arrogância está aí.


De Ibn Erriq a 1 de Setembro de 2008 às 17:34
LOL,

Está a ver não custa nada respeitar a opinião dos outros!

Em meu entender, o problema começa quando o PS (Pedro Sales) quer generalizar as opiniões, como disse e reafirmo, eu não acredito em religiões, contudo, respeito e aceito como válidas as opiniões das pessoas ligadas à religião, desde que não as mantenham nessa esfera.
Acho completamente aceitável que as pessoas católicas estejam convictas de que a religião fortalece as relações afectivas!
Não concorda?


De Daniel Oliveira a 24 de Agosto de 2008 às 05:59
"Pedro o que o leva a pensar que os seus princípios de vida são melhores que os dos outros?

"Estáveis, claro, até porque os ateus são todos uns empedernidos badalhocos, sem afecto e sem moral.
São estes os seus argumentos?

agora sou eu que digo

Haja paciência, que já começa a faltar."

Este comentário é um desafio à lógica. Explique lá como é que alguém contestar a ideia de que há uma relação geral entre a religião e a estabilidade das relações afectivas (falando por experiência própria - a de quem não tem religião e tem relações afectivas) pode estar a impor as suas ideias?

Quem estabelece a relaçao generaliza para todos, incluindo para quem não tem religião. Quem não o faz apena diz o óbvio: para uns poderá haver essa relação, para outros (e entre eles seguramente os ateus) não.


De Ibn Erriq a 1 de Setembro de 2008 às 17:39
Eu compreendo que ache o comentário um desafio à lógica!

Como sabe a lógica é uma ramo da matemática, logo um ciência exacta, portanto, parece-me que aqui podemos falar de muita coisa mas não de lógica! As religiões e as relações afectivas não se regem pelas leis da lógica ou será que sim?

Eu não acho que o dito Sr tente generalizar as suas opiniões, embora, muita gente para ter forma de atacar a posição da igreja ache assim mais conveniente, não lhe perece?


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